O câncer de laringe é um tipo de tumor maligno que se desenvolve na laringe, órgão localizado na parte anterior do pescoço, entre a faringe e a traqueia. No Brasil, esse tipo de câncer está entre os tumores mais frequentes da região de cabeça e pescoço. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são registrados cerca de 8.510 novos casos por ano no país, sendo a doença mais comum entre os homens.
Na maioria das vezes, o câncer de laringe tem origem nas células que revestem internamente o órgão, chamadas células escamosas. Por esse motivo, o tipo mais frequente é o carcinoma espinocelular, também conhecido como carcinoma de células escamosas. A doença pode surgir em diferentes regiões da laringe: acima das cordas vocais (região supraglótica), nas próprias cordas vocais (região glótica) ou abaixo delas (região subglótica). A localização do tumor influencia diretamente os sintomas apresentados, as opções de tratamento e o prognóstico da doença.
A laringe exerce funções essenciais no organismo: participa da respiração, é responsável pela produção da voz e também ajuda a proteger as vias aéreas durante a deglutição, impedindo que alimentos e líquidos entrem nos pulmões.
O que causa o câncer de laringe?
O câncer de laringe não surge por uma única causa definida. Na maioria dos casos, ele resulta da combinação de fatores que provocam alterações genéticas nas células que revestem o órgão. Essas alterações levam a um crescimento celular descontrolado e desorganizado, processo que pode dar origem ao tumor.
O tabagismo é considerado o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de laringe. A fumaça do cigarro contém diversas substâncias cancerígenas que entram em contato direto com a mucosa da laringe, provocando inflamação crônica e danos celulares ao longo do tempo.
O consumo frequente e excessivo de bebidas alcoólicas também aumenta significativamente o risco da doença. O álcool pode irritar a mucosa da laringe e facilitar a ação das substâncias tóxicas presentes no cigarro. Quando tabagismo e consumo de álcool estão associados, o risco de desenvolver câncer de laringe torna-se ainda maior.
Outros fatores que também podem contribuir para o surgimento desse tipo de câncer incluem o excesso de gordura corporal, a infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano) e a exposição ocupacional a determinadas substâncias químicas, como névoas ácidas, poeiras industriais, betume e asbestos.
É importante destacar que a presença de um ou mais fatores de risco não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá a doença. Da mesma forma, a ausência desses fatores não elimina completamente essa possibilidade. Por isso, manter hábitos saudáveis e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes são medidas importantes para a prevenção e para o diagnóstico precoce.
Quais são os sintomas de câncer de laringe?
Os sintomas podem variar de acordo com a região da laringe afetada e o estágio da doença. Como a laringe está diretamente envolvida na produção da voz e na respiração, alterações nesses processos costumam estar entre os primeiros sinais de alerta.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- Dor de garganta persistente;
- Desconforto ou dor ao engolir;
- Rouquidão persistente;
- Alterações na voz;
- Sensação de algo preso na garganta;
- Presença de nódulo ou caroço no pescoço;
- Dificuldade para respirar ou sensação de falta de ar.
Muitos desses sintomas também podem estar associados a condições benignas, como infecções ou inflamações da garganta. No entanto, quando persistem por mais de duas a três semanas, é importante procurar avaliação médica para investigação adequada.
Como é feito o diagnóstico da doença?
O diagnóstico geralmente começa com uma consulta com um médico otorrinolaringologista ou cirurgião de cabeça e pescoço. Durante a avaliação, o especialista investiga os sintomas apresentados, o tempo de duração das queixas e a presença de fatores de risco, como tabagismo e consumo excessivo de álcool. Também é realizado o exame físico da região do pescoço para identificar possíveis nódulos ou alterações.
Quando há suspeita de tumor na laringe, o médico costuma solicitar um exame chamado laringoscopia. Esse procedimento permite visualizar diretamente as cordas vocais e outras estruturas da laringe por meio de um equipamento com câmera. Durante o exame, pode ser realizada também uma biópsia, que consiste na retirada de um pequeno fragmento da lesão para análise em laboratório. Essa análise é fundamental para confirmar o diagnóstico e identificar o tipo de tumor.
Após a confirmação da doença, exames de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância magnética ou PET-CT, podem ser utilizados para avaliar a extensão do tumor e verificar se há comprometimento de outras estruturas.
Quais são os tratamentos disponíveis?
O tratamento do câncer de laringe depende de diversos fatores, como o estágio da doença, a localização do tumor, o tipo histológico, a idade do paciente e suas condições gerais de saúde. O objetivo do tratamento é eliminar o tumor, preservar ao máximo as funções da laringe, como fala e respiração, e manter a qualidade de vida do paciente.
A cirurgia é uma das principais formas de tratamento, especialmente nos estágios iniciais da doença. Dependendo do caso, ela pode ser realizada isoladamente ou associada à radioterapia.
Em tumores mais avançados, o tratamento pode envolver a combinação de radioterapia e quimioterapia. Em algumas situações específicas, também podem ser utilizadas terapias sistêmicas, como imunoterapia ou terapias-alvo, principalmente em casos de doença recorrente ou metastática.
Leia também: Laringectomia: o que é, como é feita e como afeta a voz
Como prevenir o câncer na laringe?
A prevenção do câncer de laringe está diretamente relacionada à redução dos principais fatores de risco associados à doença. Embora não seja possível eliminar completamente a possibilidade de desenvolvimento do tumor, a adoção de hábitos saudáveis pode reduzir significativamente esse risco.
Entre as principais recomendações estão:
- Não fumar;
- Evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
- Manter um peso corporal adequado;
- Usar preservativos nas relações sexuais;
- Vacinar-se contra o HPV;
- Utilizar equipamentos de proteção adequados em ambientes de trabalho com exposição a substâncias químicas.
Além disso, manter acompanhamento médico regular e estar atento aos sinais do corpo são atitudes importantes para preservar a saúde da laringe e do organismo como um todo. Vale lembrar que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de sucesso do tratamento e pode permitir abordagens menos agressivas.
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