No Brasil, os cânceres ginecológicos atingem cerca de 30 mil mulheres por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Por trás desse número, existem histórias que podem ser transformadas pelo acesso à informação, pela atenção aos sinais do corpo e pela busca por um cuidado especializado no momento certo.
Ampliar a conscientização sobre o tema é uma forma de aproximar mais mulheres da prevenção, do diagnóstico precoce e de um tratamento adequado às suas necessidades.
A Oncologia D’Or apoia esse movimento e acredita que o acesso à informação confiável faz parte do cuidado. Ao longo deste conteúdo, entenda os tipos de câncer ginecológico, seus sinais de alerta e as formas de prevenção e tratamento.
O câncer ginecológico não é uma única doença
O termo reúne diferentes tipos de tumores malignos que se desenvolvem nos órgãos do sistema reprodutor feminino. Eles apresentam fatores de risco, sintomas e formas de tratamento distintos.
O câncer do colo do útero é o mais comum e está fortemente associado à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV). Os outros tipos incluem:
- Câncer de endométrio: acomete a camada interna do útero e costuma ter como principal sinal de alerta o sangramento vaginal anormal, principalmente após a menopausa;
- Câncer de ovário: pode evoluir com sintomas pouco específicos, como aumento do volume abdominal, inchaço persistente, dor pélvica e sensação de saciedade precoce;
- Câncer de vulva: afeta a parte externa da região genital e pode causar coceira persistente, feridas, alterações na pele ou presença de nódulos;
- Câncer de vagina: é mais raro e pode se manifestar com sangramento vaginal fora do habitual, corrimento ou dor pélvica.
Conhecer os fatores de risco faz parte do cuidado
As causas variam de acordo com o tipo de câncer ginecológico, mas existem fatores comuns que aumentam a probabilidade de desenvolver a doença:
- Infecção pelo HPV;
- Histórico familiar de câncer ginecológico;
- Mutações genéticas, como BRCA1 e BRCA2;
- Excesso de gordura corporal;
- Tabagismo;
- Idade avançada;
- Início precoce da vida sexual;
- Histórico de múltiplos parceiros sexuais;
- Ausência de gestações;
- Menopausa tardia.
Entender os fatores de risco ajuda a orientar a prevenção e o acompanhamento mais adequado para cada mulher.
Mudanças no corpo que persistem devem ser avaliadas
Nem sempre o câncer ginecológico causa sinais e sintomas, o que reforça a importância dos exames ginecológicos regulares. Além disso, quando presentes, eles podem variar conforme o tipo e a gravidade da doença.
De forma geral, entre os mais frequentes, estão:
- Sangramento vaginal anormal;
- Corrimento incomum, com coloração alterada e/ou odor forte;
- Dor pélvica ou abdominal persistente;
- Inchaço abdominal;
- Alterações intestinais e/ou urinárias;
- Perda de peso inexplicada;
- Dor durante as relações sexuais;
- Coceira, feridas ou lesões na vulva;
- Dores nas costas ou pernas.
Ao identificar qualquer uma dessas alterações, é essencial consultar um(a) ginecologista para identificar a causa com precisão e, independente se o diagnóstico for de câncer ou não, iniciar o tratamento adequado.
Não existe um caminho único para o tratamento
O tratamento é definido de forma individualizada, pois depende de fatores como o tipo de tumor, sua localização, estágio da doença, características moleculares e condições clínicas da paciente. Entre as principais possibilidades, estão:
- Cirurgia;
- Radioterapia;
- Braquiterapia;
- Quimioterapia;
- Hormonioterapia;
- Imunoterapia;
- Terapias-alvo.
Essas estratégias podem ser utilizadas isoladamente ou em combinação, sempre considerando as particularidades de cada caso.
Prevenção: o que pode ser feito?
Nem todos os casos podem ser evitados. Ainda assim, existem medidas capazes de reduzir riscos, principalmente no caso do câncer do colo do útero.
1. Vacinação contra o HPV
A vacina contra o HPV é uma das principais formas de prevenção dos tumores relacionados ao vírus. Ela deve ser realizada de acordo com as recomendações vigentes do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
2. Rastreamento do câncer do colo do útero
Embora seja essencial, a vacinação não substitui o acompanhamento por meio de exames como o papanicolau e o DNA-HPV oncogênico. As estratégias devem seguir as orientações definidas para cada faixa etária e perfil de risco.
3. Hábitos de vida
Não fumar, manter um peso corporal adequado, usar preservativo nas relações sexuais e realizar acompanhamento ginecológico regular são medidas que ajudam a reduzir a chance de desenvolver alguns cânceres ginecológicos.
O diagnóstico precoce pode salvar vidas
Essa é uma mensagem que merece destaque: não deixe o cuidado com a sua saúde ginecológica para depois. Identificar um câncer em fases iniciais pode ampliar as possibilidades de um tratamento bem-sucedido.
Durante a investigação, o médico avalia os sintomas, o histórico de saúde e os fatores de risco de cada paciente. Além disso, podem ser solicitados exames como colposcopia, ultrassonografia transvaginal, ressonância magnética e marcadores tumorais. Quando necessário, a biópsia ajuda a confirmar o diagnóstico.
O Setembro em Flor nos lembra que conscientização e cuidado precisam caminhar juntos. A Oncologia D’Or apoia essa mobilização e reforça seu compromisso com uma assistência especializada, atenta às necessidades de cada paciente.


