Obesidade e arritmias: entenda os riscos
O excesso de peso aumenta o risco de arritmias cardíacas e pode dificultar o tratamento. Entenda a relação e saiba como se proteger.
Publicado em:
A obesidade é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e vem crescendo de forma alarmante no mundo todo. Além de impactar o peso corporal, o excesso de gordura também afeta diretamente o funcionamento do coração.
Um estudo publicado no MJ Medicine mostrou que pessoas com obesidade apresentam maior risco de desenvolver arritmias cardíacas, tanto atriais quanto ventriculares, além de maior risco de morte súbita.
Por ser uma doença multifatorial, a obesidade costuma coexistir com condições como hipertensão, diabetes e apneia do sono, que, isoladamente, já aumentam o risco de alterações no ritmo do coração.
Entre as complicações associadas ao excesso de peso, as arritmias cardíacas merecem atenção especial, já que podem comprometer seriamente a saúde do coração e a qualidade de vida. Continue lendo e conheça o que você precisa saber sobre obesidade e arritmias.
O que são arritmias cardíacas?
As arritmias são alterações no ritmo do coração, que pode bater mais rápido (taquicardia), mais lento (bradicardia) ou de forma irregular. Elas podem ser benignas, mas também podem aumentar o risco de complicações graves, como insuficiência cardíaca, AVC e morte súbita.
Entre as arritmias mais comuns estão:
- Fibrilação atrial;
- Extrassístoles;
- Taquicardias supraventriculares;
- Taquicardias ventriculares.
Como a obesidade afeta o ritmo do coração?
A obesidade provoca uma série de alterações no organismo que favorecem o surgimento de arritmias. O excesso de gordura corporal não afeta apenas o peso, mas também o funcionamento do coração e do sistema cardiovascular como um todo.
Entre os principais mecanismos envolvidos estão sobrecarga cardíaca, inflamação crônica, depósito de gordura no coração, alterações hormonais e metabólicas e apneia do sono.
“Quanto maior o peso corporal, maior o esforço que o coração precisa fazer para bombear o sangue. Isso pode levar ao aumento do tamanho do coração, principalmente dos átrios, e alterar os ‘sinais elétricos’ que controlam os batimentos. Com isso, o ritmo cardíaco pode ficar desorganizado”, explica a cardiologista especializada em arritmias cardíacas Dra. Sabrina Pedrosa.
Qual a relação entre obesidade e arritmias cardíacas?
A obesidade faz o coração trabalhar mais do que o normal, com o tempo, o coração é submetido a um esforço maior do que o habitual, o que pode alterar a estrutura e o seu funcionamento, favorecendo batimentos irregulares.
“Além disso, o excesso de gordura provoca inflamação no organismo e está ligado a doenças como pressão alta, diabetes e apneia do sono, que aumentam o risco de arritmias”, reforça a cardiologista, que atua no diagnóstico e tratamento das arritmias cardíacas de forma clínica e invasiva.
A fibrilação atrial, além de ser sustentada como a arritmia mais comum no mundo, tem forte associação com a obesidade. Estudo publicado no Jornal of the American Heart Association mostra que o risco de desenvolver fibrilação atrial aumenta progressivamente conforme o índice de massa corporal (IMC).
“A principal arritmia associada à obesidade é a fibrilação atrial, um ritmo irregular que pode causar palpitações, cansaço e aumentar o risco de derrame. Também podem ocorrer batimentos extras, coração acelerado e, em casos mais graves, arritmias perigosas, especialmente quando há outras doenças do coração”, descreve Dra. Sabrina Pedrosa.
Sintomas de alerta de arritmias em pessoas com obesidade
A obesidade faz o coração trabalhar mais do que o normal, com o tempo, o coração é submetido a um esforço maior do que o habitual, o que pode alterar a estrutura e o seu funcionamento, favorecendo batimentos irregulares.
“Além disso, o excesso de gordura provoca inflamação no organismo e está ligado a doenças como pressão alta, diabetes e apneia do sono, que aumentam o risco de arritmias”, reforça a cardiologista, que atua no diagnóstico e tratamento das arritmias cardíacas de forma clínica e invasiva.
A fibrilação atrial, além de ser sustentada como a arritmia mais comum no mundo, tem forte associação com a obesidade. Estudo publicado no Jornal of the American Heart Association mostra que o risco de desenvolver fibrilação atrial aumenta progressivamente conforme o índice de massa corporal (IMC).
“A principal arritmia associada à obesidade é a fibrilação atrial, um ritmo irregular que pode causar palpitações, cansaço e aumentar o risco de derrame. Também podem ocorrer batimentos extras, coração acelerado e, em casos mais graves, arritmias perigosas, especialmente quando há outras doenças do coração”, descreve Dra. Sabrina Pedrosa.
Diagnóstico de arritmias em pessoas com obesidade
A avaliação médica é indicada sempre que houver sintomas sugestivos de arritmia. Mesmo na ausência de sintomas, pessoas com obesidade e outros fatores de risco cardiovascular podem se beneficiar de uma investigação preventiva. Os exames mais usados são:
- Eletrocardiograma, que registra os batimentos do coração;
- Holter, que monitora o coração por 24 horas ou mais;
- Ecocardiograma, que avalia a estrutura e o funcionamento do coração.
“Em alguns casos, exames como teste ergométrico e até mesmo o estudo eletrofisiológico são solicitados, além de exames do sono para investigar apneia”, complementa Dra. Sabrina.
Tratamento de arritmia em pessoa obesa
A cardiologista frisa que o tratamento de arritmias em pessoas com obesidade é individualizado, mas pode incluir:
- Mudanças no estilo de vida;
- Medicamentos para controlar os batimentos;
- Uso de anticoagulantes, quando há risco de derrame;
- Procedimentos como ablação, que corrigem o ritmo do coração em casos selecionados.
“O mais importante é tratar a arritmia e suas causas ao mesmo tempo, para proteger o coração em longo prazo”, destaca.
LEIA TAMBÉM: Fibrilação atrial: devo fazer ablação?
Perder peso pode melhorar ou até reverter arritmias. “Estudos mostram que a perda de peso melhora os sintomas e reduz a frequência das arritmias, especialmente da fibrilação atrial. Em alguns casos, o coração volta a bater de forma mais regular apenas com mudanças no estilo de vida, sem necessidade de procedimentos mais invasivos”, ressalta.
Mudanças no estilo de vida também fazem parte do tratamento. A médica aponta que tratar a arritmia não é só usar remédios. “Perder peso, praticar atividade física, dormir bem, controlar a pressão e o açúcar no sangue são medidas fundamentais e fazem parte do tratamento recomendado pelas diretrizes cardiológicas”, conclui.
VEJA MAIS: Alimentação, sono e exercícios também protegem o seu coração
A relação entre obesidade e arritmias é clara e bem estabelecida pela ciência. O excesso de peso não apenas aumenta o risco de alterações no ritmo do coração, como também dificulta o tratamento dessas condições.
Por isso, identificar precocemente os sinais, buscar acompanhamento cardiológico e adotar hábitos mais saudáveis são passos essenciais para proteger o coração e reduzir complicações futuras.
Se você convive com obesidade e apresenta sintomas cardíacos, agende uma consulta com um cardiologista D’Or. Cuidar do peso é também cuidar do ritmo do seu coração.