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Resumo do conteúdo

  • A isquemia cardíaca ocorre quando o fluxo sanguíneo para o coração diminui, reduzindo o oxigênio e causando sintomas como dor no peito e falta de ar.
  • O tratamento envolve controle de fatores de risco, medicamentos e, em casos graves, angioplastia ou cirurgia para desobstruir as artérias e evitar o infarto.

O que é isquemia cardíaca?

A isquemia cardíaca, também chamada de isquemia miocárdica, é a redução do fluxo de sangue e oxigênio para o músculo do coração (miocárdio), causando dor no peito ou falta de ar, podendo evoluir para infarto se não tratada.

Geralmente surge por placas de gordura que estreitam as artérias do coração. Fatores como pressão alta, diabetes, tabagismo e colesterol elevado aumentam o risco dessa obstrução.

O tratamento da isquemia cardíaca é feito pelo cardiologista e pode envolver o uso de remédios, mudanças no estilo de vida ou procedimentos médicos para restabelecer o fluxo sanguíneo e reduzir o esforço do coração.

Quais são os sintomas da isquemia cardíaca?

Os principais sintomas de isquemia cardíaca são:

  • Desconforto ou dor no peito (angina);
  • Dor que pode ir para braço, ombro, pescoço ou mandíbula;
  • Falta de ar ou sensação de “fôlego curto”, especialmente durante esforço físico;
  • Náusea ou vômito;
  • Sensação de queimação no peito;
  • Batimentos cardíacos rápidos ou irregulares (palpitações);
  • Tontura ou sensação de desmaio;
  • Suor frio, cansaço, fraqueza ou mal-estar geral.

Se você sentir qualquer um desses sintomas por mais de 5 minutos ou em repouso, procure atendimento médico imediatamente.

A Rede D’Or conta com unidades de emergência abertas 24 horas por dia e prontas para te atender.

Isquemia silenciosa

A isquemia silenciosa é quando o coração recebe menos sangue e oxigênio, mas a pessoa não sente dor ou outros sintomas típicos. Mesmo sem sinais claros, pode haver dano ao músculo cardíaco.

É mais comum em pessoas com diabetes, idosos e quem já tem doença coronariana.

Apesar de não causar sintomas, a isquemia silenciosa aumenta o risco de infarto e outras complicações. Por isso, o acompanhamento com cardiologista é importante quando há fatores de risco. Saiba mais sobre a isquemia silenciosa.

Qual especialista trata a isquemia cardíaca?

Os especialistas na isquemia cardíaca são os cardiologistas.

Em adultos, o cardiologista clínico ou intervencionista faz o diagnóstico e tratamento.

Em crianças e adolescentes, o acompanhamento é com cardiologista pediátrico.

A equipe de médicos da Rede D’Or é capacitada para diagnosticar e orientar sobre o tratamento da isquemia cardíaca.

Como é feito o diagnóstico da isquemia cardíaca?

O diagnóstico da isquemia cardíaca é feito pelo cardiologista por meio da avaliação dos sintomas, histórico de saúde, fatores de risco e exame físico, medindo pressão, frequência cardíaca e avaliando sinais de circulação e coração.

Além disso, o médico solicita exames para ver o fluxo de sangue no coração e possíveis obstruções.

Quais exames detectam isquemia cardíaca?

Os principais exames para isquemia cardíaca são:

Esses exames ajudam a confirmar a presença de isquemia, avaliar a gravidade e descartar doenças com sintomas parecidos, como problemas de válvulas cardíacas, doenças do pulmão ou alterações musculares e ósseas na região do peito. Veja os principais exames para avaliar o coração.

Os exames para isquemia cardíaca podem ser realizados nas unidades da Rede D’Or com equipamentos modernos e equipe especializada.

O que causa isquemia cardíaca?

A isquemia cardíaca é causada pela redução do fluxo de sangue nas artérias coronárias, geralmente por aterosclerose. Entenda o que é e causas da aterosclerose.

O estreitamento desses vasos impede que o oxigênio necessário chegue ao miocárdio, principalmente durante esforço físico.

Em algumas situações, a isquemia também pode ocorrer por espasmo das coronárias, formação de coágulos ou alterações anatômicas.

Quais fatores aumentam o risco de isquemia cardíaca?

