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Saúde do homem: após os 40 anos, é hora de parar de fugir das consultas médicas e agendar o seu check-up

A demora em buscar cuidados médicos é um dos motivos que faz os homens viverem, em média, menos anos que as mulheres. Conhecer os principais riscos de saúde depois dos 40 anos e dar importância ao check-up pode mudar essa realidade
Por: Rede D'Or
ALT: imagem mostra médica de jaleco branco, segurando estetoscopio e medindo a pressão de um homem de meia-idade de óculos e camiseta vermelha.
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Um dos padrões mais bem documentados na saúde masculina é o fato de que, em geral, homens só procuram atendimento médico quando os sintomas já estão incômodos ou insuportáveis. E ficar evitando o médico tem um custo real. Esse comportamento atrasa diagnósticos que poderiam ser feitos ainda em fase inicial, quando o tratamento costuma ser mais simples e eficaz.

É na chamada meia-idade, a partir dos 40 anos, que os riscos à saúde começam a aumentar de forma mais expressiva, incluindo condições como o diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e doenças urológicas como a hiperplasia prostática benigna. Por isso a importância do check-up de rotina nessa fase, permitindo identificar alterações antes que se tornem sintomáticas, aumentando as chances de sucesso do tratamento.

  • De acordo com o Ministério da Saúde, o risco de homens morrerem por doenças crônicas não transmissíveis, principalmente doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas, é de 40% a 50% maior em relação às mulheres, e os homens ainda vivem, em média, 7,1 anos a menos.
  • O risco aumentado de morte por doenças cardiovasculares entre os homens é agravado por fatores como uso prejudicial de álcool, dieta e estilo de vida pouco saudáveis, somados à pressão alta e alto índice de massa corporal, o que reforça a importância do acompanhamento médico regular a partir dos 40 anos.
  • Outra doença que tem risco aumentado em homens acima de 40 anos é o câncer de próstata, que quando diagnosticado em estágio inicial, tem uma taxa de cura que pode chegar a 98%, o que reforça a importância da consulta urológica anual a partir da meia-idade.
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Por que os 40 anos de idade são um marco na saúde masculina?

A partir dos 40 anos, o corpo masculino passa por mudanças que aumentam a predisposição a uma série de condições de saúde. A queda gradual dos níveis de testosterona, processo natural do envelhecimento, pode influenciar desde a disposição física até a saúde urológica.

É uma fase em que a próstata tende a aumentar de tamanho, processo conhecido como hiperplasia prostática benigna que pode causar sintomas urinários significativos e exige acompanhamento urológico regular. E a partir dessa idade também recomenda-se iniciar a discussão sobre rastreamento do câncer de próstata com o médico, mesmo na ausência de sintomas.

Além disso, fatores acumulados ao longo da vida, como sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo e histórico familiar, começam a se manifestar de forma mais concreta nessa faixa etária. Some-se a isso o fato de que doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão costumam se desenvolver de forma silenciosa, sem sintomas claros nas fases iniciais.

É justamente essa combinação, mudanças hormonais, acúmulo de fatores de risco e doenças que não avisam, que torna o check-up de rotina depois dos 40 anos uma medida de prevenção real, e não apenas uma recomendação genérica.

Quais os principais riscos de saúde para homens após os 40 anos?

Entre as condições que merecem atenção redobrada nessa faixa etária, as doenças cardiovasculares ocupam posição central. Hipertensão, colesterol elevado e o próprio processo de aterosclerose, o acúmulo de gordura nas artérias, costumam começar a se desenvolver silenciosamente muito antes de gerar sintomas como dor no peito ou falta de ar. Homens têm, proporcionalmente, maior risco de eventos cardiovasculares agudos como infarto em comparação às mulheres na mesma faixa etária.

A saúde da próstata é outro pilar fundamental. Além da hiperplasia prostática benigna, que é extremamente comum a partir dos 40 e 50 anos, o câncer de próstata é o tipo de tumor mais frequente entre homens no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. Assim como muitas condições prostáticas, ele costuma ser silencioso nas fases iniciais, o que torna o rastreamento regular ainda mais importante.

O diabetes tipo 2 também ganha relevância nessa fase da vida, muitas vezes associado a sobrepeso, sedentarismo e histórico familiar. Sem controle adequado, pode levar a complicações que afetam rins, olhos, nervos e o próprio sistema cardiovascular. O câncer colorretal é outra condição cujo risco aumenta com a idade, reforçando a importância de exames de rastreamento como a colonoscopia, ou até antes, conforme fatores de risco individuais.

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Quais exames fazem parte do check-up de homens a partir dos 40 anos?

O check-up de rotina depois dos 40 anos costuma reunir uma combinação de avaliação clínica, exames de sangue e exames de imagem, com o objetivo de rastrear as condições mais prevalentes nessa faixa etária.

