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Carcinoma basocelular: o que é, sintomas e tratamento

O carcinoma basocelular é um tipo de câncer de pele que se desenvolve nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme (a parte mais externa da pele). Essas células são responsáveis pela renovação contínua da pele, produzindo novas células que substituem aquelas que envelhecem ou sofrem danos.

Quando ocorrem alterações no DNA dessas células, geralmente provocadas pela exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV), proveniente do sol ou de fontes artificiais, elas podem passar a se multiplicar de forma anormal e descontrolada, dando origem ao tumor.

Esse é o tipo mais comum de câncer de pele no Brasil e no mundo. Apesar da sua alta incidência, o carcinoma basocelular costuma apresentar crescimento lento e raramente provoca metástases (quando a doença se espalha para outros órgãos). No entanto, isso não significa que seja uma condição inofensiva. Quando não tratado, o tumor pode crescer progressivamente e invadir tecidos vizinhos, como cartilagens e ossos, causando danos locais importantes.

De modo geral, o carcinoma basocelular surge em áreas mais expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço, couro cabeludo e ombros. Entre as características mais comuns estão o aparecimento de uma lesão que não cicatriza, uma pequena ferida que pode sangrar com facilidade ou um nódulo brilhante, com aspecto perolado.

Como pode se parecer com alterações benignas da pele, o diagnóstico preciso depende da avaliação médica, especialmente quando há qualquer alteração persistente. Embora apresente altas taxas de cura quando identificado precocemente, o acompanhamento médico é fundamental para evitar complicações e detectar possíveis novas lesões.

O carcinoma basocelular é maligno?

Sim, o carcinoma basocelular é um tumor maligno. No entanto, o que o diferencia de muitos outros tipos de câncer é o seu comportamento biológico.

Ao contrário de tumores mais agressivos, o carcinoma basocelular apresenta baixo potencial de disseminação à distância. A ocorrência de metástases é extremamente rara. Sua principal característica é o crescimento local progressivo, podendo infiltrar-se nos tecidos ao redor quando não tratado adequadamente.

Em situações de diagnóstico tardio ou quando ocorre recidiva após o tratamento, o tumor pode apresentar comportamento mais invasivo. Além disso, alguns subtipos histológicos, como o infiltrativo e o esclerodermiforme, possuem maior potencial de agressividade local, pois crescem de forma mais profunda e com limites pouco definidos, o que pode dificultar a remoção completa.

Tipos de carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular pode se apresentar de diferentes formas clínicas e histológicas. Conhecer os principais tipos é importante, pois o aspecto da lesão e o padrão de crescimento podem influenciar tanto o diagnóstico quanto a escolha do tratamento. Cada subtipo apresenta características próprias, mas todos exigem identificação precoce e acompanhamento adequado.

1. Carcinoma basocelular nodular

É o tipo mais comum. Geralmente se manifesta como um nódulo arredondado, brilhante e de aspecto perolado, podendo apresentar pequenos vasos sanguíneos visíveis na superfície (telangiectasias). Com o tempo, pode surgir uma pequena ulceração central, conhecida popularmente como “úlcera roedora”.

2. Carcinoma basocelular superficial

Mais frequente no tronco e nos ombros, esse tipo de tumor costuma aparecer como uma placa avermelhada ou rosada, levemente descamativa, que pode lembrar eczema ou micose. Geralmente apresenta crescimento mais lento e tende a ser mais superficial.

3. Carcinoma basocelular pigmentado

Nesse caso, o tumor apresenta coloração acastanhada, azulada ou enegrecida devido à presença de pigmento (melanina). Por causa dessa coloração, ele pode ser confundido com melanoma, o que reforça a importância da avaliação dermatológica especializada.

4. Carcinoma basocelular esclerodermiforme (infiltrativo)

Esse tipo é menos comum, porém costuma ser mais agressivo localmente. Ele apresenta bordas mal definidas e pode ter aparência semelhante a uma cicatriz endurecida. Além disso, tende a crescer de forma mais profunda na pele, o que pode tornar sua remoção mais desafiadora.

5. Carcinoma basocelular micronodular

Caracteriza-se pela presença de pequenos nódulos tumorais que podem se estender além do que é visível na superfície da pele. Esse subtipo pode apresentar maior risco de recidiva (retorno da doença após o tratamento) caso não seja completamente removido.

Causas e fatores associados

O principal fator associado ao desenvolvimento do carcinoma basocelular é a exposição à radiação ultravioleta, proveniente da luz solar ou de câmaras de bronzeamento artificial. Essa radiação pode provocar danos no DNA das células da pele, favorecendo o surgimento de mutações.

