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Clampeamento tardio do cordão umbilical: o que é e como funciona

O clampeamento tardio do cordão umbilical é uma prática cada vez mais recomendada após o nascimento do bebê. Ele consiste em aguardar alguns minutos antes de cortar o cordão umbilical, permitindo que o sangue da placenta continue sendo transferido para o recém-nascido. Esse procedimento simples pode trazer benefícios importantes para a saúde do bebê, especialmente nos primeiros meses de vida.

Diferentemente do clampeamento imediato, que acontece logo após o parto, o clampeamento tardio respeita o tempo fisiológico do nascimento, garantindo uma transição mais gradual da vida intrauterina para a extrauterina.

Como funciona o clampeamento tardio

Após o nascimento, o cordão umbilical continua pulsando por alguns instantes, indicando que o sangue da placenta ainda está sendo transferido para o bebê. No clampeamento tardio, o profissional de saúde aguarda geralmente entre 1 e 3 minutos, ou até que essas pulsações cessem naturalmente, antes de realizar o corte do cordão.

Durante esse período, o bebê recebe uma quantidade adicional de sangue rico em ferro, células-tronco e nutrientes essenciais. Esse processo ocorre de forma natural e não causa dor nem desconforto para a mãe ou para o recém-nascido.

Quais são os benefícios do clampeamento tardio

O principal benefício do clampeamento tardio do cordão umbilical é o aumento das reservas de ferro do bebê, o que ajuda a prevenir a anemia nos primeiros meses de vida. Esse aporte extra de ferro é fundamental para o desenvolvimento neurológico e para o crescimento saudável da criança.

Além disso, estudos mostram que o procedimento pode melhorar a adaptação cardiovascular e respiratória do recém-nascido, favorecendo uma transição mais equilibrada após o parto. Em bebês prematuros, o clampeamento tardio está associado à redução de complicações como hemorragias e de necessidade de transfusões sanguíneas.

O clampeamento tardio é seguro para a mãe?

Uma dúvida comum é se o clampeamento tardio pode trazer riscos para a mãe. Em partos sem complicações, a prática é considerada segura e não aumenta o risco de hemorragia pós-parto. O procedimento é realizado apenas quando as condições clínicas da mãe e do bebê permitem, sempre com avaliação da equipe médica.

Em situações específicas, como sangramento intenso ou necessidade de atendimento imediato ao recém-nascido, o clampeamento pode ser feito de forma antecipada, priorizando a segurança de ambos.

Quando o clampeamento tardio não é indicado

Apesar dos benefícios, o clampeamento tardio nem sempre é possível. Em casos de sofrimento fetal, necessidade de reanimação imediata do bebê ou complicações maternas, o corte do cordão pode precisar ser realizado rapidamente. Nessas situações, a decisão é tomada pela equipe médica com base na segurança e no bem-estar da mãe e do recém-nascido.

Por isso, é importante conversar com o obstetra ainda durante o pré-natal para entender em quais situações o procedimento pode ou não ser realizado.

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A importância de conversar sobre o tema no pré-natal

O clampeamento tardio do cordão umbilical pode ser incluído no plano de parto, desde que não haja contraindicações. Discutir essa opção durante o pré-natal ajuda a alinhar expectativas e garante que a gestante esteja bem informada sobre as práticas que envolvem o nascimento do bebê.

Com orientação médica adequada, o clampeamento tardio se torna uma escolha consciente, baseada em evidências científicas e focada no melhor início de vida possível para o recém-nascido.

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