A consulta com o cardiologista é um dos pilares dessa avaliação, incluindo a medida da pressão arterial, exames laboratoriais para avaliar colesterol, triglicérides e glicemia, além de eletrocardiograma e, quando indicado, teste ergométrico ou outros exames cardiológicos, como o ecocardiograma, a angiotomografia e a cintilografia.

Na avaliação urológica, o PSA (antígeno prostático específico) é o exame de sangue mais utilizado no rastreamento de alterações prostáticas, geralmente combinado ao exame físico realizado pelo urologista. A decisão sobre quando iniciar esse rastreamento deve ser individualizada e discutida com o médico, considerando histórico familiar e outros fatores de risco pessoais. Em alguns casos, o exame de testosterona também pode ser solicitado para investigar sintomas como fadiga persistente, queda de libido ou alterações de humor.

Completam o check-up exames gerais de sangue, como hemograma e função renal e hepática, avaliação de diabetes por meio da glicemia, e, dependendo da idade e do histórico familiar, a colonoscopia para rastreamento de câncer colorretal. A frequência ideal de cada exame deve ser definida em conjunto com o médico, mas a recomendação geral para pessoas saudáveis e sem sintomas é de avaliação anual.

Por que os homens demoram mais para buscar ajuda médica?

Diversos fatores culturais e sociais contribuem para que os homens procurem menos os serviços de saúde de forma preventiva em comparação às mulheres.

Segundo dados do Ministério da Saúde, uma parcela significativa dos homens brasileiros entre 20 e 59 anos não está sequer cadastrada nos serviços de Atenção Primária à Saúde, o que reduz o acesso a ações preventivas.

Esse comportamento tem consequências diretas. Muitas condições que afetam a saúde masculina, como hipertensão, alterações prostáticas e diabetes, evoluem de forma silenciosa, sem sintomas evidentes nas fases iniciais. Quando os sinais finalmente aparecem, seja dor no peito, dificuldade urinária persistente ou fadiga extrema, a doença já pode estar em um estágio mais avançado, tornando o tratamento mais complexo.

Reverter esse padrão exige uma mudança de mentalidade: o check-up de rotina não deve ser visto como algo a se fazer apenas diante de um sintoma preocupante, mas como parte do cuidado contínuo com a própria saúde, da mesma forma que a manutenção preventiva é feita em outras áreas da vida. Buscar o cardiologista ou o urologista antes que algo doa é, muitas vezes, a diferença entre um tratamento simples e uma condição grave.

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Como funciona o acompanhamento cardiológico depois dos 40?

O check-up cardiológico ganha importância especial a partir dos 40 anos, principalmente para quem pretende iniciar ou intensificar a prática de atividade física depois de um período sedentário. Essa avaliação é capaz de identificar doenças cardíacas que o paciente ainda desconhece, permitindo ajustar a intensidade dos exercícios com segurança.

A avaliação cardiológica de rotina costuma incluir histórico clínico detalhado, exame físico com aferição da pressão arterial, exames de sangue para avaliar colesterol, triglicérides e glicemia, e eletrocardiograma. Dependendo do perfil de risco de cada paciente, o cardiologista pode solicitar exames complementares, como ecocardiograma ou teste ergométrico, para uma avaliação mais completa da saúde do coração.

A frequência dessas avaliações deve ser individualizada, mas especialistas recomendam, de forma geral, consulta cardiológica anual para pessoas assintomáticas a partir dos 40 anos, principalmente quando há fatores de risco como hipertensão, diabetes, sobrepeso, tabagismo ou histórico familiar de doenças cardíacas.

O que os homens devem fazer para cuidar bem da saúde após os 40 anos?

O primeiro passo é simples, mas decisivo: agendar uma consulta de rotina com um clínico geral, mesmo sem sintomas. A partir dela, o médico pode indicar quais exames são prioritários considerando idade, histórico familiar e hábitos de vida.

Também não é necessário esperar por um sinal de alerta para procurar o cardiologista ou o urologista: a prevenção funciona melhor exatamente quando feita antes que os sintomas apareçam.

Ao lado dos exames, mudanças no estilo de vida têm impacto real na redução dos riscos. Manter atividade física regular, adotar uma alimentação equilibrada, moderar o consumo de álcool, não fumar e controlar o peso corporal são medidas que, combinadas ao acompanhamento médico, reduzem significativamente as chances de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes e outras condições associadas ao envelhecimento.

Cuidar da saúde depois dos 40 anos não é sobre esperar o corpo dar sinais de que algo está errado. É sobre antecipar, investigar e agir antes que pequenas alterações se tornem grandes problemas. O check-up de rotina é, hoje, uma das ferramentas mais simples e eficazes para que os homens vivam mais e melhor.

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