Algumas condições na gestação exigem atenção imediata, e a síndrome de HELLP é uma delas. Rara e ainda pouco conhecida, ela é considerada uma complicação associada à pré-eclâmpsia grave e pode trazer riscos importantes para a mãe e o bebê.
Por isso, reconhecer os sinais e buscar avaliação médica o quanto antes faz toda a diferença. Vamos saber mais sobre essa condição?
O que é a síndrome de HELLP?
A síndrome de HELLP é uma complicação grave da gestação, geralmente associada à pré-eclâmpsia (condição caracterizada pelo aumento da pressão arterial durante a gravidez, que pode afetar diferentes órgãos).
O nome é uma sigla em inglês que descreve três alterações:
- H (Hemolysis): destruição das células do sangue (hemácias);
- EL (Elevated Liver Enzymes): aumento das enzimas do fígado, indicando alteração no seu funcionamento;
- LP (Low Platelet Count): diminuição das plaquetas, responsáveis pela coagulação.
Essa condição costuma surgir após a 28ª semana de gravidez, mas também pode aparecer no período logo após o parto, o que exige atenção mesmo no pós-parto.
Quais são os sintomas da síndrome de HELLP?
Os sinais podem ser confundidos com problemas comuns, o que dificulta o reconhecimento. Entre os principais sintomas da síndrome de HELLP, estão:
- Dor na parte superior do abdômen (principalmente do lado direito);
- Náuseas e vômitos;
- Dor de cabeça intensa;
- Fadiga;
- Inchaço nas pernas;
- Alterações na visão (visão embaçada ou dupla);
- Pressão alta (acima de 140 × 90 mmHg).
Em alguns casos, podem surgir sinais mais específicos, como pele ou olhos amarelados. Por isso, é importante ficar atenta: sintomas aparentemente simples, especialmente quando associados à pressão alta na gravidez ou no pós-parto, merecem avaliação médica.
O que causa a síndrome de HELLP?
Ainda não existe uma única causa definida, mas acredita-se que a síndrome esteja relacionada a alterações na placenta e a uma resposta inflamatória do organismo.
Alguns fatores podem aumentar o risco, como:
- Histórico de pré-eclâmpsia ou síndrome de HELLP;
- Diabetes;
- Pressão alta;
- Gravidez múltipla;
- Idade acima de 35 anos.
Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico é feito pelo obstetra com base nos sintomas e em exames de sangue, que avaliam: a quantidade de plaquetas, o funcionamento do fígado e alterações nas células sanguíneas.
O tratamento da síndrome de HELLP exige acompanhamento hospitalar, muitas vezes em ambiente de maior monitoramento. As principais medidas incluem:
- Controle da pressão arterial;
- Uso de medicamentos para prevenir convulsões;
- Monitoramento contínuo da mãe e do bebê;
- Em alguns casos, antecipação do parto.
O parto é considerado a principal forma de interromper a evolução da síndrome, especialmente em fases mais avançadas da gestação.
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Quais são os principais riscos da síndrome de HELLP?
A síndrome de HELLP pode variar de leve a grave, conforme as alterações nos exames, mas em todos os casos exige atenção. Quando não tratada rapidamente, pode levar a complicações importantes para a gestante — como eclâmpsia, problemas no fígado e alterações na coagulação — e também para o bebê, como prematuridade e dificuldades respiratórias.
Com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, geralmente não há sequelas. Por isso, é essencial estar atenta aos sinais do corpo e manter o pré-natal em dia, inclusive no pós-parto.
A atenção rápida pode fazer toda a diferença para a saúde da mãe e do bebê.


