Sentir dor no estômago ou desconforto persistente após as refeições costuma acender um sinal de alerta para muitas pessoas. Esses sintomas podem estar associados a lesões no estômago, que variam desde condições benignas, como as úlceras gástricas, até doenças mais graves, como o câncer de estômago.
Uma lesão no estômago é, de forma geral, qualquer alteração na mucosa que reveste esse órgão. Embora algumas dessas alterações não representem risco imediato à saúde, outras exigem investigação e acompanhamento médico cuidadosos.
Por isso, é fundamental diferenciar uma úlcera de um tumor gástrico, já que o tratamento, a gravidade e o prognóstico dessas condições são bastante distintos. Além disso, os sintomas iniciais podem ser semelhantes, o que torna o diagnóstico precoce essencial para aumentar as chances de sucesso no tratamento e recuperação.
Tipos de lesão no estômago
As lesões gástricas correspondem a alterações que acometem a mucosa do estômago, a camada interna responsável por proteger o órgão da ação do ácido gástrico. Elas podem surgir por diferentes causas e apresentar graus variados de gravidade. Entre os principais tipos, destacam-se:
- Gastrites: caracterizam-se pela inflamação da mucosa gástrica e podem ser agudas ou crônicas. São frequentemente causadas por infecção pela bactéria Helicobacter pylori, uso prolongado de anti-inflamatórios, consumo excessivo de álcool, estresse ou outros fatores irritativos. Quando não tratadas adequadamente, podem evoluir para lesões mais graves.
- Erosões gástricas: são lesões superficiais da mucosa do estômago. Apesar de não atingirem camadas profundas, podem causar dor, desconforto e até sangramentos. Estão frequentemente associadas ao uso contínuo de medicamentos, especialmente anti-inflamatórios não esteroides.
- Úlceras gástricas: correspondem a feridas mais profundas que atingem camadas internas da parede do estômago. Podem provocar dor intensa, sangramentos e, em casos mais graves, perfuração do órgão. Embora geralmente sejam benignas, necessitam de tratamento adequado para evitar complicações.
- Pólipos gástricos: são crescimentos anormais do tecido da mucosa, semelhantes a pequenas saliências. Na maioria das vezes, são benignos, mas alguns tipos apresentam potencial de transformação maligna, motivo pelo qual costumam ser acompanhados ou removidos.
- Tumores gástricos: podem ser benignos ou malignos. Os tumores malignos correspondem ao câncer de estômago e são mais preocupantes, pois podem evoluir de forma silenciosa e se disseminar para outras partes do corpo.
A avaliação médica é indispensável para definir o diagnóstico correto e o tratamento adequado. A endoscopia digestiva alta é o principal exame utilizado para identificar essas alterações e, quando necessário, permite a realização de biópsia.
Diferença entre úlcera gástrica e câncer de estômago
Apesar de apresentarem sintomas semelhantes, como dor abdominal e desconforto após as refeições, a úlcera gástrica e o câncer de estômago são condições distintas quanto à origem, gravidade e abordagem terapêutica.
A úlcera gástrica é uma ferida aberta que se forma na parede interna do estômago. Geralmente está associada à infecção pela bactéria Helicobacter pylori, ao uso frequente de anti-inflamatórios, ao tabagismo ou a outros fatores irritativos. Trata-se de uma condição benigna, ou seja, não é câncer, e costuma responder bem ao tratamento com medicamentos que reduzem a acidez do estômago e eliminam a bactéria, quando presente.
Já o câncer de estômago, também chamado de câncer gástrico, resulta do crescimento descontrolado de células anormais no revestimento do estômago, formando um tumor maligno. A doença pode evoluir de maneira silenciosa, com sintomas discretos ou inespecíficos nos estágios iniciais. Diferentemente da úlcera, o câncer pode invadir tecidos vizinhos, espalhar-se para outros órgãos (metástases) e exige tratamentos mais complexos, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
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Sintomas de lesão no estômago
As lesões no estômago podem causar diferentes sintomas, dependendo do tipo, da extensão e da gravidade da alteração. Em muitos casos, os sinais iniciais são semelhantes tanto em condições benignas quanto nas malignas. Entre os sintomas mais comuns estão:
- Dor ou sensação de queimação no estômago;
- Sensação de estômago cheio após pequenas refeições;
- Azia e má digestão;
- Náuseas e vômitos;
- Perda de apetite;
- Emagrecimento não intencional;
- Presença de sangue no vômito ou nas fezes;
- Anemia, geralmente relacionada a sangramentos crônicos do estômago.
É importante ressaltar que algumas lesões, especialmente o câncer gástrico em fases iniciais, podem não causar sintomas. Diante de qualquer sinal persistente ou diferente do habitual, a avaliação médica é fundamental.
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Diagnóstico
O diagnóstico preciso é essencial para definir o tratamento adequado e prevenir complicações. A investigação começa com a avaliação clínica, na qual o médico analisa os sintomas, o histórico de saúde, o uso de medicamentos, hábitos de vida e antecedentes familiares, incluindo casos de câncer gástrico.
A endoscopia digestiva alta é o principal exame para o diagnóstico das lesões no estômago. Por meio de uma microcâmera acoplada a um tubo flexível, é possível visualizar diretamente a mucosa gástrica.
Durante o exame, o médico pode identificar inflamações, úlceras, pólipos ou tumores, além de realizar biópsias, que consistem na retirada de pequenas amostras de tecido para análise laboratorial. A biópsia é indispensável para diferenciar lesões benignas de câncer.
Outros exames complementares podem ser solicitados, como:
- Exames de sangue, para investigar anemia ou sinais de infecção por Helicobacter pylori;
- Teste respiratório para detecção da bactéria H. pylori;
- Exames de imagem, como tomografia computadorizada, especialmente quando há suspeita de lesões mais profundas ou para avaliar a extensão de um tumor já diagnosticado.
O diagnóstico precoce, sobretudo no câncer de estômago, está diretamente associado a melhores resultados no tratamento e maior qualidade de vida.
Tratamentos
O tratamento das lesões gástricas varia conforme o tipo de alteração e sua gravidade. Nos casos de gastrite, erosões ou úlceras gástricas, o tratamento geralmente envolve medicamentos que reduzem a acidez do estômago, como os inibidores da bomba de prótons, além de antibióticos quando há infecção por Helicobacter pylori. Mudanças no estilo de vida também são fundamentais, incluindo evitar o uso inadequado de anti-inflamatórios, parar de fumar, reduzir o consumo de álcool e adotar uma alimentação equilibrada.
Já o tratamento do câncer gástrico é mais complexo e individualizado. A cirurgia é indicada quando o tumor pode ser removido, podendo envolver a retirada parcial ou total do estômago. Dependendo do estágio da doença, a quimioterapia e a radioterapia podem ser utilizadas antes ou após a cirurgia, ou ainda como tratamento principal em fases mais avançadas. Em situações específicas, terapias-alvo e imunoterapia podem ser indicadas, com base nas características moleculares do tumor.
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