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Vacinas antes de engravidar: quais são recomendadas para tentantes?

Vacinas antes de engravidar: quais são indicadas, quando tomar e como se preparar para proteger a saúde da mãe e do bebê.

Planejar uma gravidez vai muito além de escolher o momento certo. Embora muitas mulheres pensem em vacinas apenas durante a gestação, o período antes de engravidar é, na verdade, a melhor oportunidade para garantir uma proteção completa e segura para a saúde da mãe e do bebê.

Ao longo deste texto, você vai entender por que se antecipar faz tanta diferença, quais vacinas merecem atenção nessa fase e como organizar esse cuidado de forma simples e tranquila.

Como as vacinas protegem você e o bebê

As vacinas estimulam o organismo a produzir anticorpos contra doenças específicas. Durante a gestação, esses anticorpos atravessam a placenta e chegam ao bebê, oferecendo uma proteção inicial logo após o nascimento.

Além disso, manter a imunização em dia ajuda a reduzir riscos para a própria gestante, evitando infecções que podem trazer complicações, como malformações congênitas, parto prematuro, complicações neurológicas e, em casos mais graves, até perda gestacional.

Vacinas com vírus atenuados ou inativados: qual a diferença?

Nem todas as vacinas podem ser aplicadas durante a gravidez, e isso tem a ver com a forma como elas são produzidas.

As vacinas com vírus vivos atenuados usam versões enfraquecidas do vírus. Elas são eficazes, mas como ainda contêm um vírus “vivo”, não são recomendadas na gestação. Por isso, devem ser tomadas antes de engravidar, com um intervalo de segurança de pelo menos 30 dias.

Já as vacinas inativadas são feitas com vírus mortos ou fragmentos deles. Elas não causam infecção e são consideradas seguras durante a gravidez, podendo inclusive ser indicadas no pré-natal, como as vacinas contra gripe, hepatite B e dTpa.

Vacinas essenciais antes de engravidar

Cerca de 3 a 6 meses antes de começar as tentativas para engravidar é o melhor período para revisar sua carteira de vacinação com um médico e se proteger com segurança.

Veja as principais vacinas:

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)

É uma das vacinas mais importantes no planejamento da gravidez. A rubéola, especialmente no início da gestação, pode causar sérias complicações no bebê, como surdez, problemas cardíacos e cegueira.

O que considerar:

  • São necessárias 2 doses;
  • É preciso aguardar 30 dias após a última dose antes de engravidar;
  • Caso haja dúvida, é possível verificar a imunidade por exame de sangue;
  • Não pode ser aplicada durante a gestação.

Hepatite B

A hepatite B pode ser transmitida no momento do parto e evoluir para infecção crônica no bebê. A vacinação é uma forma eficaz de evitar esse cenário.

O que considerar:

  • São necessárias 3 doses (0, 1 e 6 meses);
  • Ideal completar antes da gravidez;
  • Pode ser aplicada durante a gestação em situações específicas, sendo mais seguro antecipar.

Varicela (catapora)

Se você nunca teve catapora, essa vacina merece atenção. A infecção durante a gravidez pode causar complicações importantes para mãe e bebê.

O que considerar:

  • É possível confirmar a imunidade por sorologia;
  • Se necessário, tomar 2 doses com intervalo de 4 a 8 semanas;
  • Aguardar 30 dias após a última dose para engravidar;
  • Não é indicada durante a gestação.

HPV

Relacionada à prevenção do câncer de colo do útero, a vacina contra HPV também faz parte do planejamento reprodutivo.

O que considerar:

  • Esquema de 2 ou 3 doses (dependendo da idade);
  • Caso a gravidez seja descoberta durante o esquema, ele deve ser pausado e retomado após o parto.

dTpa (difteria, tétano e coqueluche)

Esta vacina protege contra infecções importantes e ajuda a evitar a transmissão da coqueluche para o recém-nascido, uma doença especialmente perigosa nos primeiros meses de vida.

Embora seja comumente aplicada durante a gestação, estar com a imunização em dia previamente é um diferencial.

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Um cronograma simples para se organizar

Para facilitar o planejamento, você pode seguir uma lógica aproximada:

  • 6 meses antes: iniciar hepatite B;
  • 3 a 4 meses antes: tríplice viral e varicela;
  • 2 meses antes: avaliar HPV;
  • 1 mês antes: revisão geral da carteira;
  • Durante a gestação: vacinas indicadas pelo médico.

Uma dúvida bastante comum é o que fazer se a gravidez for descoberta no meio do esquema vacinal. Nesses casos, a orientação é interromper as doses e conversar com o médico. Na maioria das vezes, é possível retomar a vacinação com segurança depois do parto.

Mais do que seguir um calendário, atualizar a carteira de vacinação é um gesto de cuidado com você e com o seu bebê. Pequenas decisões agora ajudam a construir um caminho mais tranquilo lá na frente, com mais segurança, confiança e espaço para viver essa fase com a leveza que ela merece.

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