Os principais fatores que aumentam o risco de isquemia cardíaca são:

  • Colesterol alto e triglicerídeos elevados;
  • Diabetes mellitus;
  • Pressão alta;
  • Obesidade ou sobrepeso;
  • Falta de atividade física (sedentarismo);
  • Dieta rica em gorduras saturadas, sal e açúcar;
  • Hábito de fumar;
  • Consumo excessivo de álcool ou uso de drogas ilícitas, como cocaína.

Além disso, histórico familiar de doença do coração precoce (em parentes de primeiro grau), idade avançada ou estresse crônico também podem aumentar o risco de isquemia miocárdica.

Causas menos comuns incluem doenças inflamatórias e autoimunes, alterações congênitas nas artérias coronárias e problemas de válvulas do coração.

Qual a diferença entre infarto e isquemia?

Na isquemia, o fluxo de sangue está diminuído ou interrompido temporariamente, mas o músculo cardíaco ainda está vivo. No infarto, o bloqueio é total e dura tanto tempo que uma parte do músculo do coração morre por falta de oxigênio. Saiba identificar os sintomas de infarto.

Quais são os tratamentos para isquemia cardíaca?

O tratamento da isquemia cardíaca é feito pelo cardiologista, com o objetivo de melhorar a chegada de sangue ao coração e reduzir o risco de infarto.

1. Medicamentos para isquemia cardíaca

Os principais medicamentos para isquemia cardíaca são:

  • Antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes;
  • Betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio;
  • Inibidores da ECA ou bloqueadores de receptor de angiotensina;
  • Nitratos, para dilatar os vasos sanguíneos e aliviar rapidamente a angina;
  • Estatinas, para baixar o colesterol alto.

Esses medicamentos reduzem a demanda de oxigênio do coração, melhoram o fluxo sanguíneo e diminuem o risco de eventos cardiovasculares.

Devem ser usados somente com indicação médica, especialmente em grávidas, lactantes, bebês, crianças, idosos e pessoas com outras doenças.

2. Procedimentos médicos

Os procedimentos médicos, como angioplastia com stent, podem ser indicados quando há obstrução importante nas coronárias, para manter o vaso aberto, melhorando o fluxo sanguíneo ao coração.

Em casos mais graves ou com várias artérias afetadas, pode ser necessária cirurgia de revascularização (ponte de safena ou mamária), que cria novos caminhos para o sangue chegar ao músculo cardíaco.

3. Mudanças no estilo de vida

As mudanças no estilo de vida para isquemia cardíaca incluem:

  • Parar de fumar;
  • Aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, grãos integrais;
  • Reduzir frituras, gorduras, sal e alimentos ultraprocessados;
  • Praticar atividade física regular, conforme orientação médica;
  • Tratar pressão alta, diabetes e colesterol alto;
  • Buscar estratégias para reduzir o estresse;
  • Perder peso, quando necessário;
  • Limitar o consumo de bebidas alcoólicas e evitar drogas ilícitas.

Esses cuidados são importantes tanto para complementar o tratamento da isquemia cardíaca, para a reduzir o risco de complicações, como para sua prevenção.

É possível reverter isquemia?

A isquemia cardíaca geralmente é uma condição crônica. No entanto, tratamento adequado e hábitos saudáveis podem estabilizar a doença e evitar a progressão da aterosclerose e o entupimento das artérias.

Em alguns casos, a obstrução pode ser revertida parcialmente. Mesmo assim, o acompanhamento contínuo é fundamental para manter o controle da doença.

Como prevenir isquemia cardíaca?

A prevenção da isquemia cardíaca é feita com as mudanças no estilo de vida, as mesmas recomendadas para tratamento, para evitar o desenvolvimento ou piora da aterosclerose (o acúmulo de gordura nas artérias).

O que a isquemia cardíaca pode causar?

As principais complicações da isquemia cardíaca são:

  • Infarto do miocárdio;
  • Arritmias;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Angina crônica, com dor ou desconforto no peito frequente;
  • Necessidade de cirurgia de revascularização;
  • Morte súbita cardíaca, especialmente em casos de isquemia grave ou silenciosa.

A presença de isquemia silenciosa também está ligada a maior risco de eventos cardiovasculares, mesmo sem sintomas claros no dia a dia.

Marque uma consulta com o CARDIOLOGISTA perto de você! Se você identifica esses sintomas, procure um especialista. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para manter sua saúde em dia. Agende uma consulta