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5 doenças cardiovasculares mais comuns nas mulheres

O AVC e a hipertensão arterial estão entre as doenças cardiovasculares mais comuns. A menopausa pode agravar os perigos para o coração
Por: Rede D'Or
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O Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher, celebrado em 28 de maio, destaca a importância da conscientização sobre as questões de saúde que afetam especificamente as mulheres. Entre elas, as doenças cardiovasculares ocupam um lugar significativo.

Embora muitas vezes associadas ao sexo masculino, as doenças cardíacas também representam uma ameaça séria à saúde das mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, as mulheres na faixa etária entre 35 e 45 anos têm um maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares (DCV).

O aumento da prevalência e mortalidade por doenças cardiovasculares após a menopausa é uma preocupação crescente, refletindo os desafios relacionados ao envelhecimento e à saúde das mulheres no Brasil.

Neste artigo vamos abordar as doenças cardiovasculares mais comuns entre as mulheres, visando promover a educação e a prevenção para ajudar a reduzir o impacto dessas condições e proporcionar uma melhor saúde cardiovascular em mulheres de todas as idades. Leia e confira.

Saúde cardiovascular da mulher

“As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres e matam mais que todos os cânceres juntos”, enfatiza a Dra. Danielle Brandão, cardiologista do Hospital Niterói D’Or.

Vários fatores contribuem para esse cenário, incluindo mudanças hormonais durante a menopausa, estilo de vida sedentário, dietas pouco saudáveis, tabagismo, estresse e histórico familiar de doenças cardiovasculares. Além disso, muitas mulheres podem subestimar o risco de DCV, o que pode levar a um diagnóstico tardio e tratamento inadequado.

A cardiologista explica que apesar de buscarem mais os médicos do que os homens, as mulheres são menos investigadas e recebem menos medicação que a população masculina. Além de sofrerem com mais efeitos colaterais de medicações, atingem menos o alvo terapêutico e têm mais complicações quando comparadas aos homens.

“A própria apresentação da doença cardiovascular na mulher é diferente. Enquanto homens têm apresentação típica com dor torácica, mulheres apresentam cansaço, fadiga, mal-estar inespecífico, palpitações, tonteira, que muitas das vezes são subestimados e subdiagnosticadas”, destaca a cardiologista, que também é presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (SOCERJ).

A médica orienta que as mulheres estejam cientes de seus indicadores de saúde, como:

Colesterol;

– Glicose;

Pressão arterial;

– Circunferência abdominal;

– Triglicerídeos.

“As mulheres precisam de acompanhamento médico regular, controlar o peso e manter-se ativas para evitar a doença cardiovascular e viver com mais saúde”, aconselha.

5 doenças cardiovasculares mais comuns nas mulheres

Dra. Danielle Brandão ressalta que além dos fatores de risco convencionais para doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias, obesidade, tabagismo e sedentarismo, as mulheres também apresentam fatores de risco específicos, relacionados ao sexo feminino.

“Entre esses fatores de risco cabe destacar a depressão e a ansiedade, história gestacional (hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia, perdas gestacionais, diabetes gestacional), doenças reumatológicas, menopausa e síndrome de ovários policísticos”, complementa a cardiologista.

Ainda que mais comuns durante a menopausa, as doenças cardiovasculares também podem afetar as mulheres desde a puberdade. O surgimento das anomalias cardíacas pode ser influenciado pelas características anatômicas, biológicas e hormonais específicas do sexo feminino, bem como por diversos fatores de risco. Além disso, situações comportamentais, como o estresse e a sobrecarga de trabalho, também podem contribuir significativamente para esse aumento do risco cardiovascular.

Veja 5 doenças cardiovasculares mais comuns nas mulheres:

1 – Doença isquêmica cardíaca (DIC): também conhecida como doença arterial coronariana, é caracterizada pela redução do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco devido ao estreitamento ou obstrução das artérias coronárias. Nas mulheres, os sintomas de DIC podem ser diferentes dos homens e incluem dor no peito, falta de ar, náuseas e fadiga;

2 – Hipertensão arterial: é uma condição em que a pressão sanguínea nas artérias está persistentemente elevada. Ela pode causar complicações cardiovasculares graves, como AVC, insuficiência cardíaca e doença renal. As mulheres são mais propensas a desenvolver hipertensão após a menopausa.

3 – Insuficiência cardíaca: condição em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo. Com o avançar da idade, as mulheres têm maior probabilidade de desenvolver insuficiência cardíaca e têm uma taxa de mortalidade mais alta após o diagnóstico em comparação com os homens.

4 – Acidente Vascular Cerebral (AVC): ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro devido a um coágulo sanguíneo ou ruptura de um vaso sanguíneo. As mulheres têm um risco maior de AVC em comparação aos homens, e os fatores de risco incluem hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade e uso de contraceptivos hormonais.

5 – Fibrilação atrial: é caracterizada por um distúrbio do ritmo cardíaco em que as câmaras superiores do coração batem de forma irregular e rápida. Isso pode aumentar o risco de formação de coágulos sanguíneos, AVC e insuficiência cardíaca. As mulheres têm maior probabilidade de desenvolver fibrilação atrial após a menopausa.

De acordo com dados da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), as principais causas de morte relacionadas a problemas cardiovasculares em mulheres são a doença isquêmica cardíaca (DIC) e a doença cerebrovascular, que é a mais prevalente no sexo feminino.

As doenças cardiovasculares afetam as mulheres de maneiras diferentes em comparação aos homens, e é importante que as mulheres estejam cientes dos sintomas e dos fatores de risco específicos ao seu sexo, além de buscar cuidados médicos adequados para prevenir e tratar essas condições.

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