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PTH alto pode ser sinal de câncer?

O paratormônio (PTH) é um hormônio produzido pelas glândulas paratireoides, quatro pequenas estruturas localizadas atrás da tireoide, na região do pescoço. Seu principal papel é ajudar a regular os níveis de cálcio e fósforo no sangue, minerais essenciais para a formação e manutenção de ossos e dentes.

Além da saúde óssea, esses minerais participam de várias funções importantes no organismo, como a contração dos músculos, a transmissão de impulsos nervosos e o funcionamento adequado do coração. Para manter esse equilíbrio, o organismo ajusta constantemente a produção de PTH de acordo com as necessidades do corpo.

O exame de PTH costuma ser solicitado quando há alterações nos níveis de cálcio no sangue, suspeita de doenças das paratireoides, doença renal ou investigação de distúrbios do metabolismo ósseo. Ao receber um resultado alterado, é comum que surjam dúvidas e preocupações. Neste conteúdo, vamos esclarecer algumas das principais questões sobre o tema.

Existe relação entre PTH alto e câncer?

Essa é uma das principais dúvidas de quem recebe um resultado de PTH elevado. A resposta curta é: na grande maioria dos casos, não se trata de um sinal de câncer.

O aumento do paratormônio costuma estar relacionado a condições benignas, principalmente ao hiperparatireoidismo primário causado por um adenoma de paratireoide, que é um tumor benigno que acomete uma das glândulas. Essa é, de longe, a causa mais comum da doença.

No entanto, existem situações raras em que pode haver associação com câncer. Uma delas é o carcinoma de paratireoide, um tipo incomum de tumor maligno que se origina nessas glândulas. Ele representa uma pequena parcela dos casos de hiperparatireoidismo primário e, em geral, está associado a níveis muito elevados de cálcio e de PTH, além de sintomas mais intensos.

Assim, a investigação médica adequada permite diferenciar causas benignas, que são as mais frequentes de situações mais raras que podem exigir avaliação e tratamento especializados.

Leia também: Adenoma é câncer?

Quando suspeitar de câncer?

Embora o PTH elevado esteja, na maioria das vezes, relacionado a causas benignas, existem algumas situações que exigem uma investigação mais cuidadosa para descartar condições raras, como o carcinoma de paratireoide.

Alguns achados podem levantar maior suspeita, entre eles:

  • Níveis muito elevados de cálcio no sangue;
  • Valores de PTH significativamente acima do limite normal, desproporcionais à alteração do cálcio;
  • Sintomas intensos de hipercalcemia, como desidratação, vômitos persistentes, confusão mental e alterações cardíacas;
  • Presença de massa palpável na região do pescoço;
  • Comprometimento ósseo ou renal mais importante já no momento do diagnóstico.

É importante destacar que esses sinais não confirmam, por si só, o diagnóstico de câncer. Eles funcionam como alertas que orientam a realização de exames complementares, como ultrassonografia cervical, cintilografia de paratireoide, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

A avaliação deve ser realizada por um médico, geralmente um endocrinologista ou um cirurgião de cabeça e pescoço, que analisará o conjunto de informações clínicas e os resultados dos exames antes de definir qualquer diagnóstico.

O que significa ter PTH alto?

Ter PTH alto significa que as glândulas paratireoides estão produzindo mais paratormônio do que o esperado. No entanto, essa alteração não deve ser interpretada de forma isolada. Para uma análise adequada do resultado, é fundamental avaliar também os níveis de cálcio, fósforo, vitamina D e a função renal.

Em condições normais, o PTH aumenta quando o nível de cálcio no sangue está baixo. Essa é uma resposta fisiológica do organismo para restaurar o equilíbrio mineral. Nesses casos, o aumento do hormônio pode estar relacionado, por exemplo, à deficiência de vitamina D ou à doença renal crônica. Essa situação é chamada de hiperparatireoidismo secundário.

Por outro lado, quando o PTH está elevado mesmo na presença de cálcio alto, pode haver um problema primário nas próprias paratireoides. Essa condição recebe o nome de hiperparatireoidismo primário e é frequentemente causada por um adenoma benigno em uma das glândulas.

Também existe o hiperparatireoidismo terciário, geralmente associado à doença renal crônica de longa duração. Nesses casos, após um estímulo prolongado, as paratireoides passam a produzir PTH de forma autônomo.

Portanto, um resultado de PTH elevado não aponta automaticamente para uma doença específica. Ele indica que pode haver um desequilíbrio no metabolismo do cálcio, o que exige avaliação médica e, muitas vezes, exames complementares para esclarecer a causa.

Quais sintomas estão associados ao PTH alto?

Os sintomas do PTH elevado estão, na maioria das vezes, relacionados ao aumento dos níveis de cálcio no sangue, condição conhecida como hipercalcemia, especialmente nos casos de hiperparatireoidismo primário. No entanto, muitas pessoas podem não apresentar sintomas evidentes, e a alteração pode ser descoberta apenas em exames laboratoriais de rotina.

Quando presentes, os sintomas costumam ser inespecíficos e podem se desenvolver de forma gradual. Entre os mais comuns estão:

  • Cansaço excessivo;
  • Fraqueza muscular importante;
  • Dor óssea ou nas articulações;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas;
  • Constipação intestinal;
  • Aumento da sede e da frequência urinária;
  • Formação de cálculos renais, que podem causar dor lombar intensa.

Em situações mais avançadas, ou quando os níveis de cálcio estão muito elevados, também podem surgir manifestações como:

  • Alterações de memória ou dificuldade de concentração;
  • Irritabilidade ou sintomas depressivos;
  • Desidratação;
  • Alterações no ritmo cardíaco.

Já nos casos em que o PTH está elevado devido à deficiência de vitamina D ou à doença renal crônica, os sintomas podem estar mais relacionados à condição de base, incluindo dores ósseas, maior risco de fraturas e outras alterações metabólicas.

Como muitos desses sintomas são comuns a diversas condições de saúde, a avaliação médica é essencial para identificar a causa exata do aumento do PTH e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.

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Revisão médica:

Dra. Fernanda Frozoni Antonacio

Oncologista Clínica

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