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Câncer pode afetar os dentes? Tire suas dúvidas

Quando falamos sobre câncer e saúde bucal, muitas dúvidas surgem, inclusive em relação aos dentes. Afinal, será que o câncer pode afetar essas estruturas? A resposta não é simplesmente “sim” ou “não”, ela envolve alguns esclarecimentos importantes.

Primeiramente, é importante explicar que, do ponto de vista médico, não existe câncer que se origine diretamente nos tecidos duros do dente, como esmalte e dentina. Essas estruturas são altamente mineralizadas e não apresentam atividade celular capaz de originar tumores malignos.

No entanto, existem tumores odontogênicos, que se desenvolvem a partir dos tecidos envolvidos na formação dos dentes, como o epitélio odontogênico. Um exemplo é o ameloblastoma, um tumor benigno, localmente agressivo, que costuma surgir nos ossos da mandíbula ou maxila, geralmente próximo aos dentes. Apesar de não ser câncer, ele pode causar destruição óssea, deslocamento dentário e exigir tratamento cirúrgico.

Além disso, o câncer bucal, que pode acometer áreas como gengivas, língua, bochechas, assoalho e céu da boca, pode afetar as estruturas que sustentam ou circundam os dentes. Quando isso ocorre, a saúde dentária pode ser comprometida, podendo levar à mobilidade e até à perda dos dentes.

Mesmo quando o câncer está localizado em outras partes do corpo, tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia, podem provocar efeitos colaterais importantes na cavidade oral. Entre os mais comuns estão boca seca (xerostomia), maior risco de cáries, inflamações gengivais, sensibilidade dentária e infecções.

Ou seja, embora o câncer não “nasça” nos dentes, a doença e seus tratamentos podem afetá-los de forma indireta, além de existirem tumores odontogênicos benignos que se desenvolvem nas estruturas relacionadas aos dentes.

Como o câncer bucal pode afetar os dentes?

O câncer bucal pode comprometer a saúde dentária principalmente por atingir as estruturas de suporte, como gengiva, osso maxilar e tecidos moles da cavidade oral, essenciais para manter os dentes firmes e funcionais.

Quando o tumor se desenvolve próximo aos dentes, ele pode causar inflamação, sangramentos, dor persistente e mobilidade dentária. Em estágios mais avançados, pode haver dificuldade para mastigar, falar ou realizar a higiene bucal adequada, favorecendo o acúmulo de placa bacteriana.

Além disso, o tratamento do câncer bucal pode envolver cirurgias com remoção de osso e gengiva, impactando diretamente a estabilidade dos dentes.

Por isso, o acompanhamento odontológico ao longo de todo o tratamento oncológico é fundamental para minimizar complicações e preservar a saúde bucal.

Lesão no dente pode ser câncer?

De forma geral, uma lesão no próprio dente não é sinal de câncer. Alterações como cáries, fraturas ou desgaste do esmalte estão relacionadas a infecções bacterianas, traumas ou fatores mecânicos.

No entanto, lesões nos tecidos ao redor do dente, como gengiva ou osso, merecem atenção especial. Tumores odontogênicos, como o ameloblastoma, podem se manifestar com aumento de volume, deslocamento dos dentes ou dor, sendo frequentemente confundidos com problemas odontológicos comuns.

Além disso, feridas na gengiva ou mucosa oral que não cicatrizam, causam dor persistente ou sangramento devem ser avaliadas, pois podem estar relacionadas a um câncer bucal em estágio inicial.

Assim, embora o dente em si não desenvolva câncer, alterações persistentes ao seu redor exigem avaliação especializada.

Fístula dentária pode virar câncer?

A fístula dentária é uma abertura na gengiva que permite a drenagem de secreções de uma infecção, geralmente associada a um dente com canal contaminado ou a uma doença periodontal.

Ela não se transforma em câncer, pois tem origem infecciosa e bacteriana, e não envolve proliferação maligna de células.

No entanto, lesões que se parecem com fístulas e não cicatrizam mesmo após tratamento adequado devem ser investigadas, pois, em casos raros, o câncer bucal pode se manifestar como feridas persistentes..