Com o passar do tempo, especialmente após exposições repetidas e sem proteção adequada, essas alterações podem se acumular e contribuir para o desenvolvimento do tumor.

Diferentemente de alguns problemas de pele que surgem após uma única exposição intensa ao sol, o carcinoma basocelular está mais frequentemente relacionado ao efeito cumulativo da radiação solar ao longo da vida. Por isso, é mais comum em adultos e idosos, embora também possa ocorrer em pessoas mais jovens com histórico significativo de exposição solar.

Além da radiação ultravioleta, outros fatores podem aumentar o risco de desenvolver a doença, como:

  • Pele, olhos e cabelos claros;
  • Histórico de queimaduras solares, especialmente na infância e adolescência;
  • Profissões ou atividades com exposição solar prolongada;
  • Sistema imunológico enfraquecido por doenças ou tratamentos;
  • Exposição prévia à radioterapia;
  • Condições genéticas raras, como a síndrome de Gorlin-Goltz.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas do carcinoma basocelular podem variar de acordo com o tipo da lesão. Em muitos casos, o tumor surge de forma discreta e pode passar despercebido inicialmente. De modo geral, ele está associado a alterações persistentes na pele.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Ferida que não cicatriza ou que cicatriza parcialmente e volta a abrir;
  • Pequeno nódulo brilhante ou translúcido, com aparência perolada;
  • Presença de pequenos vasos sanguíneos visíveis na superfície da lesão;
  • Mancha ou placa avermelhada que pode descamar levemente;
  • Área semelhante a uma cicatriz esbranquiçada e endurecida;
  • Lesão que sangra com facilidade, forma crostas ou reaparece após cicatrizar.

As lesões surgem com mais frequência em regiões expostas ao sol, como o rosto (especialmente nariz e pálpebras), orelhas, couro cabeludo, pescoço e ombros. No entanto, também podem aparecer em outras áreas do corpo.

Qualquer alteração cutânea que apresente crescimento progressivo, mudança de aspecto ou dificuldade de cicatrização deve ser avaliada por um dermatologista. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura e ajuda a evitar complicações.

Leia também: Como identificar o câncer de pele? Cinco sinais para observar

Diagnóstico

O diagnóstico do carcinoma basocelular começa com a avaliação clínica realizada pelo dermatologista, que analisa o aspecto da lesão, o tempo de evolução e suas características.

Durante a consulta, é comum a utilização da dermatoscopia, um exame realizado com um aparelho que amplia e ilumina a pele, permitindo observar estruturas que não são visíveis a olho nu. Esse recurso aumenta a precisão diagnóstica e auxilia na diferenciação entre lesões benignas e malignas.

Quando há suspeita de câncer de pele, é indicada a realização de uma biópsia da lesão. Esse procedimento consiste na retirada total ou parcial do tecido para análise em laboratório. O exame anatomopatológico confirma o diagnóstico e identifica o subtipo do carcinoma basocelular, informação importante para definir a estratégia de tratamento.

Na maioria dos casos, exames de imagem não são necessários, sendo reservados apenas para situações raras em que há tumores extensos ou suspeita de invasão de estruturas mais profundas.

Tratamentos

O tratamento do carcinoma basocelular depende de diversos fatores, como o tamanho da lesão, o subtipo histológico, a profundidade do tumor, sua localização e as condições clínicas do paciente.

Na maioria das situações, o objetivo do tratamento é remover completamente o tumor, preservando ao máximo o tecido saudável ao redor.

A principal forma de tratamento é a cirurgia, que pode ser realizada por diferentes técnicas, como:

  • excisão cirúrgica convencional;
  • cirurgia micrográfica de Mohs;
  • curetagem associada à eletrocoagulação.

Em situações específicas, especialmente quando a lesão é superficial ou quando o paciente não pode ser submetido à cirurgia, outras opções terapêuticas podem ser consideradas, incluindo:

  • crioterapia;
  • terapia fotodinâmica;
  • medicamentos tópicos, como imiquimode ou 5-fluorouracil;
  • radioterapia.

Em casos mais raros e avançados, quando a doença não pode ser tratada apenas com terapias locais, podem ser indicados tratamentos sistêmicos. Entre eles estão terapias-alvo que atuam na via Hedgehog (como vismodegibe e sonidegibe) e, em algumas situações, a imunoterapia com cemiplimabe.

Quando tratado de forma adequada e precoce, o carcinoma basocelular apresenta altas taxas de cura. Após o tratamento, o acompanhamento dermatológico regular é fundamental, pois pacientes que já tiveram um tumor apresentam maior risco de desenvolver novas lesões ao longo da vida.

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Revisão médica:

Dra. Fernanda Frozoni Antonacio

Oncologista Clínica

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