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Mioma uterino pode virar câncer?

Uma preocupação frequente entre as mulheres diagnosticadas com mioma é se ele pode virar um câncer de útero. Mas, de moro geral, o mioma uterino não se transforma em câncer. Os miomas são tumores benignos estáveis e biologicamente diferentes dos tumores malignos do útero.

O tumor maligno que pode surgir no músculo uterino é chamado de leiomiossarcoma, um tipo raro de câncer que se origina nas células do músculo liso do útero. No entanto, as evidências científicas atuais indicam que esse tumor geralmente surge de forma independente, e não a partir da transformação de um mioma previamente existente.

Em alguns casos raros, um tumor maligno pode inicialmente se parecer com um mioma em exames de imagem, especialmente quando ainda está em fase inicial. Por esse motivo, o acompanhamento ginecológico regular é fundamental para avaliar alterações no tamanho, aspecto ou sintomas associados ao útero.

Na grande maioria das situações, no entanto, o mioma permanece uma condição benigna e controlável. Mesmo assim, qualquer mudança nos sintomas deve ser avaliada por um ginecologista para garantir um diagnóstico preciso e um acompanhamento adequado.

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Fique atenta aos sinais

É importante ficar atento e procurar avaliação médica principalmente quando surgem sinais como:

  • Crescimento rápido do útero ou de um nódulo uterino, especialmente após a menopausa;
  • Sangramento uterino anormal ou fora do padrão habitual;
  • Dor pélvica persistente ou progressiva;
  • Alterações urinárias ou intestinais causadas por compressão de órgãos vizinhos;
  • Corrimento vaginal incomum;
  • Perda de peso inexplicada;
  • Sintomas que surgem ou se intensificam de maneira incomum.

O que é mioma uterino?

O mioma uterino é um tumor benigno que se forma a partir das células do miométrio, a camada muscular do útero. Também chamado de leiomioma, ele é formado por um crescimento anormal, porém não canceroso, do tecido muscular uterino. Trata-se de uma das condições ginecológicas mais comuns entre as mulheres em idade reprodutiva.

Estima-se que até 70% a 80% das mulheres possam desenvolver miomas uterinos ao longo da vida, especialmente até os 50 anos de idade, segundo estudos epidemiológicos internacionais. No entanto, muitas não apresentam sintomas e podem nunca receber o diagnóstico. Em muitos casos, os miomas são descobertos de forma incidental durante exames de rotina, como a ultrassonografia pélvica ou transvaginal.

Durante o desenvolvimento do mioma, algumas células passam a se multiplicar de maneira desorganizada, formando nódulos que podem variar bastante de tamanho. Esses nódulos podem ser muito pequenos, quase imperceptíveis, ou crescer ao longo do tempo, aumentando o volume do útero. Em alguns casos, podem ser únicos; em outros, podem existir vários miomas simultaneamente.

Apesar de ser classificado como tumor, o mioma não é câncer. Ele não invade tecidos vizinhos de forma agressiva nem se dissemina para outras partes do corpo. Seu desenvolvimento está fortemente relacionado à ação dos hormônios femininos, principalmente o estrogênio e a progesterona. Por esse motivo, os miomas são mais comuns durante a idade fértil e costumam apresentar redução de crescimento após a menopausa, quando os níveis hormonais diminuem.

Os miomas podem ser classificados de acordo com a região do útero onde se desenvolvem:

Submucosos: crescem na parte interna do útero, projetando-se para dentro da cavidade uterina. Podem causar sangramento menstrual intenso e dificuldades para engravidar.

Intramurais: localizam-se na parede muscular do útero e são os mais comuns.

Subserosos: desenvolvem-se na parte externa do útero e podem crescer em direção à cavidade abdominal, eventualmente comprimindo órgãos próximos.

Pediculados: ficam ligados ao útero por uma estrutura semelhante a um “pedículo” ou haste.

Cada tipo de mioma pode provocar sintomas diferentes — ou até não causar nenhum sintoma. O tratamento depende de fatores como tamanho do nódulo, localização, intensidade dos sintomas, idade da paciente e desejo reprodutivo.

O que acontece se não tratar o mioma?

Nem todo mioma precisa de tratamento imediato. Quando é pequeno, não provoca sintomas e não interfere na qualidade de vida, o acompanhamento periódico com o ginecologista pode ser suficiente. Essa conduta é conhecida como acompanhamento expectante ou vigilância clínica.

No entanto, quando o mioma provoca sintomas importantes ou apresenta crescimento significativo, a ausência de tratamento pode levar a algumas complicações, como:

  • Sangramento menstrual intenso, que pode resultar em anemia;
  • Dor pélvica ou cólicas fortes, capazes de comprometer atividades do dia a dia;
  • Aumento do volume abdominal, dependendo do tamanho e da quantidade de miomas;
  • Compressão de órgãos vizinhos, podendo causar aumento da frequência urinária ou prisão de ventre;
  • Dificuldade para engravidar ou maior risco de complicações durante a gestação, em alguns casos.

Outro ponto importante é que, embora o mioma não se transforme em câncer, o crescimento progressivo sem acompanhamento pode tornar o tratamento mais complexo no futuro. Miomas maiores podem exigir intervenções mais extensas ou limitar algumas opções terapêuticas menos invasivas.

Por isso, mesmo quando não há indicação imediata de tratamento, é fundamental manter acompanhamento ginecológico regular, que permite monitorar o tamanho dos miomas, avaliar sintomas e definir o momento mais adequado para intervir, caso seja necessário.

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A Oncologia D’Or transforma o cuidado com o câncer por meio de uma rede integrada de clínicas e centros de tratamento presentes em diversos estados do país. Com um corpo clínico especializado e equipes multidisciplinares dedicadas, proporcionamos uma jornada de atendimento que une tecnologia avançada, diagnóstico ágil e tratamentos personalizados.

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Nosso compromisso é oferecer excelência, conforto e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, promovendo saúde e qualidade de vida.

Revisão médica:

Dra. Fernanda Frozoni Antonacio

Oncologista Clínica

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