Receber o diagnóstico de gravidez anembrionária pode ser um momento muito delicado. Muitas mulheres apresentam todos os sinais típicos de uma gestação — teste de gravidez positivo, atraso menstrual, sensibilidade nos seios e até enjoos — e, ainda assim, os exames revelam que não há embrião em desenvolvimento.
Esse cenário pode causar tristeza, confusão e frustração, mas é importante lembrar que a gravidez anembrionária é uma das causas mais comuns de aborto espontâneo no primeiro trimestre. Na maioria dos casos, ela não compromete a possibilidade de uma gestação saudável no futuro.
Vamos entender melhor sobre o que acontece e como lidar com esse momento?
O que significa uma gravidez anembrionária?
Esta condição acontece quando o óvulo é fertilizado e se implanta no útero, mas o embrião não se desenvolve ou para de se desenvolver muito cedo, resultando em um saco gestacional vazio. Mesmo assim, o corpo continua produzindo hormônios da gravidez, o que explica os sintomas e o resultado positivo nos testes.
Uma gravidez anembrionária dura quantas semanas?
A gravidez anembrionária geralmente é identificada entre a 7ª e a 10ª semana, durante o ultrassom. No exame, o médico observa o saco gestacional, mas não consegue visualizar o embrião nem ouvir os batimentos cardíacos.
Até esse momento, o corpo continua reagindo como se a gestação estivesse se desenvolvendo, o que explica por que os sintomas, como sensibilidade nos seios, náuseas e cansaço, podem persistir até que o organismo reconheça a ausência do embrião.
Quais são os sintomas e as principais causas?
Os sintomas da gravidez anembrionária são muito semelhantes aos de uma gestação comum: atraso menstrual, náuseas, cansaço, sensibilidade nos seios e alterações de humor.
Com o tempo, esses sinais podem diminuir, e podem surgir sangramentos leves ou cólicas abdominais, que costumam indicar o início da expulsão natural da gestação.
A principal causa da gravidez anembrionária está relacionada a alterações cromossômicas, ou seja, falhas genéticas que podem ocorrer de forma aleatória no óvulo, no espermatozoide ou nas primeiras divisões celulares do embrião. Essas alterações impedem o desenvolvimento normal do embrião, e o corpo interrompe a gestação naturalmente.
É fundamental reforçar que não é culpa da mulher nem do casal. Essa condição não está relacionada a hábitos, escolhas ou cuidados durante a gestação.
A barriga cresce na gravidez anembrionária?
Nos primeiros estágios, pode haver um leve aumento do volume abdominal, causado pelas alterações hormonais típicas da gestação. No entanto, como não há desenvolvimento do embrião, a barriga não continua a crescer nas semanas seguintes.
Expulsão natural e tratamentos
Em muitos casos, o corpo reconhece a ausência do embrião e realiza a expulsão natural, de forma semelhante a um aborto espontâneo.
Quando isso não ocorre, o médico pode indicar tratamentos para ajudar na eliminação do conteúdo gestacional. Isso pode incluir medicamentos que estimulam a expulsão ou um procedimento cirúrgico simples, chamado curetagem.
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Quando tentar engravidar novamente?
Após uma gravidez anembrionária, geralmente é recomendado esperar até o retorno da primeira menstruação — em média de 4 a 6 semanas — antes de tentar engravidar novamente. Esse período permite que o corpo se recupere e que o útero esteja pronto para uma nova gestação.
Também é essencial respeitar o tempo emocional, pois esse processo pode trazer sentimentos de tristeza e perda. Passar por uma gravidez anembrionária pode ser doloroso, mas também evidencia a força do corpo e da mente da mulher.
Com acompanhamento médico adequado e apoio emocional, é possível se recuperar e vivenciar uma nova gestação com segurança e esperança.


