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Câncer de pele: quais são os sinais de alerta?

Conheça as características que ajudam a diferenciar lesões benignas, como verrugas, de alterações que precisam de avaliação especializada.

O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil e no mundo. Ele ocorre quando células da pele passam a se multiplicar de forma anormal e descontrolada, geralmente em consequência de danos ao DNA celular. A exposição excessiva e cumulativa à radiação ultravioleta (UV), proveniente principalmente do sol, é o principal fator de risco associado ao desenvolvimento da doença. O uso de câmaras de bronzeamento artificial também aumenta significativamente esse risco e é contraindicado.

Conhecer os sinais de alerta é fundamental para o diagnóstico precoce. Muitas alterações malignas da pele são visíveis e podem surgir como manchas, feridas, nódulos ou pintas diferentes do habitual, mas frequentemente são confundidas com condições benignas, como verrugas, inflamações ou lesões causadas pelo envelhecimento da pele. Quando o câncer de pele é identificado em estágios iniciais, as chances de cura são muito elevadas e o tratamento tende a ser menos complexo e menos agressivo.

Quais são os sintomas do câncer de pele?

Os sinais de alerta podem variar conforme o subtipo do câncer de pele. Ainda assim, é importante observar qualquer alteração cutânea nova ou mudanças em lesões já existentes. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Manchas que coçam, descamam ou sangram;
  • Feridas que não cicatrizam em até quatro semanas;
  • Pintas ou sinais com bordas irregulares, coloração variável e/ou crescimento progressivo;
  • Nódulos brilhantes, avermelhados, rosados, acastanhados ou com aspecto perolado;
  • Áreas ásperas, endurecidas, com crostas ou escamas;
  • Lesões que aumentam de tamanho de forma persistente;
  • Feridas que cicatrizam e voltam a aparecer.

Nem toda alteração na pele representa câncer, mas qualquer lesão suspeita deve ser avaliada por um médico dermatologista. O diagnóstico precoce é um dos principais fatores para o sucesso do tratamento.

Quais são os tipos de câncer de pele?

O câncer de pele pode ser dividido em dois grandes grupos:

Melanoma

É o tipo mais agressivo de câncer de pele, embora seja menos frequente. Origina-se nos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele. O melanoma apresenta maior potencial de invasão, metástase e mortalidade quando comparado aos demais tipos, especialmente se não for diagnosticado precocemente.

Apesar disso, quando identificado nas fases iniciais, as chances de cura costumam ser bastante altas.

Não melanoma

Esse grupo inclui principalmente o carcinoma basocelular (CBC) e carcinoma espinocelular (CEC), também chamado de carcinoma de células escamosas. Esses subtipos correspondem à grande maioria dos casos de câncer de pele.

Em geral, apresentam crescimento mais lento e altas taxas de cura quando diagnosticados precocemente. O carcinoma basocelular raramente provoca metástases, enquanto o carcinoma espinocelular possui maior potencial de invasão local e disseminação, sobretudo em casos avançados.

Verruga pode ser sinal de câncer?

Nem sempre. Na maioria dos casos, verrugas são lesões benignas causadas principalmente pela infecção pelo HPV (papilomavírus humano).

No entanto, é importante ficar atento: algumas lesões malignas podem ter aparência semelhante à de verrugas, especialmente o carcinoma espinocelular. Por isso, qualquer alteração persistente na pele deve ser observada com cuidado, principalmente quando apresenta crescimento progressivo, sangramento ou mudança de aspecto.

Uma verruga pode virar câncer de pele?

De forma geral, uma verruga comum não se transforma em câncer de pele. Entretanto, é importante fazer uma distinção: embora uma verruga benigna não “vire” câncer, algumas lesões malignas podem se parecer muito com verrugas, principalmente nos estágios iniciais. Isso pode gerar a impressão de que houve uma transformação, quando, na verdade, a lesão já era maligna desde o início.

Além disso, alguns tipos específicos de HPV estão associados ao desenvolvimento de determinados cânceres, especialmente em mucosas, mas isso é diferente da maioria das verrugas comuns da pele.

Leia também: Carcinoma verrucoso: o que é, sintomas e tratamento

Quais sinais indicam que as verrugas podem ser perigosas?

É importante acender o sinal de alerta quando uma “verruga” apresenta características incomuns, como:

  • Crescimento rápido ou mudança repentina de tamanho;
  • Alteração de cor, principalmente se escurecer ou apresentar vários tons;
  • Sangramento frequente, sem trauma aparente;
  • Dor, sensibilidade ou coceira intensa;
  • Inflamação persistente;
  • Feridas ou crostas que não cicatrizam;
  • Bordas irregulares ou formato assimétrico;
  • Lesão que continua aumentando ou não desaparece com o tempo.

Outro ponto de atenção é quando a lesão surge em áreas muito expostas ao sol, como rosto, orelhas, couro cabeludo, pescoço e mãos. Nessas situações, a recomendação é procurar um dermatologista para avaliação individualizada.

Confira também: Câncer de pele em regiões menos expostas ao sol

Como é feita a diferenciação entre verrugas e lesões malignas?

A diferenciação entre verrugas benignas e lesões malignas da pele é feita principalmente por meio da avaliação clínica realizada por um dermatologista, que analisa o aspecto da lesão, sua evolução e o histórico do paciente.

O primeiro passo é o exame físico, no qual o especialista observa características como formato, cor, tamanho, textura, localização e padrão de crescimento da lesão. Durante a consulta, o médico também pode realizar a dermatoscopia, exame não invasivo feito com um aparelho que amplia e ilumina a pele, permitindo visualizar estruturas não perceptíveis a olho nu. Esse método aumenta a precisão na identificação de padrões típicos de lesões benignas e sinais sugestivos de câncer de pele.

