Hospital Memorial Arthur Ramos
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Sinônimos

  • Mri Coracao Morfologico e Funcional
  • Ressonancia Coracao Morfologico e Funcional
  • Ressonancia Magnetica Coracao Morfologico e Funcional
  • Rm Coracao Morfologico e Funcional

O que é a Ressonância Magnética do Coração Morfológico e Funcional?

É um exame de imagem não invasivo que avalia a anatomia e o funcionamento do coração. O método utiliza campo magnético, ondas de radiofrequência e processamento computadorizado, sem empregar radiação ionizante.

O exame produz imagens do coração parado e em movimento, o que possibilita observar as câmaras cardíacas, as paredes do músculo, as válvulas, o pericárdio (membrana que envolve o órgão) e os principais vasos sanguíneos. Por meio dele, também é possível calcular a quantidade de sangue bombeada pelo coração e avaliar como cada região do músculo cardíaco se contrai.

Em muitos casos, a ressonância cardíaca complementa o ecocardiograma, principalmente quando são necessárias informações mais detalhadas sobre o músculo do coração ou quando outros exames não esclarecem uma alteração.

Para que serve a Ressonância Magnética do Coração Morfológico e Funcional?

Sua principal função é avaliar a estrutura, o tamanho e o funcionamento do coração. O exame também pode identificar inflamações, cicatrizes e alterações do músculo cardíaco que nem sempre são vistas com clareza em outros métodos de imagem.

A ressonância magnética do coração morfológico e funcional pode auxiliar na investigação e no acompanhamento de:

  • Cardiomiopatias, doenças que comprometem o músculo cardíaco;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Miocardite, que é a inflamação do músculo do coração;
  • Alterações provocadas por infarto;
  • Doenças do pericárdio;
  • Doenças cardíacas congênitas;
  • Alterações das válvulas cardíacas;
  • Massas, cistos ou tumores no coração;
  • Aumento das câmaras cardíacas;
  • Alterações da aorta e de outros grandes vasos;
  • Causas cardíacas de arritmias ou desmaios;
  • Complicações após cirurgias cardíacas.

O exame também pode contribuir para o planejamento do tratamento e para o acompanhamento da evolução de determinadas doenças. A avaliação detalhada das artérias coronárias, no entanto, costuma ser realizada por outros métodos, como a angiotomografia coronariana ou o cateterismo, quando indicados.

Como é feita a Ressonância Magnética do Coração Morfológico e Funcional?

O paciente permanece deitado de barriga para cima em uma maca, com dispositivos posicionados sobre o tórax para captar os sinais utilizados na formação das imagens. Eletrodos podem ser colocados na pele para acompanhar os batimentos e sincronizar a aquisição das imagens com a atividade elétrica do coração.

A maca desliza para o interior do aparelho de ressonância. Durante o procedimento, é necessário ficar imóvel e prender a respiração por alguns segundos em diferentes momentos. Essas pausas ajudam a reduzir os movimentos do tórax e a produzir imagens mais nítidas.

O equipamento emite batidas e ruídos repetitivos, considerados normais. Por isso, são fornecidos protetores auriculares ou fones. A equipe acompanha o paciente durante todo o exame e mantém comunicação por interfone.

Conforme o quadro clínico, o contraste à base de gadolínio pode ser administrado por uma veia do braço. Esse método ajuda a identificar cicatrizes, inflamações, infartos e outras alterações do músculo cardíaco.

O procedimento costuma durar entre 20 e 40 minutos, mas pode levar mais tempo conforme o protocolo e a necessidade de imagens adicionais.

Quais sintomas podem indicar a necessidade de uma Ressonância Magnética do Coração Morfológico e Funcional?

Não existe um sintoma exclusivo que determine a realização da ressonância cardíaca. Em geral, o exame é solicitado após a avaliação clínica ou quando outros métodos diagnósticos apontam uma possível alteração.

