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Otite de piscina: por que dói tanto e como proteger os ouvidos do bebê?

Otite de piscina em bebês pode causar dor, irritação e desconforto após contato com água. Saiba identificar os sintomas e prevenir a otite externa com cuidados simples no dia a dia.

Nos dias quentes, é comum que bebês e crianças pequenas aproveitem mais a piscina, o mar e os banhos demorados. Mas, depois de um mergulho, alguns sinais podem chamar a atenção dos pais: choro sem motivo aparente, irritação ou a mãozinha indo repetidamente ao ouvido.

Em alguns casos, esse desconforto pode ser a chamada otite externa, conhecida popularmente como “otite de piscina”. Entender por que ela acontece e como prevenir ajuda a proteger a saúde auditiva dos pequenos e a manter os momentos de lazer mais tranquilos.

O que é a otite externa?

A otite externa é uma inflamação do canal auditivo externo, a parte do ouvido que vai do tímpano até a região de fora da orelha.

Ela costuma surgir quando o ouvido permanece úmido por muito tempo, como após banhos, praia ou piscina. Esse ambiente quente e molhado favorece a proliferação de bactérias e fungos, o que pode levar à infecção.

Além da água, outros fatores também podem irritar ou machucar a pele delicada do canal auditivo, aumentando o risco de inflamação, como a introdução de objetos para “limpar” o ouvido.

Por que a dor pode ser intensa?

O canal auditivo é uma região sensível. Quando há inflamação ou infecção, podem surgir dor forte, inchaço e vermelhidão.

Muitas vezes, o incômodo piora ao tocar ou puxar levemente a orelha.

Em bebês e crianças pequenas, que ainda não conseguem explicar o que sentem, os sinais podem aparecer de outras formas, como:

  • Mão no ouvido com frequência;
  • Irritação ou choro sem causa aparente;
  • Sensibilidade ao encostar na orelha;
  • Vermelhidão e coceira;
  • Secreção;
  • Sensação de ouvido entupido;
  • Diminuição da audição.

Sempre que esses sintomas surgirem, é importante buscar avaliação médica.

Quando procurar o pediatra ou otorrinolaringologista?

Se a criança apresentar dor, secreção, coceira persistente ou desconforto que não melhora após algumas horas, o ideal é consultar o pediatra ou um especialista.

O diagnóstico é feito por meio da avaliação dos sintomas e do exame do ouvido. A partir disso, o médico pode indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir medicações para aliviar a dor ou medicamentos específicos para a infecção.

Evite usar receitas caseiras ou pingar substâncias no ouvido sem orientação.

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Como prevenir a otite de piscina nos pequenos?

Alguns cuidados simples no dia a dia ajudam bastante a reduzir o risco:

  • Secar bem os ouvidos após banho, mar ou piscina;
  • Evitar deixar água acumulada no canal auditivo;
  • Não introduzir cotonetes, grampos ou outros objetos no ouvido;
  • Não pingar produtos caseiros ou substâncias sem indicação médica;
  • Redobrar a atenção em crianças que passam muito tempo em atividades aquáticas

A maioria das crianças pode aproveitar a água com segurança, basta observar sinais de desconforto e adotar cuidados simples depois dos mergulhos. Manter o ouvido seco e protegido é a principal forma de prevenção.

Se houver qualquer dúvida, converse com o pediatra. Cuidar dos pequenos detalhes faz toda a diferença e permite que todos aproveitem o calor e a piscina com tranquilidade.

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