Cirurgia

Cirurgia Bariátrica

A cirurgia bariátrica é uma técnica empregada para o tratamento obesidade. Contudo, a indicação para este procedimento é um compromisso de extrema responsabilidade da equipe médica.

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O que é Cirurgia Bariátrica?

A cirurgia bariátrica é uma técnica empregada para o tratamento obesidade. Em linhas gerais, tem indicação para pessoas que apresentem o IMC acima de 40, ou 35, se associado a outras doenças. A indicação para este procedimento é um compromisso de extrema responsabilidade da equipe médica e do paciente, para que sejam obtidos os efeitos positivos desejados. O paciente deve estar ciente de que atrelado ao procedimento cirúrgico, uma conduta de qualidade de vida deve ser empregada, com a orientação de profissionais de várias especialidades.

Os avanços tecnológicos têm contribuído para que a Cirurgia Bariátrica seja um procedimento cada vez mais seguro. Há técnicas disponíveis que necessitam de menos cortes, evitando o risco de sangramento e complicações. Além da videolaparoscopia (procedimento sem cortes, com apenas pequenos orificios de até 15 mm), hoje já está disponível nas unidades da Rede D’Or São Luiz a Cirurgia Bariátrica através da Robótica, que gera ainda mais benefícios ao paciente, em relação a recuperação mais rápida, melhor cicatrização, menos dores, resposta inflamatória positiva e estética.

Tipos de Cirurgia Bariátrica

• São quatro os tipos de procedimentos bariátricos regulados pelo Conselho Federal de Medicina, e todos estão aptos a serem realizados nos Hospitais da Rede D’Or São Luiz.

• Bypass Gástrico / Gastroplastia em Y de Roux (GYR): Este procedimento diminui a capacidade do estômago para 10%, o que restringe a quantidade de ingestão de alimento e provoca uma sensação de saciedade, e faz o desvio do intestino. Corresponde a cerca de 75% dos procedimentos e causa menos efeitos colaterais aos pacientes, de uma forma geral, minimizando as chances de acontecer diarreia e desnutrição, e doenças associadas à obesidade apresentam rápida melhora.

• Gastrectomia vertical (GV): Esta técnica remove de 70 a 85% do estômago do paciente, e o transforma em um tubo estreito. Há redução do hormônio grelina, associado a fome e não compromete a absorção de ferro, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B. Caso não alcance os resultados desejados, pode ser transformada no Bypass Gástrico ou Derivação Bileopancreática. Corresponde a 15% dos procedimentos.

• Derivação Bileopancreática (DBP): Este procedimento faz uma associação da Gastrectomia Vertical com o desvio intestinal da Bypass. Em linhas gerais, esta técnica reduz a absorção de calorias e nutrientes, possibilita ingestão de maior quantidade de alimentos, reduz a intolerância alimentar e promove maior perda de peso. Contudo, tem como efeito colateral a possibilidade de desnutrição ao longo do tempo, assim como ocorrência mais frequente de episódios de diarreia. A Derivação Bileopancreática corresponde a 5% dos procedimentos.

• Banda gástrica ajustável: Também conhecido como balão gástrico, a técnica consiste na inserção de um dispositivo de silicone, no estômago, onde é injetada água destilada- de forma ajustável. Esta técnica é reversível, pouco invasiva, mas há risco de rejeição da prótese e, geralmente, a perda de peso não é tão significativa. Corresponde a 5% dos procedimentos.

Bariátrica em adolescentes

É possível que adolescentes acima de 16 anos sejam submetidos a Cirurgia Bariátrica, mas esta decisão tem critérios muitos específicos. O primeiro dele é que as alternativas anteriores de emagrecimento, através de hábitos alimentares saudáveis e prática de exercícios físicos, não tenham alcançado sucesso esperado. Além disso, o Ministério da Saúde prevê que só pode ocorrer a cirurgia caso a obesidade coloque em risco a vida deste adolescente.

Obesidade e seus desdobramentos

Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores problemas de saúde pública, a obesidade está relacionada a diversos outros problemas que afetam a qualidade de vida e a longevidade. Geralmente, as pessoas obesas estão mais propensas ao risco de desenvolvimento da diabetes, complicações cardiovasculares – incluindo AVC, doenças de articulações, apneia do sono, depressão, câncer, entre outros.