O exame de toque na gravidez pode despertar dúvidas, receios e até um certo nervosismo, especialmente no terceiro trimestre. Isso é completamente normal. Saber para que ele serve, como é realizado e em quais situações é realmente necessário ajuda a trazer mais segurança, confiança e tranquilidade para esse momento tão importante da gestação.
O que é o exame de toque na gravidez?
O exame de toque é um procedimento realizado pelo obstetra para avaliar o colo do útero e, em fases mais avançadas da gestação, acompanhar sinais relacionados ao trabalho de parto. Ele consiste na introdução de dois dedos no canal vaginal para analisar características como abertura, espessura, posição e consistência do colo uterino.
Para que serve o exame de toque?
O principal objetivo do exame de toque é avaliar a evolução da gestação e identificar possíveis alterações no colo do útero. No terceiro trimestre, especialmente a partir da 34ª semana, ele pode ajudar a:
- Verificar se há sinais de risco de parto prematuro;
- Avaliar a dilatação e o afinamento do colo do útero;
- Observar a descida e a posição da cabeça do bebê;
- Identificar sinais de rompimento da bolsa durante o trabalho de parto.
Apesar disso, é importante saber que a realização do exame não é consenso entre todos os especialistas. Em muitos casos, essas informações podem ser avaliadas por outros métodos, como a ultrassonografia.
A partir de quantas semanas o exame de toque é feito?
O exame de toque não faz parte de uma rotina obrigatória durante toda a gestação. Ele costuma ser considerado principalmente no terceiro trimestre, a partir da 34ª semana, ou quando há sintomas ou suspeitas clínicas que justifiquem a avaliação.
Ao longo do trabalho de parto, o exame pode ser utilizado para acompanhar a progressão da dilatação.
O exame de toque dói?
O exame de toque é realizado no consultório médico, com a gestante deitada de barriga para cima, joelhos flexionados e pernas levemente afastadas. O obstetra utiliza luvas esterilizadas e introduz, com cuidado, dois dedos no canal vaginal para avaliar o colo do útero.
É um procedimento rápido que não exige anestesia. Quanto à dor, a experiência pode variar para cada gestante. Algumas sentem um leve desconforto ou uma sensação de pressão, enquanto outras podem perceber um incômodo um pouco maior. Dor intensa não é esperada, e se isso acontecer, é importante avisar o médico imediatamente para que o exame seja interrompido ou ajustado.
Após o exame, a gestante pode retomar normalmente suas atividades. É comum sentir um leve desconforto vaginal por alguns minutos, semelhante à sensação após uma relação sexual com penetração mais profunda. Esse incômodo costuma ser passageiro e desaparecer rapidamente.
É normal sangrar depois do exame de toque?
Sim, pode ocorrer um pequeno sangramento após o exame, especialmente porque o colo do útero fica mais sensível no final da gestação. Esse sangramento leve tende a ser passageiro e não representar risco.
No entanto, se houver sangramento intenso ou persistente, a orientação é procurar o obstetra ou um serviço de emergência.
Existem riscos no exame de toque? Ele pode romper a bolsa?
Quando bem indicado e realizado por um profissional capacitado, o exame de toque é considerado seguro. Em geral, não rompe a bolsa. O que pode acontecer é o rompimento coincidir com o exame quando as membranas já estão muito frágeis ou prestes a se romper.
Por isso, o procedimento deve ser feito apenas quando há indicação clínica, sendo contraindicado em casos como sangramento vaginal intenso sem causa esclarecida.
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O exame de toque é obrigatório? Posso recusar?
Embora ele seja útil em situações específicas, especialmente no final da gestação ou durante o trabalho de parto, não deve ser feito de forma rotineira ou sem indicação clara. Cada gestação é única, assim como as necessidades de cada mulher.
A gestante tem o direito de recusar sua realização, porém, o mais importante é o diálogo: o médico deve explicar a indicação do exame, seus benefícios e alternativas. Converse com seu obstetra, tire suas dúvidas e participe das decisões sobre o seu cuidado. Informação e acolhimento fazem toda a diferença para tornar esse momento mais tranquilo e positivo para você e o seu bebê.


