Você está em Maternidade D`Or

Localização desligada

ATIVAR

Você está em Maternidade D`Or

Amamentação nos primeiros dias: o que é esperado e quando buscar ajuda?

Entenda a importância do colostro, quando acontece a descida do leite, como reconhecer a pega correta e quais sinais indicam que é hora de procurar orientação profissional.

Os primeiros dias de amamentação podem ser cheios de descobertas, dúvidas e inseguranças. É comum ter a sensação de que o leite é pouco ou perceber que o bebê quer mamar com muita frequência. Na maioria das vezes, esses comportamentos fazem parte do processo de adaptação entre mãe e bebê.

Nesse início, o corpo também está se adaptando às necessidades do recém-nascido. O colostro, primeiro leite produzido após o parto, é naturalmente produzido em pequenas quantidades e já oferece nutrientes e proteção importantes para o bebê nessa fase.

Entender o que é esperado nos primeiros dias pode trazer mais tranquilidade e ajudar a reconhecer quando é importante buscar orientação e apoio profissional.

O que acontece nas primeiras horas após o parto?

Sempre que possível, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é iniciar a amamentação na primeira hora de vida, período conhecido como golden hour. O contato pele a pele logo após o nascimento também favorece o vínculo entre mãe e bebê e pode contribuir para o início da amamentação, independentemente do tipo de parto.

Esse primeiro momento pode ser diferente para cada mãe e cada bebê. Por isso, ter apoio e orientação desde o início pode fazer toda a diferença.

O que é o colostro e por que ele é suficiente?

O colostro é o primeiro leite produzido nos primeiros dias após o nascimento. Ele costuma ser mais espesso e amarelado e é produzido em pequenas quantidades — exatamente como o organismo espera para essa fase.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), no primeiro dia de vida, o volume por mamada pode variar de 2 a 20 ml, o que é compatível com a capacidade do estômago de um recém-nascido a termo, de cerca de 20 ml.

Por isso, a impressão de que há “pouco leite” nos primeiros dias nem sempre significa que o bebê esteja mamando pouco. O Ministério da Saúde orienta que, para recém-nascidos saudáveis, o colostro é suficiente para atender às necessidades de nutrição e hidratação nos primeiros dois a três dias de vida.

Mais do que medir a quantidade de leite, é importante observar o bebê, a frequência das mamadas e outros sinais de que a amamentação está acontecendo adequadamente. Em caso de dúvidas ou dificuldades, contar com a orientação de um profissional de saúde pode ajudar a tornar esse início mais tranquilo.

Quando acontece a descida do leite?

A descida do leite, também chamada de apojadura, costuma acontecer entre o 3º e o 5º dia após o parto, podendo ocorrer um pouco antes ou depois. Após uma cesariana, ela pode demorar mais. Quando o leite desce, é comum sentir as mamas cheias, pesadas e desconfortáveis.

Se a mama estiver muito cheia e endurecida, retirar um pouco de leite antes da mamada pode facilitar a pega.

Quantas vezes o bebê costuma mamar?

A orientação é amamentar em livre demanda, sem horários fixos. O bebê mama muitas vezes, de dia e de noite. A SBP descreve que, no alojamento conjunto, o peito costuma ser oferecido de 8 a 12 vezes por dia.

Vale observar os sinais de fome antes do choro e deixar o bebê esvaziar bem uma mama antes de oferecer a outra. Quanto mais o bebê mama, mais leite tende a ser produzido.

Como saber se a pega está correta?

A pega correta na amamentação influencia o conforto da mãe e a eficiência da mamada. Alguns sinais indicam que o bebê está bem posicionado:

  • Boca bem aberta;
  • Lábios virados para fora;
  • Queixo encostado na mama e nariz livre;
  • Mais aréola visível acima da boca do bebê do que abaixo.

Apoiar a mama com a mão em formato de “C”, e não em tesoura, pode facilitar o encaixe.

É normal sentir dor ao amamentar?

No início da amamentação, é comum haver alguma sensibilidade nos mamilos enquanto mãe e bebê se adaptam. No entanto, dor persistente ao amamentar ou fissuras nos mamilos não são esperadas. Na maioria dos casos, esses sinais estão relacionados à necessidade de ajustar a pega do bebê, mas também podem ter outras causas e merecem avaliação.

Quando a mamada doer, uma alternativa é colocar um dedo no canto da boca do bebê para interromper a sucção, retirá-lo do peito e reposicioná-lo. Se o peito dolorido continuar mesmo após o ajuste, a avaliação de um profissional de saúde pode ajudar a identificar a causa, inclusive a língua presa (anquiloglossia).

Como saber se o bebê está mamando o suficiente?

A perda de peso nos primeiros dias é esperada. A SBP descreve que quase todos os recém-nascidos perdem peso logo após o nascimento e que uma perda de até cerca de 10% pode ser normal quando não há outros sinais de alerta. Perdas maiores, ou uma perda que continua depois do quinto dia, precisam ser avaliadas com cuidado pelo pediatra, que é quem acompanha o peso do bebê.

Em casa, acompanhar as fraldas é uma forma prática de observação, pelo menos até a descida do leite. Fraldas molhadas e sujas com frequência costumam indicar que o bebê está recebendo leite.

Quando buscar ajuda na amamentação?

Alguns sinais indicam que vale procurar orientação profissional:

  • Dor que continua mesmo após corrigir a pega;
  • Fissura no mamilo;
  • Mama muito cheia e endurecida que impede o bebê de pegar o peito;
  • Quando o bebê que não pega o peito, não mama, está muito sonolento ou tem sucção fraca;
  • Poucas fraldas molhadas ou sujas, ou fezes ainda escuras por volta do 5º dia;
  • Pele ou olhos do bebê com aparência amarelada;
  • Descida do leite que ainda não aconteceu por volta do 5º dia, principalmente se o bebê mostrar sinais de que não está mamando o suficiente.

A SBP recomenda que a primeira consulta com o pediatra aconteça por volta de 72 horas e, no máximo, até 7 dias após a alta. Nela, é possível observar uma mamada e avaliar a pega. Se houver necessidade de complementar a alimentação do bebê, a equipe de saúde orienta a forma mais adequada para cada caso, sem que isso signifique falha da mãe.

A excelência da nossa equipe de especialistas ao seu alcance.

Marcação de consultas e exames médicos em hospitais e clínicas da Rede D'Or em 9 estados do Brasil.Gestante sendo atendida por uma médica

Apoio nos primeiros dias faz diferença

Os primeiros dias de amamentação são um período de adaptação para a mãe e para o bebê. Dificuldades podem acontecer e, muitas vezes, contar com orientação adequada e pequenos ajustes pode tornar esse momento mais tranquilo e confortável para os dois.

Observar os sinais do bebê e buscar ajuda sempre que surgirem dúvidas ou dificuldades pode fazer toda a diferença. Você não precisa passar por esse período sozinha.

Nas maternidades da Rede D’Or, o Grupo de Apoio à Amamentação oferece orientação e acolhimento para ajudar nesse início, com informações sobre pega, produção de leite e outras questões que podem surgir durante a amamentação.

Encontre um especialista

©2026 REDE D’OR | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS