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Câncer colorretal: prevenção e diagnóstico precoce

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer colorretal e a colonoscopia, exame padrão-ouro para rastrear, prevenir e detectar precocemente a doença.

O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, é um tipo de tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso, especialmente no cólon e no reto. Na maioria dos casos, ele se origina a partir de pequenas lesões chamadas pólipos, que são crescimentos anormais na parede interna do intestino. Embora muitos pólipos sejam benignos, alguns podem sofrer alterações ao longo do tempo e evoluir para um câncer.

Por esse motivo, o rastreamento é uma estratégia fundamental para a prevenção e o diagnóstico precoce da doença. Ele consiste na realização de exames periódicos em pessoas sem sintomas, com o objetivo de identificar pólipos ou alterações iniciais antes que evoluam para um tumor maligno.

Dessa forma, é possível interromper a progressão da doença ainda em fases precoces. Além disso, quando identificado precocemente, o câncer colorretal apresenta elevadas chances de cura e pode ser tratado de maneira menos agressiva.

Quais são os sintomas de câncer no intestino?

Os sinais e sintomas do câncer colorretal podem variar conforme a localização e o estágio da doença. Nas fases iniciais, muitas vezes o tumor não provoca manifestações evidentes, motivo pelo qual os exames de rastreamento são tão importante. Quando presentes, os sintomas mais comuns incluem:

  • Presença de sangue nas fezes;
  • Dor ou desconforto abdominal persistente;
  • Alterações do hábito intestinal, como diarreia ou constipação;
  • Sensação de evacuação incompleta;
  • Fezes mais finas ou afiladas;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Cansaço excessivo, frequentemente relacionado à anemia;
  • Fraqueza e redução do apetite.

Ao perceber sintomas persistentes ou incomuns, é importante procurar avaliação médica para investigação adequada.

Quais são os exames mais usados para rastrear o câncer colorretal?

Os exames de rastreamento são essenciais para identificar alterações antes mesmo do surgimento de sintomas. Entre os principais métodos utilizados estão:

1. Colonoscopia

A colonoscopia é considerada o principal exame para prevenção, diagnóstico e rastreamento do câncer colorretal. Ela permite a visualização direta de todo o intestino grosso. Durante o procedimento, o médico pode identificar lesões suspeitas, remover pólipos e realizar biópsias, prevenindo o desenvolvimento do câncer ou auxiliando no diagnóstico precoce.

2. Pesquisa de sangue oculto nas fezes

É um exame simples, não invasivo e amplamente utilizado no rastreamento populacional. Ele detecta pequenas quantidades de sangue nas fezes que não são visíveis a olho nu, podendo indicar a presença de pólipos, inflamações ou tumores.

Quando o resultado é positivo, geralmente há indicação de investigação complementar com colonoscopia.

3. Retossigmoidoscopia

A retossigmoidoscopia é semelhante à colonoscopia, mas avalia apenas a parte final do intestino grosso, incluindo o reto e o sigmoide. Pode ser indicada em situações específicas, conforme avaliação médica.

A escolha do exame e a frequência do rastreamento devem ser individualizadas, levando em consideração idade, histórico familiar, presença de doenças intestinais inflamatórias e outros fatores de risco.

Para que serve a colonoscopia?

A colonoscopia é um exame que permite visualizar diretamente o interior do intestino grosso, incluindo o cólon e o reto. Ela é fundamental tanto para o diagnóstico quanto para a prevenção do câncer colorretal.

Por meio de um tubo flexível com câmera na extremidade, o médico consegue identificar alterações da mucosa intestinal, como inflamações, sangramentos, pólipos e tumores. Um dos principais diferenciais desse exame é que ele também permite realizar procedimentos durante sua execução, como remoção de pólipos e coleta de biópsias para análise laboratorial.

Além do rastreamento do câncer colorretal, a colonoscopia também pode ser utilizada na investigação de sangramento intestinal, anemia sem causa definida, dor abdominal persistente e alterações do hábito intestinal.

O que esperar durante uma colonoscopia e como me preparar?

A colonoscopia é considerada um exame seguro e geralmente bem tolerado, mas requer alguns cuidados antes e depois da realização.

Antes do exame, é necessário realizar o preparo intestinal. Normalmente, nos dias anteriores, recomenda-se uma dieta pobre em fibras e resíduos, além do uso de laxantes prescritos pelo médico. Esse preparo é essencial para garantir que o intestino esteja limpo e possibilitar adequada visualização durante o procedimento.

Além disso, medicamentos como anticoagulantes, antiagregantes plaquetários, agonistas do GLP-1 e suplementos de ferro podem precisar de ajuste ou suspensão temporária antes do exame. Essa decisão deve sempre ser orientada pelo médico responsável. Nunca interrompa medicamentos por conta própria.

