A radioterapia é um tratamento contra o câncer que utiliza radiação ionizante para destruir células tumorais ou impedir o seu crescimento. Embora seja direcionada à área afetada pela doença, a radiação também pode atingir células saudáveis localizadas no trajeto do feixe, especialmente as da pele, que geralmente estão entre as primeiras estruturas a receber a dose de radiação.
Por esse motivo, alguns pacientes podem apresentar alterações cutâneas como vermelhidão, ressecamento e descamação. Essas reações são relativamente comuns e fazem parte dos efeitos esperados do tratamento. A intensidade pode variar de acordo com fatores como a dose total de radiação aplicada, a região do corpo tratada, o número de sessões realizadas e as características individuais da pele de cada pessoa.
Reações mais comuns na pele após radioterapia
As alterações cutâneas causadas pela radioterapia são chamadas de radiodermite e estão entre os efeitos colaterais mais frequentes desse tipo de tratamento. Elas ocorrem porque a radiação, ao atingir a área tratada, também afeta células saudáveis da pele, especialmente aquelas que se renovam rapidamente.
Essas reações costumam surgir de forma gradual, geralmente a partir da segunda ou terceira semana de tratamento, período em que os efeitos da radiação começam a se acumular nos tecidos. Em alguns casos, as alterações podem persistir por semanas após o término das sessões, até que a pele se recupere completamente.
A manifestação mais comum é a vermelhidão da pele, semelhante a uma queimadura solar leve a moderada. Também podem ocorrer ressecamento, descamação, irritação semelhante a assadura, coceira, ardor e sensação de pele sensível ou dolorida ao toque. Em algumas pessoas, pode haver escurecimento da pele (hiperpigmentação) na região irradiada, alteração que pode permanecer por algum tempo mesmo após a recuperação.
Quando a reação é mais intensa, podem surgir descamação úmida, pequenas feridas superficiais, formação de bolhas ou presença de secreção na região tratada. Embora essas situações sejam menos frequentes, elas exigem avaliação da equipe de saúde para prevenir infecções e aliviar os sintomas.
A intensidade das reações varia de acordo com diversos fatores, como a dose total de radiação administrada, o número de sessões realizadas, a área do corpo tratada, o uso simultâneo de outros tratamentos oncológicos, como a quimioterapia e as características individuais da pele. Por isso, o acompanhamento regular da equipe de saúde é fundamental para orientar os cuidados adequados e minimizar o desconforto durante o tratamento.
Como cuidar da pele durante a radioterapia
Os cuidados com a pele durante o tratamento com radioterapia são fundamentais para aliviar sintomas, prevenir complicações e favorecer a recuperação da região irradiada. Como essa área tende a ficar mais sensível e vulnerável, é importante adotar medidas simples, mas consistentes, sempre seguindo as orientações da equipe médica.
Confira algumas recomendações importantes:
- Faça a higienização da pele com delicadeza, utilizando água morna e sabonetes suaves, de preferência neutros ou conforme indicado pelo médico;
- Não utilize esponjas, buchas ou escovas de banho na área tratada. Prefira lavar a região apenas com as mãos, de forma suave;
- Após o banho, seque a pele com uma toalha macia, sem esfregar, apenas com leves toques;
- Utilize diariamente o hidratante recomendado pela equipe de saúde, pois ele ajuda a reduzir o ressecamento e a sensação de desconforto;
- Evite produtos que contenham álcool, fragrâncias ou outras substâncias potencialmente irritantes;
- Proteja a área tratada da exposição solar. A radiação torna a pele mais sensível ao sol, o que pode aumentar a irritação e o risco de manchas. Sempre que possível, utilize roupas ou acessórios que cubram a região e siga a orientação médica sobre o uso de filtro solar;
- Prefira roupas leves, de algodão e que não sejam apertadas, para diminuir o atrito e a irritação da pele;
- Evite realizar depilação na área tratada, especialmente com lâmina, cera ou cremes depilatórios;
- Não aplique pomadas, cremes ou receitas caseiras sem orientação da equipe de saúde;
- Evite o uso de compressas muito quentes ou muito frias sobre a área irradiada, a menos que haja recomendação médica;
- Mantenha uma boa hidratação do organismo, ingerindo água ao longo do dia, caso não exista restrição médica para isso.
Seguir as orientações do médico e da equipe de radioterapia é essencial. O acompanhamento regular permite adaptar os cuidados conforme a evolução da pele, contribuindo para mais segurança e conforto durante o tratamento.
Quando buscar ajuda médica
Embora as reações cutâneas após a radioterapia sejam comuns e, na maioria das vezes, leves a moderadas, alguns sinais podem indicar a necessidade de avaliação médica.
É importante comunicar à equipe de saúde sempre que os sintomas se tornarem mais intensos ou causarem desconforto significativo.
Procure orientação médica principalmente se houver dor intensa ou persistente, surgimento de feridas abertas, descamação úmida extensa, presença de secreção amarelada ou com odor desagradável, inchaço importante na região tratada ou febre, pois esses podem ser sinais de infecção. Sangramentos na área irradiada ou piora rápida da vermelhidão também devem ser avaliados.
Além disso, qualquer alteração que interfira nas atividades do dia a dia, no sono ou na continuidade do tratamento deve ser informada à equipe responsável. O acompanhamento médico é fundamental, pois permite ajustar medicações, indicar curativos específicos quando necessário e orientar os cuidados mais adequados para garantir a segurança e o bem-estar do paciente.
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