Quando existe dúvida diagnóstica, o médico pode indicar uma biópsia, exame em que um fragmento ou toda a lesão é removido para análise em laboratório. A avaliação anatomopatológica é o método definitivo para confirmar se a lesão é benigna ou maligna.

Como diferenciar verrugas comuns de verrugas malignas apenas por fotos?

Não é possível diferenciar com segurança verrugas comuns de lesões malignas apenas por fotos. Embora imagens possam ajudar a identificar sinais suspeitos, o diagnóstico correto depende de avaliação médica presencial.

Muitas lesões de pele possuem aparência semelhante nas fotografias. Além disso, informações importantes para a análise, como textura, profundidade, endurecimento, sensibilidade e evolução ao longo do tempo, não podem ser totalmente avaliadas apenas por imagens.

Ferramentas digitais e aplicativos podem auxiliar no rastreamento de alterações da pele, mas não substituem a avaliação médica especializada.

Portanto, ao notar qualquer alteração suspeita, seja por observação direta ou por comparação em fotos, o mais seguro é procurar atendimento médico.

Manchas na pele podem ser câncer?

Sim, manchas na pele podem representar câncer, mas nem toda mancha é maligna. A maioria das alterações cutâneas está relacionada a condições benignas, como melasma, sardas, pintas, dermatites ou manchas causadas pela exposição solar e pelo envelhecimento da pele.

O sinal de alerta deve ser acionado quando a mancha apresenta características suspeitas ou sofre alterações ao longo do tempo, como:

  • Assimetria;
  • Crescimento progressivo;
  • Mudança de cor;
  • Escurecimento irregular;
  • Sangramento;
  • Coceira persistente;
  • Formação de feridas ou crostas.

Nesses casos, é importante procurar avaliação dermatológica.

Pintas perigosas: como identificar?

As pintas, também chamadas de nevos, são muito comuns e, na maioria das vezes, benignas. No entanto, algumas podem apresentar sinais sugestivos de câncer de pele, especialmente melanoma. Por isso, reconhecer características suspeitas é fundamental.

Uma das formas mais utilizadas para essa avaliação é a regra do ABCDE, que ajuda a identificar sinais de alerta, como assimetria, bordas irregulares, presença de várias cores e crescimento progressivo da lesão.

Além da regra do ABCDE, outros sinais que merecem atenção incluem:

  • Pinta que coça, dói ou sangra;
  • Lesão que forma crostas ou feridas;
  • Aparência muito diferente das demais pintas do corpo, conhecido como “sinal do patinho feio”;
  • Surgimento de uma nova pinta em adultos, especialmente após os 30 anos;
  • Mudanças rápidas no tamanho, formato ou coloração.

Como funciona a regra do ABCDE?

A regra do ABCDE é uma forma simples e eficaz de avaliar pintas e manchas na pele. Ela auxilia na identificação de sinais que podem indicar melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.

Cada letra corresponde a uma característica importante:

  • A (Assimetria): uma metade da pinta é diferente da outra;
  • B (Bordas): irregulares, mal definidas ou recortadas;
  • C (Cor): presença de várias cores ou tonalidades diferentes na mesma lesão;
  • D (Diâmetro): maior que 6 mm, embora melanomas menores também possam existir;
  • E (Evolução): mudanças ao longo do tempo, como crescimento, alteração de cor, relevo, espessura ou sintomas.

Essa regra serve como orientação, mas não substitui a avaliação médica.

O que fazer ao encontrar uma verruga, pinta ou mancha suspeita?

Ao identificar uma verruga, pinta ou mancha suspeita na pele, o mais importante é não ignorar o sinal e procurar avaliação médica. Muitas lesões são benignas, mas apenas um especialista pode confirmar isso com segurança.

Também é importante evitar automedicação ou tentativas de remover a lesão em casa, pois isso pode causar infecções, cicatrizes, atrasar o diagnóstico e dificultar a análise adequada da lesão.

Agir precocemente faz toda a diferença. Quando o câncer de pele é identificado no início, as chances de tratamento eficaz e cura são muito maiores.

Como prevenir o câncer de pele?

A principal forma de prevenção está nos cuidados com a exposição solar ao longo da vida. As orientações incluem:

  • Aplicar protetor solar com FPS 30 ou superior diariamente, inclusive em dias nublados;
  • Reaplicar o protetor a cada duas horas ou após transpiração excessiva, banho ou contato com água;
  • Evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período de maior intensidade da radiação UV;
  • Utilizar roupas com proteção UV, chapéus de aba larga e óculos escuros com proteção ultravioleta;
  • Procurar locais com sombra sempre que possível;
  • Optar por barracas, guarda-sóis ou coberturas de algodão ou lona, que oferecem proteção superior às de nylon;
  • Evitar câmaras de bronzeamento artificial.

Além disso, recomenda-se realizar consultas periódicas com o dermatologista, especialmente para pessoas com histórico familiar de câncer de pele, pele clara, múltiplas pintas ou alta exposição solar ao longo da vida. Mesmo na ausência de sintomas, o acompanhamento regular pode ajudar na detecção precoce de lesões suspeitas.

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Como parte da Rede D’Or, a maior rede de saúde da América Latina, garantimos acesso às estruturas hospitalares mais modernas e aos avanços científicos que fazem a diferença na vida dos pacientes.

Nosso compromisso é oferecer excelência, conforto e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, promovendo saúde e qualidade de vida.

Revisão médica:

Dra. Fernanda Frozoni Antonacio

Oncologista Clínica

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