Ansiedade pode acelerar o coração, tirar o sono e transformar preocupações comuns em um alerta constante

Antecipar situações, preparar-se para desafios, querer ter o controle. Esses comportamentos costumam ser associados à ansiedade, uma resposta natural do organismo diante de momentos considerados desafiadores ou ameaçadores. No entanto, quando essa emoção se torna excessiva e frequente, pode afetar significativamente a qualidade de vida das pessoas, tornando-se um transtorno.
- Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas vivem com condições de saúde mental, como a ansiedade.
- O transtorno de ansiedade pode interferir no descanso e causar sintomas específicos, comprometendo o bem-estar.
- Existem hábitos que podem ajudar a prevenir crises de ansiedade.
- O tratamento e acompanhamento do quadro de ansiedade podem ser feitos por profissionais de psicologia e psiquiatria.
O que é ansiedade?
Ansiedade é um sentimento, uma reação natural que as pessoas sentem e que dá a sensação de permitir antecipar situações de risco e desafios da rotina. O problema é quando esse sentimento se torna muito intenso, transformando preocupações simples em algo desproporcional e contínuo. Sentir ansiedade de forma frequente pode gerar sintomas e sinais de um transtorno de ansiedade generalizada (TAG).
Quais são os sintomas da ansiedade?
Os principais sintomas da ansiedade são:
- Tensão muscular;
- Fuga de situações que apresentam ameaças;
- Sensação de angústia, tensão, medos exagerados e preocupações;
- Coração acelerado (taquicardia), sudorese intensa e problemas intestinais;
- Dificuldade de concentração e irritabilidade;
- Insônia, alterações no apetite.
Os sintomas podem acontecer de forma física (corpo), comportamental, emocional e mental.
Quais são as causas e fatores de risco da ansiedade?
As causas e fatores de risco da ansiedade envolvem uma combinação de elementos biológicos, ambientais e psicológicos que podem afetar a maneira como o cérebro processa e enfrenta situações que apresentam perigo.
Entre as principais causas e fatores estão:
Fatores genéticos: o histórico familiar de transtornos de ansiedade pode aumentar a probabilidade de uma pessoa desenvolver o problema.
Traumas e ambiente: vivenciar traumas, perdas, violência ou eventos estressantes na infância ou na vida adulta pode alterar a resposta do corpo a momentos de perigo.
Condições médicas: quadros de doenças físicas, como alterações cardíacas, problemas na tireoide ou desregulação da glicemia, podem gerar sintomas de ansiedade.
Estresse crônico: problemas financeiros, conflitos nos relacionamentos e situações no trabalho podem manter o corpo em estado de alerta e aumentar os níveis de cortisol.
Traços de personalidade: pessoas exigentes, com traços perfeccionistas ou tendência a querer controlar excessivamente as situações e cenários correm mais risco de terem ansiedade.
Uso de medicamentos e substâncias: o consumo excessivo de café, álcool ou substâncias ilícitas e até o efeito colateral de alguns medicamentos podem influenciar diretamente o sistema nervoso.
Estilo de vida e questões sociais: privação de sono, excesso de exposição às telas e redes sociais e até a vulnerabilidade socioeconômica podem agravar quadros de ansiedade.
Quais são os tipos de ansiedade?
Existem diferentes tipos de ansiedade:
- Transtorno de ansiedade generalizada (TAG);
- Síndrome do pânico;
- Agorafobia;
- Ansiedade social (fobia social);
- Ansiedade de separação;
- Transtorno obsessivo-compulsivo;
- Mutismo seletivo;
- Fobias específicas.
Esses quadros de ansiedade podem ser diagnosticados por um psiquiatra ou psicólogo e, em alguns casos, uma equipe multidisciplinar pode atuar para ajudar e indicar as melhores opções de tratamento, conforme a necessidade do paciente.
Como é feito o diagnóstico da ansiedade?
O diagnóstico de ansiedade precisa ser feito com cautela, ou seja, é importante não ter pressa e realizar uma avaliação completa com um profissional de saúde.
Geralmente, o diagnóstico é feito por um médico psiquiatra ou psicólogo, e o processo envolve uma avaliação detalhada do histórico médico, dos sintomas e das informações sobre a vida do paciente.
O processo de diagnóstico envolve uma avaliação inicial, na qual o médico escuta o paciente relatar os sintomas, o histórico familiar e as informações sobre a rotina. Exames laboratoriais e testes físicos podem ser feitos para obter mais dados que permitem diagnosticar o quadro de ansiedade.
Quais as opções de tratamento para ansiedade?
O tratamento da ansiedade envolve uma combinação de psicoterapia, mudanças no estilo de vida e, em casos necessários, uso de medicamentos prescritos por um médico. O objetivo do tratamento é reduzir os sintomas e evitar crises.
Na psicoterapia, uma abordagem muito utilizada é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda o paciente a identificar padrões de pensamentos e comportamentos negativos e, a partir disso, foca em auxiliar nas mudanças desses padrões.
Outro tipo de terapia é a chamada terapia de exposição, em que o paciente é colocado em uma situação, ambiente ou atividade que cause ansiedade. Esse tipo de psicoterapia ajuda a pessoa a enfrentar o que causa o medo.
O uso de medicamentos como ansiolíticos e antidepressivos exige prescrição e acompanhamento médico e não dispensa as terapias.
Quais as formas de prevenção da ansiedade?
Para controlar a ansiedade e evitar situações de crise, algumas mudanças e hábitos podem ajudar, como:
- Cuidar da qualidade do sono;
- Praticar exercícios físicos;
- Manter uma alimentação saudável;
- Utilizar técnicas de relaxamento como meditação, mindfulness e yoga;
- Ter uma atividade de lazer.
Esses hábitos podem ajudar a controlar as crises e a ter mais qualidade de vida.
Na Rede D’Or, você encontra profissionais especializados que podem orientar o melhor tratamento para o quadro e ajudar a ter uma boa recuperação.