No dia da colonoscopia, o paciente deve comparecer acompanhado, já que normalmente é realizada sedação para proporcionar maior conforto. Durante o exame, um tubo fino e flexível com câmera é introduzido pelo reto para examinar o intestino grosso. Caso sejam encontrados pólipos ou alterações suspeitas, o médico pode removê-los ou coletar amostras para biópsia no mesmo momento.

Após o procedimento, é comum permanecer em observação por um curto período até o efeito da sedação diminuir. Algumas pessoas podem apresentar leve desconforto abdominal, sensação de gases ou distensão abdominal temporária. Como foi utilizada sedação, recomenda-se não dirigir nem realizar atividades que exijam atenção no restante do dia.

Leia também: Dieta para colonoscopia: o que comer antes do exame

Colonoscopia doi?

De forma geral, a colonoscopia não costuma provocar dor significativa. O exame normalmente é realizado com sedação venosa, o que proporciona conforto ao paciente e reduz desconfortos durante o procedimento.

Após o exame, algumas pessoas podem sentir leve distensão abdominal, gases ou cólicas discretas, principalmente devido ao ar ou gás utilizado para expandir o intestino durante a avaliação. Esses sintomas costumam ser temporários e desaparecem em poucas horas.

Quando fazer colonoscopia?

Em geral, para pessoas sem sintomas e sem fatores de risco importantes, o rastreamento do câncer colorretal é recomendado a partir dos 45 anos. Quando a colonoscopia apresenta resultado normal, o exame geralmente pode ser repetido em intervalos de 10 anos.

No entanto, pessoas com histórico familiar de câncer colorretal, pólipos intestinais avançados, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes hereditárias podem precisar iniciar o rastreamento mais cedo e realizar exames com maior frequência.

Além disso, a colonoscopia também pode ser indicada diante de sintomas suspeitos, como sangue nas fezes, anemia, perda de peso inexplicada ou alterações persistentes do hábito intestinal.

Converse com seu médico para avaliar a necessidade e a frequência ideal dos exames preventivos de acordo com seu histórico clínico e fatores de risco.

Pólipo intestinal é câncer?

Não. Pólipos intestinais não são necessariamente câncer. Eles são formações anormais que surgem na parede interna do intestino e, na maioria das vezes, são benignos.

Entretanto, alguns tipos de pólipos, especialmente os adenomas e determinadas lesões serrilhadas, podem sofrer alterações ao longo dos anos e evoluir para câncer colorretal. Esse processo costuma ser lento, o que permite identificar e remover essas lesões antes da transformação maligna.

Por isso, a detecção e a retirada dos pólipos durante a colonoscopia são medidas importantes na prevenção do câncer de intestino.

Confira: O que é pré-câncer e como ele pode evoluir?

Qual é o tratamento para câncer colorretal?

O tratamento do câncer colorretal varia conforme o estágio da doença, a localização do tumor e as condições clínicas do paciente.

A cirurgia costuma ser a principal forma de tratamento, especialmente nos estágios iniciais. O objetivo é remover o tumor, a parte do intestino comprometida e, em muitos casos, os linfonodos próximos.

A quimioterapia pode ser indicada antes ou depois da cirurgia. Ela ajuda a reduzir o risco de recidiva da doença ou a controlar tumores mais avançados. Já a radioterapia é utilizada principalmente nos casos de câncer de reto, frequentemente em combinação com quimioterapia para aumentar a eficácia do tratamento.

Além disso, terapias mais modernas, como terapias-alvo e imunoterapia, podem ser indicadas em situações específicas, principalmente em tumores metastáticos ou com determinadas alterações moleculares.

Câncer colorretal tem cura?

Sim, o câncer colorretal pode ter cura, principalmente quando diagnosticado precocemente. Em estágios iniciais, as chances de sucesso do tratamento são elevadas e podem ultrapassar 90% em alguns casos.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para aumentar as chances de cura. Quando o tumor está restrito ao intestino e ainda não se disseminou para outros órgãos, muitas vezes a cirurgia consegue remover completamente a doença.

Mesmo em estágios mais avançados, existem tratamentos capazes de controlar o câncer, aliviar sintomas, aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.

Como prevenir o câncer colorretal?

A prevenção do câncer colorretal está relacionada principalmente à adoção de hábitos saudáveis e à realização adequada do rastreamento. Entre as principais medidas preventivas estão:

  • Manter uma alimentação equilibrada e rica em fibras;
  • Consumir frutas, verduras, legumes e grãos integrais regularmente;
  • Evitar o consumo excessivo de carnes processadas, como salsicha, bacon, linguiça e mortadela;
  • Limitar o consumo de carnes vermelhas ;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Manter peso corporal adequado;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Não fumar;
  • Realizar exames preventivos conforme orientação médica.

Também é importante consultar regularmente um profissional de saúde e seguir corretamente as orientações sobre o início e a frequência do rastreamento. Com essas medidas, é possível reduzir significativamente o risco de desenvolver câncer colorretal.

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Revisão médica:

Dra. Fernanda Frozoni Antonacio

Oncologista Clínica

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