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Catapora: por que a chegada da primavera aumenta a circulação do vírus da varicela

Com a transição do inverno para a primavera, os casos de catapora costumam ser mais frequentes, especialmente entre crianças. Entenda por que o período favorece a circulação do vírus e conheça as vacinas disponíveis para a prevenção
Por: Rede D'Or
ALT: Rosto de uma criança de pele branca, dormindo, com marcas e pústulas de catapora em vários lugares do rosto.
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A catapora, também chamada de varicela, costuma ganhar mais espaço nas conversas sobre saúde justamente na virada do inverno para a primavera. Não é coincidência: essa é a estação do ano em que a doença, causada pelo vírus Varicela-Zoster, apresenta maior circulação no Brasil, o que reforça a importância de estar atento aos sinais e às formas de prevenção disponíveis nesse período.

Durante o inverno, o clima mais frio favorece a aglomeração de pessoas em ambientes fechados e pouco ventilados, como salas de aula, creches e residências, condições que facilitam a transmissão de um vírus que se espalha por gotículas respiratórias e contato direto com as lesões de pele. Como o período de incubação da catapora pode levar até duas semanas, os casos que começaram a se espalhar ainda no inverno acabam se manifestando com mais intensidade já na transição para a primavera.

  • Segundo o Ministério da Saúde, a catapora é uma doença infecciosa altamente contagiosa que se manifesta com maior frequência em crianças e com incidência no fim do inverno e início da primavera, sendo a transmissão facilitada pelo contato com gotículas respiratórias, saliva ou objetos contaminados pelo vírus.
  • De acordo com o relatório Situação Epidemiológica do Ministério da Saúde, entre 2017 e 2026 foram confirmados 115.152 casos de catapora no Brasil, com a faixa etária de 5 a 9 anos concentrando o maior número de registros, seguida de perto pelas crianças de 1 a 4 anos.
  • Segundo o Anuário VacinaBR, produzido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Unicef, nenhum estado brasileiro atingiu a meta de 95% de cobertura vacinal contra a varicela em 2023, percentual considerado necessário para evitar a circulação ampla da doença, o que reforça a importância de buscar a vacinação por conta própria.
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Quem tem mais risco de contrair catapora?

A catapora é uma doença altamente contagiosa, e praticamente qualquer pessoa que nunca teve a infecção ou não foi vacinada está sujeita a contraí-la diante da exposição ao vírus. Ainda assim, alguns grupos e situações concentram maior risco, especialmente durante os períodos de maior circulação viral, como a transição entre inverno e primavera.

Crianças em idade escolar são o grupo mais afetado, já que ambientes como creches e escolas favorecem o contato próximo e prolongado, ideal para a disseminação do vírus por gotículas respiratórias. Irmãos e outros membros da família que convivem no mesmo ambiente doméstico de uma pessoa infectada também apresentam risco elevado de contágio.

Recém-nascidos, gestantes não imunizadas e pessoas com o sistema imunológico comprometido, como pacientes em tratamento oncológico ou com doenças que reduzem a imunidade, merecem atenção redobrada, já que nesses grupos a catapora pode evoluir com maior gravidade e risco de complicações.

Adultos que nunca tiveram a doença também tendem a apresentar quadros mais intensos do que crianças, reforçando a importância da vacinação para quem ainda não foi imunizado.

Quais são os sintomas da catapora?

Os sintomas da catapora costumam surgir entre 10 e 21 dias após o contágio, começando com mal-estar geral, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite e febre baixa. Pouco depois, surgem as manchas vermelhas características, que evoluem para pequenas bolhas cheias de líquido, geralmente iniciando no rosto, no tronco ou no couro cabeludo antes de se espalhar pelo restante do corpo.

As lesões costumam causar coceira intensa, e o processo de cicatrização, que envolve o escurecimento do líquido interno e a formação de crostas, pode levar cerca de duas semanas até a resolução completa. Coçar as bolhas aumenta o risco de infecções secundárias na pele, o que reforça a importância de manter as unhas bem cortadas e evitar manipular as lesões.

Embora, na maioria dos casos em crianças, a catapora seja benigna e autolimitada, em adolescentes e adultos o quadro clínico costuma ser mais intenso, com febre mais alta e prolongada. Diante de febre persistente, lesões que parecem infeccionadas ou qualquer sinal de piora, a orientação é buscar avaliação médica sem demora.

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Como é feito o diagnóstico da catapora?

O diagnóstico da catapora costuma ser clínico, feito pelo pediatra, no caso de crianças, ou pelo clínico geral ou infectologista, no caso de adultos, por meio da avaliação dos sintomas relatados e do exame físico, observando as características típicas das lesões na pele.

Na maioria das vezes, não são necessários exames laboratoriais para confirmar ou descartar a doença. A investigação complementar costuma ser reservada para situações mais graves, quando existe dúvida diagnóstica em relação a outras condições que causam lesões de pele semelhantes, como é o caso do Herpes-zóster, causado pelo mesmo vírus reativado na fase adulta, o Varicela-Zoster, com lesões parecidas, mas restritas a uma faixa menor do corpo.

Outras doenças com sintomas dermatológicos parecidos são o Herpes simples, o Mpox (varíola dos macacos), o Impetigo, o Sarampo e a Rubéola. As características específicas de cada uma dessas doenças são usadas comparativamente para o diagnóstico final.

Como é o tratamento e como prevenir a catapora?

O tratamento da catapora é conduzido pelo pediatra ou clínico geral e, na maioria dos casos, envolve cuidados para aliviar os sintomas, já que a doença costuma ser autolimitada. Compressas de água fria podem ajudar a reduzir a coceira, e os cuidados de higiene da pele devem ser feitos apenas com água e sabão neutro, evitando produtos que possam irritar ainda mais as lesões.

A vacinação é a principal estratégia de prevenção contra a catapora. Na Rede D’Or, está disponível a vacina contra a varicela, indicada para crianças a partir de 12 meses, adolescentes e adultos que ainda não tiveram a doença ou não foram vacinados. Para crianças de 12 meses, também está disponível o Combo 1 Ano, que reúne a proteção contra sarampo, caxumba, rubéola, catapora, hepatite A e meningite meningocócica em um único esquema de aplicações.

Vale lembrar que quem já teve catapora na infância mantém o vírus Varicela-Zoster no organismo. Assim, mesmo depois de curado, pode desenvolver em idade adulta o herpes-zóster, também conhecido como cobreiro. Para combater essa reativação do vírus, existe na Rede D’Or a vacina contra o Herpes-Zóster, indicada principalmente para pessoas a partir de 50 anos, mas que também pode ser aplicada em imunocomprometidos ou pessoas com risco aumentado de reativação do vírus a partir dos 18 anos.

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Diante de sintomas de catapora, quando procurar um médico?

A orientação é buscar avaliação médica assim que surgirem os primeiros sinais da catapora, como manchas vermelhas ou bolhas na pele associadas à febre, especialmente durante os períodos de maior circulação do vírus, como a transição entre o inverno e a primavera. O diagnóstico precoce permite orientar o isolamento adequado e evitar a transmissão para outras pessoas, especialmente aquelas em grupos de maior risco.

Diante de febre muito alta, lesões com sinais de infecção, dificuldade respiratória ou qualquer sintoma fora do esperado, a avaliação médica não deve ser adiada. A prevenção, no entanto, continua sendo o caminho mais eficaz: manter a vacinação em dia é a forma mais segura de atravessar essa época do ano sem preocupações com a catapora.

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