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Bebê roncando: quando é normal e quando merece atenção

Ronco em bebês e crianças nem sempre é normal. Entenda as principais causas, quando esse sintoma merece atenção e como identificar sinais que podem indicar dificuldade para respirar durante o sono.

Seu bebê começou a roncar e você ficou preocupado? Essa é uma preocupação comum entre pais e responsáveis. Embora o ronco nem sempre seja sinal de um problema de saúde, ele também não deve ser encarado como algo normal em todas as situações.

Em bebês e crianças, o sintoma pode estar relacionado a desde um nariz entupido por uma gripe até condições que dificultam a respiração durante o sono. A diferença está na frequência com que o ronco acontece e nos sinais que aparecem com ele.

Neste conteúdo, você vai entender por que os bebês roncam, quando isso costuma ser esperado e em quais situações vale procurar um especialista.

Quando o ronco merece atenção?

Um episódio isolado de ronco, especialmente durante uma gripe, dificilmente representa motivo de preocupação. Já quando o sintoma passa a fazer parte da rotina da criança, vale observar se ele vem acompanhado de outros sinais.

Dormir de boca aberta, respirar mais pela boca do que pelo nariz, apresentar um sono agitado, fazer pausas na respiração ou parecer fazer esforço para respirar enquanto dorme são situações que merecem uma avaliação médica.

Os sinais nem sempre aparecem apenas durante a noite. Algumas crianças acordam cansadas, ficam mais irritadas ao longo do dia, demonstram sonolência excessiva ou apresentam dificuldade para manter a atenção nas atividades. Embora esses sintomas possam ter diferentes causas, eles também podem indicar que o sono não está sendo reparador.

Respirar pela boca pode fazer mal?

É normal que uma criança respire pela boca durante alguns dias quando está gripada ou com o nariz completamente entupido. O que merece atenção é quando esse padrão continua mesmo depois da recuperação.

Isso porque o nariz desempenha funções importantes para a respiração. Além de conduzir o ar até os pulmões, ele filtra impurezas e aquece e umidifica o ar inspirado, protegendo as vias respiratórias.

Quando a respiração pela boca se torna constante, essa proteção é reduzida. Com o passar do tempo, esse hábito também pode prejudicar a qualidade do sono e, em alguns casos, interferir no desenvolvimento da face, no posicionamento da língua e no alinhamento dos dentes.

Como descobrir a causa do ronco?

A investigação começa no consultório, com a avaliação do pediatra. Durante a consulta, o médico analisa os sintomas e o histórico da criança e realiza o exame físico para identificar possíveis causas do ronco.

Dependendo da suspeita, pode ser necessário o encaminhamento para um otorrinolaringologista, especialista responsável por avaliar alterações no nariz, na garganta, nas amígdalas e na adenoide que possam estar dificultando a passagem do ar.

Quando necessário, exames complementares ajudam a confirmar o diagnóstico e definir a melhor conduta para cada caso.

O ronco tem tratamento?

Sim. O tratamento depende da causa identificada. Quando o ronco está relacionado a uma gripe, um resfriado ou uma crise de rinite, a tendência é que ele desapareça conforme o problema é tratado e a respiração volte ao normal.

Já nos casos em que a adenoide ou as amígdalas aumentadas comprometem a passagem do ar e prejudicam a qualidade do sono, outras formas de tratamento podem ser indicadas. Em algumas crianças, a cirurgia é uma opção, mas essa decisão sempre considera fatores como idade, intensidade dos sintomas e resultados da avaliação médica.

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Dormir bem faz parte do desenvolvimento infantil

Uma boa noite de sono vai muito além do descanso. É durante o sono que o organismo libera hormônios importantes para o crescimento, consolida aprendizados e recupera as energias para o dia seguinte.

Por isso, o ronco frequente não deve ser visto apenas como um incômodo. Quando ele persiste, pode ser um sinal de que a criança não está respirando adequadamente enquanto dorme, o que pode comprometer a qualidade do sono e impactar seu bem-estar.

A boa notícia é que, na maioria dos casos, identificar a causa permite iniciar o tratamento mais adequado. Com isso, a criança tende a dormir melhor, respirar com mais conforto e ter ganhos que se refletem no crescimento, na disposição, na aprendizagem e na qualidade de vida.

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