O melanoma é um dos tipos mais graves de câncer de pele e pode se manifestar de diferentes formas. Entre elas está o melanoma acral lentiginoso, um subtipo menos conhecido, mas que exige atenção especial por suas características específicas e pelo desafio no diagnóstico precoce.
A seguir, entenda o que é o melanoma acral lentiginoso, suas possíveis causas, como identificar os sinais de alerta, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento disponíveis.
O que é um melanoma acral lentiginoso?
O melanoma acral lentiginoso é um tipo de câncer de pele que se desenvolve a partir dos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. Ele faz parte do grupo dos melanomas, tumores cutâneos malignos que apresentam maior potencial de agressividade quando comparados a outros tipos de câncer de pele.
A principal particularidade do melanoma acral lentiginoso é o local onde ele surge. Esse subtipo aparece nas chamadas áreas acrais, que incluem:
- Palmas das mãos;
- Solas dos pés;
- Região sob as unhas (melanoma subungueal).
Diferentemente de muitos outros tipos de melanoma, o melanoma acral lentiginoso não apresenta uma associação clara com a exposição excessiva à radiação ultravioleta. Por isso, ele pode surgir em regiões do corpo que normalmente recebem pouca ou nenhuma exposição ao sol.
O termo “lentiginoso” refere-se ao padrão inicial de crescimento da lesão, caracterizado pela proliferação de melanócitos ao longo da camada mais superficial da pele, de forma relativamente lenta e horizontal, antes de ocorrer a invasão de camadas mais profundas. Esse padrão pode fazer com que a lesão permaneça por algum tempo em uma fase inicial, o que às vezes dificulta sua identificação precoce.
Além disso, nos estágios iniciais, a alteração pode ser confundida com problemas comuns, como micose, manchas escuras benignas, verrugas ou até hematomas, especialmente quando surge nas plantas dos pés ou sob as unhas.
O melanoma acral lentiginoso pode afetar pessoas de qualquer tom de pele. No entanto, proporcionalmente, ele é mais frequente em indivíduos negros, asiáticos e em pessoas com pele mais escura. Embora represente uma parcela menor dos melanomas na população geral, esse subtipo exige atenção redobrada porque muitas vezes é diagnosticado em fases mais avançadas, em parte por surgir em áreas que nem sempre são examinadas com frequência.
A identificação precoce é fundamental para aumentar as chances de sucesso no tratamento e melhorar o prognóstico do paciente.
Quais são os sinais e sintomas?
Os sinais e sintomas do melanoma acral lentiginoso costumam surgir nas palmas das mãos, nas solas dos pés ou sob as unhas. Como essas regiões nem sempre são examinadas com atenção no dia a dia, as alterações iniciais podem passar despercebidas por algum tempo.
O sinal mais comum é o aparecimento de uma mancha escura, que pode variar entre tons de marrom, preto ou acinzentado e apresentar características como:
- Formato irregular;
- Bordas mal definidas;
- Crescimento gradual ao longo do tempo;
- Variações de cor dentro da mesma lesão.
Quando o melanoma surge sob a unha situação conhecida como melanoma subungueal, ele pode se manifestar por meio de sinais como:
- Uma faixa escura vertical na unha (chamada de melanoníquia longitudinal);
- Escurecimento progressivo de parte da unha;
- Mancha que se estende para a pele ao redor da unha, conhecida como sinal de Hutchinson;
- Descolamento, deformação ou destruição parcial da unha.
Em muitos casos, essas alterações são inicialmente confundidas com hematomas causados por trauma. No entanto, diferentemente de um hematoma comum, a pigmentação causada pelo melanoma tende a persistir e não desaparece com o crescimento da unha.
Outro possível sinal de alerta é o surgimento de uma ferida na palma da mão ou na sola do pé que não cicatriza adequadamente, pode sangrar com facilidade, formar crostas persistentes ou apresentar dor.
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O que causa a doença?
O melanoma acral lentiginoso é causado por alterações genéticas nos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina. Essas mutações levam a um crescimento celular anormal e descontrolado, processo que dá origem ao tumor.
Na maioria dos casos, não é possível identificar uma causa específica ou um fator desencadeante bem definido. Diferentemente de outros tipos de melanoma, a exposição solar intensa não parece desempenhar um papel central no desenvolvimento desse subtipo.
Ainda assim, alguns fatores podem estar associados a um risco aumentado, como predisposição genética ou histórico pessoal de melanoma ou outras lesões pigmentadas suspeitas.
Como é feito o diagnóstico?
Para diagnosticar o melanoma acral lentiginoso, é necessário realizar uma avaliação clínica com um médico dermatologista. Durante a consulta, o especialista analisa características da lesão, como formato, cor, tamanho, simetria e tempo de evolução da mancha ou ferida.
Um dos principais exames utilizados nesse processo é a dermatoscopia, realizada com um aparelho chamado dermatoscópio. Esse instrumento permite ampliar a visualização da pele e observar estruturas que não são perceptíveis a olho nu, aumentando a precisão da avaliação.
Se houver suspeita de melanoma, o exame definitivo é a biópsia. Esse procedimento consiste na retirada parcial ou total da lesão para análise em laboratório por meio do exame anatomopatológico.
A biópsia permite confirmar se a lesão é benigna ou maligna e identificar o tipo de melanoma, além de avaliar características importantes do tumor.
Caso o diagnóstico de câncer seja confirmado, podem ser solicitados exames adicionais para avaliar a extensão da doença, como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou outros exames de estadiamento.
Como é o tratamento?
O tratamento do melanoma acral lentiginoso depende principalmente do estágio da doença no momento do diagnóstico, especialmente da espessura do tumor e da presença ou não de disseminação para linfonodos ou outros órgãos.
De forma geral, quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de tratamento eficaz e de cura.
Nos estágios iniciais, a principal abordagem terapêutica é a cirurgia. O procedimento consiste na retirada completa da lesão, juntamente com uma margem de segurança de pele saudável ao redor, para reduzir o risco de recidiva. A largura dessa margem depende da espessura do tumor, medida no exame anatomopatológico por meio do chamado índice de Breslow.
Quando o melanoma está localizado sob a unha, pode ser necessária a remoção parcial ou total da unha e, em alguns casos, a retirada de estruturas mais profundas da região afetada.
Nos casos em que o melanoma está em estágio mais avançado ou apresenta disseminação para outras partes do corpo (metástase), podem ser indicados tratamentos sistêmicos, como imunoterapia e terapia-alvo, que atuam em mecanismos específicos das células tumorais.
Após o tratamento inicial, o acompanhamento médico regular é fundamental. Esse seguimento permite identificar precocemente possíveis recidivas da doença ou o surgimento de novos melanomas, além de orientar medidas de vigilância da pele.
Desde o diagnóstico até a definição e execução do plano terapêutico, o acompanhamento deve ser individualizado e conduzido por uma equipe médica especializada.
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