Leia também: Abscesso dentário pode virar câncer?

Existe câncer no dente siso?

Assim como os demais dentes, o dente siso não desenvolve câncer em seus tecidos duros. No entanto, tumores odontogênicos e câncer bucal podem surgir nos tecidos ao redor do siso, especialmente quando ele está incluso ou parcialmente erupcionado.

Nessas situações, sintomas como inchaço persistente, dor contínua, sangramento ou feridas podem ser confundidos com inflamações comuns, o que pode atrasar o diagnóstico.

Quais são os sintomas do câncer bucal?

O câncer bucal pode afetar diversas regiões da cavidade oral, como língua, gengivas, bochechas, céu da boca e o assoalho da boca (região abaixo da língua). Por atingir áreas sensíveis e facilmente observáveis, seus sinais e sintomas podem ser percebidos ainda nos estágios iniciais. O diagnóstico precoce é um dos principais fatores associados ao sucesso do tratamento e a melhores taxas de cura.

Os principais sinais e sintomas do câncer bucal incluem:

  • Feridas na boca que não cicatrizam;
  • Manchas brancas (leucoplasias) ou avermelhadas (eritroplasias) nas mucosas;
  • Inchaços ou caroços na boca, gengiva, pescoço ou mandíbula;
  • Sangramentos sem causa aparente;
  • Dor persistente na boca, garganta e/ou ao redor dos dentes;
  • Dificuldade para mastigar, engolir ou movimentar a língua;
  • Dormência ou perda de sensibilidade em áreas da cavidade oral;
  • Mau hálito constante, mesmo com boa higiene bucal;
  • Rouquidão ou alteração persistente da voz;
  • Sensação de algo preso na garganta;
  • Amolecimento e/ou perda de dentes sem causa odontológica clara.

Essas manifestações também podem estar relacionadas a outras condições, como infecções, traumas, inflamações ou alterações benignas. No entanto, a persistência de qualquer um desses sinais por mais de duas semanas exige avaliação médica ou odontológica especializada, especialmente quando não há melhora com tratamentos convencionais.

Como prevenir o câncer bucal?

Embora o câncer bucal possa ter diferentes causas, muitos dos fatores associados ao seu desenvolvimento estão relacionados ao estilo de vida e podem ser evitados com medidas preventivas simples e eficazes. As principais formas de prevenção incluem:

  • Evitar o tabagismo, em todas as suas formas;
  • Reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Manter uma boa higiene bucal, com escovação adequada e uso diário do fio dental;
  • Adotar uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes;
  • Utilizar proteção solar nos lábios, especialmente em exposições prolongadas ao sol;
  • Vacinar-se contra o HPV, conforme as recomendações de saúde;
  • Evitar traumas repetitivos na cavidade oral, como próteses mal ajustadas;
  • Realizar consultas odontológicas periódicas, mesmo na ausência de sintomas.

Além disso, é fundamental observar regularmente a cavidade bucal, prestando atenção a feridas, manchas ou caroços que não desaparecem. Essas alterações devem ser avaliadas por um profissional de saúde, mesmo quando não causam dor, pois o câncer bucal pode ser silencioso em suas fases iniciais.

Veja também: Autoexame: em quais regiões posso encontrar um tumor?

Se precisar, pode contar com a Oncologia D’Or!

A Oncologia D’Or transforma o cuidado com o câncer por meio de uma rede integrada de clínicas e centros de tratamento presentes em diversos estados do país. Com um corpo clínico especializado e equipes multidisciplinares dedicadas, proporcionamos uma jornada de atendimento que une tecnologia avançada, diagnóstico ágil e tratamentos personalizados.

Como parte da Rede D’Or, a maior rede de saúde da América Latina, garantimos acesso às estruturas hospitalares mais modernas e aos avanços científicos que fazem a diferença na vida dos pacientes.

Nosso compromisso é oferecer excelência, conforto e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, promovendo saúde e qualidade de vida.

Revisor científico
Dra. Fernanda Frozoni Antonacio
Oncologista Clínica
Rede D’or – Hospital Vila Nova Star e Hospital São Luiz Itaim

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