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O câncer aparece na ressonância magnética?

A ressonância magnética (RM) é um exame de imagem que permite observar o corpo por dentro com grande precisão, sem o uso de radiação ionizante, diferente do raio-X e da tomografia computadorizada. Ela utiliza um campo magnético e ondas de rádio para produzir imagens em alta definição dos órgãos e tecidos do corpo.

Esse exame é especialmente útil para avaliar estruturas como cérebro, músculos, articulações, próstata, mama, fígado e outros órgãos. Com ele, os médicos conseguem identificar alterações que não seriam visíveis a olho nu ou em outros métodos de imagem.

Além de ser um exame indolor e seguro, a ressonância magnética é considerada uma das ferramentas mais modernas e eficazes da medicina diagnóstica. Mesmo assim, ainda existem dúvidas sobre o tema. Uma das mais comuns é: será que o câncer pode ser detectado na ressonância magnética? Continue a leitura e descubra!

Afinal, a ressonância magnética detecta câncer?

Sim. A ressonância magnética é capaz de identificar o câncer, especialmente quando ele está localizado em órgãos e tecidos moles. O exame mostra alterações no formato, no tamanho e na composição dos tecidos, evidenciando áreas suspeitas que podem indicar a presença de um tumor.

Em alguns casos, o uso de contraste é indicado para aumentar a precisão do exame. O contraste à base de gadolínio ajuda a diferenciar o que é tecido normal do que pode ser uma lesão, permitindo observar melhor os limites do tumor e se ele invadiu estruturas vizinhas.

No entanto, é importante ressaltar: a ressonância magnética, sozinha, não confirma o diagnóstico de câncer. O exame aponta áreas suspeitas, mas a confirmação depende de outros métodos, como a biópsia, que analisa o tecido ao microscópio.

Por isso, a RM é uma ferramenta essencial na investigação, no acompanhamento e no planejamento do tratamento do câncer, sempre em conjunto com outros exames e com a avaliação clínica do médico especialista.

Leia também: Como identificar um tumor na ressonância magnética?

Como funciona a ressonância magnética?

A ressonância magnética usa um campo magnético potente e ondas de rádio para gerar imagens detalhadas do interior do corpo. Quando a pessoa entra no aparelho, as moléculas de água do organismo se alinham ao campo magnético, funcionando como pequenos ímãs. Em seguida, o equipamento emite pulsos de rádio que desorganizam esse alinhamento temporariamente. Ao retornarem à posição inicial, as moléculas liberam sinais que são captados e convertidos em imagens de alta resolução por um computador.

Esse processo é totalmente seguro, pois não envolve radiação ionizante e, em geral, não causa dor. O único desconforto é o som repetitivo e intenso produzido durante o exame, por isso, o paciente costuma receber protetores auriculares ou fones. Essa tecnologia permite visualizar detalhes minuciosos dos órgãos e tecidos, o que é fundamental na investigação de várias doenças, inclusive o câncer.

Como é feito o exame?

A realização do exame é simples, mas requer alguns cuidados. O paciente deve seguir as orientações da unidade de diagnóstico, como evitar acessórios metálicos, informar sobre implantes e relatar tatuagens recentes.

Durante o exame, a pessoa deita em uma maca que desliza para dentro de um equipamento em formato de tubo. É importante permanecer imóvel para que as imagens fiquem nítidas.

Dependendo da região estudada, o médico pode solicitar o uso de contraste venoso à base de gadolínio, que ajuda a realçar determinadas estruturas e facilita a identificação de alterações nos tecidos.

O exame costuma durar entre 20 minutos e 1 hora, variando conforme a área avaliada e a necessidade de imagens mais detalhadas. Em alguns casos, como em pacientes com claustrofobia ou em crianças pequenas, pode ser indicada sedação leve, sempre com supervisão médica. Após o exame, o paciente pode retornar às atividades normalmente, exceto se tiver sido sedado.

Principais indicações na prática médica

Por ser um exame versátil e de alta precisão, a ressonância magnética tem ampla aplicação na prática médica, sendo indicada para a investigação de doenças neurológicas, abdominais, ortopédicas e cardíacas, entre outras. Entre as principais indicações estão:

  • Avaliação do cérebro e do sistema nervoso central;
  • Diagnóstico de problemas nas articulações e nos músculos;
  • Identificação de inflamações, infecções, cistos ou tumores em órgãos como fígado, rins, pâncreas e útero;
  • Estudo do coração e dos vasos sanguíneos;
  • Diagnóstico e acompanhamento do câncer.

A RM também pode ser solicitada em outros contextos clínicos, conforme o julgamento do médico responsável. Sua versatilidade e precisão fazem dela um exame indispensável em várias especialidades.

A tomografia mostra tumor?

Sim, a tomografia computadorizada também é capaz de identificar tumores. Este exame utiliza raios-X combinados a um sistema computadorizado para gerar imagens detalhadas em “fatias” do corpo, o que permite observar alterações em órgãos, ossos e tecidos. Por isso, muitas vezes ele é solicitado junto à ressonância magnética para alcançar um diagnóstico mais preciso.

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Outros exames usados no diagnóstico do câncer

Embora a ressonância magnética e a tomografia sejam fundamentais, o diagnóstico definitivo de câncer requer exames complementares. É preciso confirmar se a lesão é realmente maligna e avaliar o grau de disseminação da doença, processo chamado de estadiamento.

Entre os principais exames utilizados estão: biópsia, marcadores tumorais, ultrassonografia, radiografia e tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT). A escolha depende do tipo de câncer suspeito, da localização da lesão e da necessidade de investigar metástase.

Esses exames costumam ser combinados, pois cada um oferece informações diferentes e complementares. Além de confirmar o diagnóstico, eles ajudam a determinar o prognóstico (as chances de evolução da doença) e a planejar o tratamento mais adequado para cada paciente.

Se precisar, pode contar com a Oncologia D’Or!

A Oncologia D’Or transforma o cuidado com o câncer por meio de uma rede integrada de clínicas e centros de tratamento presentes em diversos estados do país. Com um corpo clínico especializado e equipes multidisciplinares dedicadas, proporcionamos uma jornada de atendimento que une tecnologia avançada, diagnóstico ágil e tratamentos personalizados.

Como parte da Rede D’Or, a maior rede de saúde da América Latina, garantimos acesso às estruturas hospitalares mais modernas e aos avanços científicos que fazem a diferença na vida dos pacientes.

Nosso compromisso é oferecer excelência, conforto e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, promovendo saúde e qualidade de vida.

Revisor científico
Dra. Fernanda Frozoni Antonacio
Oncologista Clínica
Rede D’or – Hospital Vila Nova Star e Hospital São Luiz Itaim

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