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Isquemia: entenda os riscos e saiba como prevenir

Redução do fluxo sanguíneo pode causar danos graves ao cérebro, coração e outras partes do corpo
Por: Rede D'Or
Células sanguíneas
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O sangue tem um papel muito importante no nosso corpo, sendo responsável por levar oxigênio às células e aos tecidos. Quando ocorre a diminuição deste fluxo de sangue para determinada região do corpo, principalmente quando está reduzido em relação ao necessário, isto pode ser um sinal de isquemia.

  • Isquemia é geralmente causada por obstruções arteriais.
  • Pode afetar o coração, o cérebro ou as pernas.
  • O tratamento é essencial para evitar danos permanentes.
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Principais tipos de isquemia

Existem diferentes tipos de isquemia. São elas:

Isquemia cerebral: ocorre com o bloqueio nas artérias cerebrais, causando o AVC isquêmico.

Isquemia cardíaca: redução no sangue no miocárdio, causando a angina (dor no peito) ou infarto.

Isquemia mesentérica: interrupção do sangue no intestino.

Isquemia periférica: consiste na má circulação nos braços e pernas, causando dores e dormência.

Isquemia silenciosa: é considerada uma condição grave em que o coração recebe menos sangue e oxigênio, devido ao entupimento das artérias coronárias, mas com a diferença de que não causa os clássicos sintomas, por exemplo, a dor no peito.

LEIA TAMBÉM: Isquemia Silenciosa: o que é, riscos e como identificar?

Isquemia é um quadro comum?

A isquemia é um quadro comum e representa uma das principais causas de doenças graves. Ela acontece quando o fluxo sanguíneo para uma parte do corpo ou órgão é insuficiente, privando os tecidos de oxigênio.

Sintomas de isquemia e como identificá-los

Os sintomas de isquemia podem variar de acordo com a área afetada, mas geralmente se resumem em:

  • Dor;
  • Dormência;
  • Fraqueza;
  • Palidez.

Na isquemia cardíaca, o que se destaca são as dores no peito (angina), além de palpitações e falta de ar. Alguns sintomas considerados atípicos são o suor frio, náuseas e tonturas.

Já na isquemia cerebral (AVC), sintomas como perda de força, boca torta, perda de visão e fala arrastada são comuns.

A isquemia periférica afeta principalmente as pernas e tem como sintomas lesões com feridas que demoram a cicatrizar, sinais de gravidade com dor intensa mesmo em repouso, ausência de pulso e claudicação intermitente (cãibras, dor e sensação de queimadura nas pernas e nos pés ao caminhar).

O que fazer ao identificar

A ação rápida é fundamental, porque o tempo é crítico e, a cada minuto, milhões de neurônios morrem, isto nos casos de AVC.

Pessoas com diabetes, hipertensão, colesterol alto, sedentarismo e fumantes têm maior risco.

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames como a tomografia (nos casos de AVC), cateterismo e eletrocardiograma (coração) e exames de imagem vascular (ultrassom com Doppler).

Prevenção e tratamento

O foco do tratamento é restaurar o fluxo sanguíneo e evitar danos permanentes. O processo envolve o uso de medicamentos anticoagulantes, antiplaquetários e trombolíticos (para dissolver os coágulos). Dependendo do caso, a intervenção cirúrgica, uma angioplastia com stent ou ponte safena pode ser necessária.

O acompanhamento com o médico cardiologista é muito importante durante e após o tratamento.

Mudanças no estilo de vida também são importantes, ou seja, abandonar o tabagismo e adotar uma rotina de exercícios físicos e alimentação saudável são formas de se tratar e prevenir a isquemia, além de ajudar na saúde e a ter mais qualidade de vida.

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