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Ansiedade de separação: por que acontece e como lidar no primeiro ano

Nos primeiros meses e anos de vida, o bebê passa por grandes descobertas, e nem todas são fáceis. Uma delas é perceber que a mãe ou o cuidador podem se afastar, mesmo que por pouco tempo. Esse momento costuma vir acompanhado de choro, insegurança e muita necessidade de colo. Esse comportamento tem nome: ansiedade de separação e, apesar de desafiador, faz parte do desenvolvimento infantil.

Entender o que está acontecendo ajuda a atravessar essa fase com mais calma, acolhimento e segurança, tanto para o bebê quanto para quem cuida.

O que é ansiedade de separação?

É uma reação emocional comum em bebês e crianças pequenas quando eles percebem a ausência dos pais ou cuidadores de referência. Ela pode se manifestar com choro intenso, irritação, dificuldade para dormir ou recusa em ficar com outras pessoas.

Essa fase costuma surgir entre os 6 e 12 meses, atingir um pico entre o 10º e o 18º mês e diminuir gradualmente até cerca dos 3 anos de idade. Em muitos casos, os primeiros sinais podem aparecer ainda mais cedo, por volta dos 4 meses, quando o bebê começa a perceber que a mãe é uma pessoa separada dele.

Por que a ansiedade de separação acontece?

O bebê ainda está aprendendo algo chamado permanência do objeto: a capacidade de entender que as pessoas continuam existindo mesmo quando não estão visíveis.

Para o bebê, quando a mãe sai do campo de visão, a sensação pode ser de perda real. Além disso, os bebês dependem totalmente do adulto para se sentirem seguros. Quando essa presença some, mesmo que por instantes, o corpo reage com desconforto e medo.

Quais são os sintomas da ansiedade de separação?

Cada criança expressa a ansiedade de separação de um jeito, mas os sinais mais comuns incluem: choro ao ver o cuidador se afastar, podendo agarrar-se ao colo; irritabilidade quando a mãe sai do ambiente; dificuldade para dormir sozinho; desespero ao ser deixado na creche ou com outra pessoa.

Em separações prolongadas, alguns bebês podem apresentar mudanças no apetite ou no comportamento, como ficar mais quietos ou mais sensíveis.

Como lidar com a ansiedade de separação?

Não existe uma fórmula única, mas algumas estratégias ajudam bastante:

  • Dos 4 meses a 1 ano: é importante respeitar o ritmo do bebê e evitar deixá-lo com pessoas com quem ainda não criou vínculo. Sempre que possível, permaneça por perto nas primeiras interações com novos cuidadores, permitindo que essa aproximação aconteça de forma gradual. Incentive pequenas explorações dentro de casa, deixando que ele se afaste por iniciativa própria e descubra o ambiente ao redor, fortalecendo pouco a pouco sua confiança;
  • Entre 1 e 2 anos: a criança já começa a compreender o que é a separação, entendendo que a situação é temporária e segura. Explique com palavras simples que você vai sair e vai voltar, evite sair às escondidas e faça despedidas claras, procurando manter um tom calmo e confiante nesse momento;
  • Depois dos 2 anos: a criança costuma lidar melhor com a separação, mas ainda pode precisar de apoio. Uma boa estratégia é começar com afastamentos curtos e ir aumentando o tempo gradualmente, respeitando o ritmo dela. Objetos de apego, como um brinquedo ou paninho favorito, podem oferecer conforto e sensação de segurança na ausência dos pais. Além disso, mantenha rotinas previsíveis, com horários e despedidas semelhantes.

Como tratar a ansiedade de separação quando ela persiste?

A ansiedade de separação é uma fase desafiadora, mas também um sinal de que o bebê se sente seguro e amado. Com paciência, previsibilidade e acolhimento, a criança aprende, aos poucos, que a separação não é definitiva  e que o cuidado sempre retorna.

Na maioria dos casos, a ansiedade de separação diminui naturalmente com o tempo. No entanto, quando o sofrimento é intenso e interfere na rotina social e escolar da criança, especialmente após os 3 anos, é importante buscar orientação do pediatra, que pode indicar acompanhamento psicológico quando necessário.

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