A investigação pode ser considerada diante de manifestações como:

  • Cansaço ou falta de ar sem causa esclarecida;
  • Dor ou desconforto no peito;
  • Palpitações;
  • Desmaios ou sensação de desmaio;
  • Redução da capacidade para realizar esforços;
  • Inchaço nas pernas;
  • Alterações persistentes do ritmo cardíaco;
  • Sintomas após uma infecção com suspeita de miocardite;
  • Histórico de infarto ou de doença cardíaca congênita;
  • Alterações encontradas no ecocardiograma.

Como é o preparo da Ressonância Magnética do Coração Morfológico e Funcional

Existe algum risco ou contraindicação para a Ressonância Magnética do Coração Morfológico e Funcional?

A ressonância cardíaca não utiliza raios X e apresenta baixo risco para a maioria das pessoas quando as normas de segurança são respeitadas. O principal cuidado está relacionado ao campo magnético, que pode interferir em determinados dispositivos eletrônicos ou materiais metálicos.

A presença de marca-passo, desfibrilador ou outro implante não impede automaticamente o exame. Muitos dispositivos atuais são compatíveis com ressonância sob condições específicas, mas o modelo precisa ser identificado e avaliado pela equipe antes do procedimento.

Quando o gadolínio é utilizado, podem ocorrer reações alérgicas, geralmente leves e pouco frequentes. Pessoas com comprometimento renal grave precisam de avaliação individualizada, pois existe um risco excepcionalmente baixo de fibrose sistêmica nefrogênica com determinados contrastes.

Durante a gravidez, a ressonância sem contraste pode ser realizada quando há indicação médica. O gadolínio costuma ser evitado e reservado para situações em que o benefício esperado justifique seu uso.

Pacientes com claustrofobia, dor intensa ou dificuldade para permanecer imóveis também devem informar a equipe, pois podem precisar de medidas de apoio ou sedação.

Batimentos muito irregulares podem dificultar a sincronização e reduzir a qualidade das imagens, mas isso não representa necessariamente uma contraindicação. A equipe avaliará se o exame pode ser realizado adequadamente.

Quais são os valores de referência da Ressonância Magnética do Coração Morfológico e Funcional?

Não há um único valor de referência aplicável a todos os pacientes. O resultado é apresentado em um laudo que reúne informações descritivas e medidas quantitativas. A interpretação deve ser realizada pelo médico solicitante, em conjunto com os sintomas, o exame físico e outros testes cardíacos.

Qual especialista pode solicitar a Ressonância Magnética do Coração Morfológico e Funcional?

O cardiologista é o especialista que mais frequentemente solicita o exame. Contudo, médicos de outras especialidades também podem indicá-lo, entre eles cirurgiões, pediatras e clínicos gerais, conforme o quadro clínico do paciente.

Preparativos para o exame

Documentos obrigatórios: leve pedido médico, carteira do convênio, CPF e documento com foto.

Chegada: compareça com 30 minutos de antecedência em relação ao horário agendado.

Duração: o exame tem duração média de 20 a 40 minutos.

Jejum: mantenha jejum absoluto de 4 horas antes do exame (inclusive líquidos).

Contraindicações: não poderão realizar o exame pacientes com dispositivos metálicos corporais, metais intraoculares (lentes de contato não interferem), cílios postiços ou colados, tatuagens ou micropigmentação recentes (menos de quatro semanas). Em caso de atraso menstrual ou dúvida sobre gravidez, avise a equipe no local.

Exames anteriores: leve exames de imagem anteriores relacionados ao problema atual, preferencialmente em mídia digital (CD/DVD com laudo) e/ou com login e senha para acesso remoto, caso sejam de outra instituição. Pessoas com doenças renais devem apresentar exame de creatinina recente, realizado há no máximo 90 dias.

Acompanhante: menores de 18 anos devem estar acompanhados de um responsável maior de idade, que permanecerá até o fim do exame.

Outras orientações: compareça sem cabelo molhado ou produtos cosméticos (como cremes, maquiagem ou esmaltes), e com roupas confortáveis sem metais. Acessórios metálicos (joias, piercings, adornos, aparelhos ortodônticos móveis) devem ser removidos antes do exame.

Clique no botão abaixo para conferir o preparo completo do exame Ressonância Magnética do Coração Morfológico e Funcional e as orientações para casos com anestesia.

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