A chegada de um bebê é um momento único, repleto de expectativas e emoções. Quando o trabalho de parto demora a começar naturalmente, o médico pode indicar a indução do parto, um procedimento seguro que ajuda o corpo a se preparar para esse grande encontro.
A indução é realizada para estimular as contrações uterinas ou amadurecer o colo do útero, especialmente em situações em que a saúde da mãe ou do bebê requer atenção especial, como nos casos de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia ou restrição de crescimento fetal.
A seguir, vamos explicar como a indução é feita, quais cuidados são necessários e quais são os possíveis riscos ou complicações deste procedimento.
Como funciona a indução do parto?
A indução do parto normalmente é realizada a partir das 37 semanas de gestação, quando o bebê já está pronto para nascer. Ela é indicada pelo obstetra em situações em que o trabalho de parto não começa naturalmente ou quando há condições que exigem atenção especial à saúde da mãe ou do bebê.
No hospital, o procedimento é conduzido por um obstetra, que avalia o amadurecimento do colo do útero e a fase do trabalho de parto para escolher a técnica mais adequada.
Entre os métodos mais utilizados estão:
- Ocitocina: aplicada diretamente na veia, estimula as contrações uterinas e costuma ser mais eficaz quando o trabalho de parto já se iniciou.
- Ruptura da bolsa amniótica: procedimento realizado quando o colo do útero está parcialmente dilatado.
- Cateter com balão: inserido no colo do útero e preenchido com solução salina, ajuda no amadurecimento cervical.
- Prostaglandinas sintéticas: aplicadas na vagina, têm a função de amaciar e preparar o colo do útero. Esse método, porém, não é indicado para mulheres que já passaram por cirurgia uterina.
- Descolamento de membranas: técnica feita durante o toque vaginal, indicada quando o colo está minimamente dilatado.
Todas essas formas de indução devem ser realizadas em ambiente hospitalar, com acompanhamento constante da equipe médica, garantindo segurança e bem-estar para a mãe e o bebê.
Além dos métodos médicos, também existem formas de indução natural, que podem ajudar o corpo a iniciar o trabalho de parto de maneira mais suave. Entre elas estão exercícios leves, estimulação dos mamilos, relações sexuais e acupuntura, mas sempre com orientação do obstetra.
Quanto tempo demora a indução?
O tempo para o parto começar após a indução depende de fatores como o amadurecimento do colo do útero, a técnica escolhida e a resposta do corpo da mulher. O parto induzido tende a ser mais doloroso que o espontâneo, principalmente quando se utiliza ocitocina sintética, mas a dor pode ser controlada com anestesia epidural ou técnicas de respiração e posições verticais.
Quando a indução do parto é indicada?
A indução é recomendada em situações como:
- Gravidez com mais de 41 semanas sem início das contrações;
- Ruptura da bolsa sem contrações em 24 horas;
- Infecção no útero (corioamnionite);
- Pré-eclâmpsia, hipertensão ou problemas de saúde materna;
- Restrição de crescimento fetal ou diminuição do líquido amniótico.
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E quando a indução não é indicada?
A indução do parto não é recomendada em situações como sofrimento fetal, gestação múltipla, bebê em posição incorreta, herpes genital ativa e placenta prévia.
Por isso, é fundamental conversar abertamente com o médico sobre os riscos e os benefícios antes de tomar qualquer decisão. Em alguns casos, ele pode recomendar uma cesariana como alternativa mais segura.
Cada gestação é única, e o mais importante é garantir que o parto aconteça no momento certo e da forma mais segura possível, com tranquilidade, acolhimento e confiança na equipe que está ao seu lado.


