Durante o pré-natal, um ultrassom pode mostrar que a placenta está localizada próxima ao colo do útero. Essa condição é chamada de placenta prévia e pode gerar dúvidas e preocupações sobre a gestação e a saúde do bebê.
Entender o que é a placenta prévia, quais sinais merecem atenção e como é feito o acompanhamento ao longo da gestação pode ajudar a passar por esse período com mais informação e tranquilidade. Em muitos casos identificados no início da gravidez, a posição da placenta pode mudar conforme o útero cresce, e a gestação segue normalmente.
O que é placenta prévia?
A placenta é o órgão que fornece nutrientes e oxigênio ao bebê durante a gravidez. Ela costuma ficar na parte superior ou lateral do útero, longe do colo do útero.
Na placenta prévia, porém, a placenta se posiciona na parte inferior do útero e pode ficar próxima ou cobrir parcial ou totalmente a abertura do colo do útero. Essa localização pode dificultar a passagem do bebê pelo canal de parto e aumentar o risco de sangramento durante a gestação.
A placenta prévia geralmente é identificada nos exames de imagem do pré-natal, muitas vezes antes mesmo de qualquer sintoma. Quando isso acontece no início da gravidez, não significa necessariamente que a placenta permanecerá nessa posição: conforme o útero cresce, ela pode se afastar do colo do útero. Por isso, o acompanhamento ao longo da gestação é fundamental.
Por que a placenta fica nessa posição?
Nem sempre é possível apontar uma causa única. Alguns fatores costumam ser associados a uma chance maior de a placenta se fixar mais abaixo no útero, entre eles:
- Cesáreas ou cirurgias uterinas anteriores;
- Gestações anteriores;
- Gestação de gêmeos ou múltiplos;
- Idade materna mais avançada.
Ter um desses fatores não significa que a placenta prévia vá acontecer. Eles apenas ajudam a equipe a acompanhar a gestação com mais atenção.
Quais são os tipos de placenta prévia?
A forma como a placenta se posiciona em relação ao colo do útero ajuda a definir a classificação da placenta prévia. De maneira geral, ela pode ser:
- Placenta prévia: alcança ou cobre o orifício interno;
- Placenta baixa: borda <20 mm do orifício interno, sem cobri-lo;
- Placenta não baixa: ≥20 mm
Essa classificação ajuda a equipe médica a acompanhar a gestação e avaliar, mais adiante, qual será a via de parto mais segura para cada caso.
Quais são os sintomas de placenta prévia?
O sinal mais característico é o sangramento vaginal sem dor, geralmente de cor vermelho-viva, que pode surgir na segunda metade da gestação. Ele costuma aparecer de forma inesperada e pode ocorrer mais de uma vez. Em parte dos casos, porém, não há qualquer sintoma, e a placenta prévia é percebida apenas no ultrassom.
Diante de qualquer sangramento na gravidez, com ou sem dor, o recomendado é procurar avaliação médica para entender a origem. O sangramento não confirma sozinho a placenta prévia, mas é um sinal que merece atenção.
A partir de quantas semanas o diagnóstico se confirma?
É relativamente comum que a placenta esteja mais próxima do colo do útero nos primeiros exames da gestação. Conforme o útero cresce, a placenta pode se afastar dessa região, fazendo com que uma alteração identificada no início da gravidez deixe de estar presente nos exames seguintes.
Por isso, a posição da placenta é acompanhada ao longo do pré-natal. Quando a placenta está baixa no ultrassom do segundo trimestre, isso não significa necessariamente que permanecerá assim até o final da gestação. Por isso, costuma-se repetir o ultrassom mais adiante para verificar a posição da placenta.
O momento dessa confirmação pode variar de acordo com cada caso. Por isso, o acompanhamento por ultrassom ajuda a avaliar como a posição da placenta evolui ao longo das semanas e a definir os próximos cuidados.
Placenta prévia tem parto normal?
A possibilidade de parto vaginal depende principalmente da posição da placenta no fim da gestação. Quando ela continua cobrindo a abertura do colo do útero, o parto vaginal geralmente não é recomendado, pois a placenta pode impedir a passagem do bebê e aumentar o risco de sangramento. Nesses casos, a cesariana costuma ser indicada pela equipe médica.
Se, ao longo da gestação, a placenta se afastar do colo do útero, o parto vaginal pode ser uma possibilidade. A decisão leva em conta a posição da placenta, a evolução da gestação e as condições de saúde da mãe e do bebê.
Quais cuidados ajudam ao longo da gestação?
O acompanhamento pré-natal é fundamental para observar a posição da placenta, acompanhar a evolução da gestação e planejar o parto com segurança.
De acordo com a localização da placenta e a presença ou não de sintomas, a equipe médica pode orientar alguns cuidados, como:
- Manter as consultas e os exames de acompanhamento nas datas recomendadas.
- Evitar atividades físicas intensas ou relações sexuais quando houver orientação médica para isso.
- Fazer repouso apenas quando indicado pela equipe que acompanha a gestação.
- Procurar atendimento médico imediatamente em caso de sangramento vaginal, contrações, dor ou outros sintomas diferentes do habitual.
As orientações podem mudar de acordo com cada gestação. Por isso, é importante seguir as recomendações da equipe responsável pelo pré-natal e esclarecer qualquer dúvida durante as consultas.
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Acompanhamento na Rede D'Or
Quando a gestação precisa de um olhar mais próximo, o acompanhamento médico ajuda a monitorar a evolução da gravidez e o bem-estar da mãe e do bebê.
Em algumas unidades da Rede D’Or, o serviço de Vigilância Materno-Fetal oferece acompanhamento especializado para gestações que necessitam de cuidados diferenciados.
Se você recebeu o diagnóstico ou tem dúvidas sobre a posição da placenta, converse com o obstetra que acompanha sua gestação. Ele poderá avaliar o seu caso e indicar o acompanhamento mais adequado para você e para o bebê.


