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Cisto no ovário: é grave ou pode ser câncer?

O cisto no ovário quase sempre é benigno, mas alguns achados pedem avaliação. Entenda os tipos, os sintomas e quando existe relação com câncer.

O cisto no ovário é uma bolsa ou cavidade com líquido ou outro conteúdo que se forma no ovário ou em estruturas próximas a ele. É um achado muito comum em exames de imagem, como a ultrassonografia pélvica e transvaginal, e na maioria das vezes é benigno, ou seja, não é câncer.

Boa parte dos cistos surge naturalmente durante o ciclo menstrual e desaparece sozinha em algumas semanas ou meses. No entanto, existem diferentes tipos de cistos, e algumas características identificadas nos exames de imagem podem indicar a necessidade de uma investigação mais detalhada.

Neste texto, você vai conhecer os tipos mais comuns de cistos, os sintomas que podem surgir, os fatores que influenciam a conduta médica e em quais situações eles podem estar associados ao câncer.

Quais são os tipos de cisto no ovário?

O laudo do ultrassom costuma descrever o cisto considerando sua aparência, como simples ou complexo, e pode também sugerir qual é o tipo mais provável. Entender essas classificações ajuda a compreender por que, em alguns casos, o médico recomenda apenas acompanhamento e, em outros, solicita exames complementares.

1. Cisto simples

É um dos tipos mais comuns. Aparece no exame como uma estrutura arredondada ou ovalada, de paredes finas e conteúdo líquido, sem partes sólidas no interior. Muitos cistos simples são funcionais, isto é, estão relacionados ao funcionamento normal dos ovários durante o ciclo menstrual. Nesse caso, podem surgir a partir de um folículo que continua crescendo ou da estrutura que se forma depois da ovulação e acumula líquido. Cistos funcionais costumam desaparecer espontaneamente.

2. Cisto hemorrágico

O cisto hemorrágico acontece quando há sangramento dentro de um cisto funcional. Com isso, o conteúdo deixa de ter o aspecto de líquido simples e pode apresentar características específicas na ultrassonografia. É um achado geralmente benigno e, em muitos casos, se resolve espontaneamente ao longo de alguns ciclos menstruais, embora possa causar dor de início súbito de um lado da barriga.

3. Endometrioma

É o cisto associado à endometriose, uma condição em que um tecido semelhante ao endométrio, o revestimento interno do útero, cresce fora do útero e pode atingir os ovários. O endometrioma pode estar associado a cólicas menstruais intensas, dor pélvica e dor durante a relação sexual, embora algumas pessoas não apresentem sintomas.

4. Cisto dermoide

Neste tipo, o cisto contém diferentes tecidos, como gordura, pelos e, em alguns casos, estruturas semelhantes a dentes ou ossos. Isso acontece porque ele se origina de células capazes de dar origem a diferentes tipos de tecido. Apesar do conteúdo variado, o cisto dermoide é geralmente benigno. A cirurgia pode ser considerada quando ele cresce, provoca sintomas ou apresenta características que justificam a retirada.

5. Cistoadenoma

É um tumor geralmente benigno que se desenvolve a partir de células da superfície do ovário. Pode conter líquido claro ou mais espesso e atingir tamanhos consideráveis. Embora geralmente seja benigno, pode precisar de acompanhamento ou retirada cirúrgica dependendo do tamanho, dos sintomas e das características observadas nos exames.

6. Cisto complexo

Não se trata de um tipo específico de cisto, mas de uma forma de descrever sua aparência no exame. O termo “complexo” indica que, além de líquido simples, a lesão apresenta outros elementos, como septos (divisões internas), áreas sólidas ou vascularização.

Isso não significa que o cisto seja cancerígeno. Muitos achados complexos correspondem, por exemplo, a endometriomas ou cistos hemorrágicos. No entanto, determinadas características complexas podem aumentar a suspeita de malignidade ou dificultar a definição do diagnóstico apenas pela ultrassonografia, indicando a necessidade de uma avaliação mais detalhada.

Leia também: Ovário policístico pode virar câncer?

Quais sintomas o cisto no ovário pode causar?

A maior parte dos cistos não provoca nenhum sintoma e é descoberta por acaso, durante um exame ginecológico ou de imagem realizado por outro motivo. Quando surgem manifestações relacionadas ao cisto, as mais relatadas são:

  • Dor ou sensação de peso em um dos lados da parte baixa da barriga;
  • Sensação de inchaço ou aumento do volume abdominal;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Alteração no ciclo menstrual, com atraso ou sangramento fora de hora;
  • Vontade de urinar com mais frequência, quando o cisto pressiona a bexiga;
  • Alterações nos hábitos intestinais, quando ele exerce pressão sobre o intestino.

A dor associada ao cisto pode ser localizada de um lado e, em alguns casos, variar de acordo com o ciclo menstrual. Sintomas leves e que aparecem e desaparecem são comuns e não indicam gravidade por si só.

O que merece maior atenção é a dor que não passa, piora progressivamente ou aparece acompanhada de outros sintomas, como aumento persistente do volume abdominal, perda de peso sem explicação ou alterações urinárias e intestinais persistentes.

Cisto no ovário é grave?

Na maioria das vezes, não. O cisto ovariano é um achado muito frequente e, em grande parte dos casos, é benigno e pode desaparecer espontaneamente. O que define a conduta não é apenas a palavra “cisto” no laudo, mas o conjunto de informações, incluindo a aparência da lesão na imagem, o tamanho, a idade da pessoa, se ela já passou pela menopausa, os sintomas e a evolução ao longo do tempo.

Por isso, um mesmo achado pode levar a condutas diferentes dependendo do tamanho do cisto e da fase da vida da paciente. Em mulheres na pré-menopausa, cistos simples e pequenos geralmente têm baixo risco de malignidade e costumam desaparecer espontaneamente. Como regra geral, cistos simples com menos de 5 cm podem ser acompanhados sem intervenção quando não há sintomas ou outras características preocupantes, enquanto cistos entre 5 e 7 cm costumam ser acompanhados por exames de imagem.

Já um cisto que apresenta áreas sólidas, vascularização suspeita ou outras características preocupantes, especialmente após a menopausa, normalmente leva a uma avaliação mais detalhada e pode exigir encaminhamento para um especialista.

A partir de que tamanho o cisto no ovário preocupa?

O tamanho isolado não determina se um cisto é benigno ou preocupante. Ele é apenas um dos fatores considerados na avaliação, sempre junto às características observadas nos exames de imagem e ao quadro clínico da paciente.

Em linhas gerais, cistos pequenos, de aspecto simples e em pacientes que ainda menstruam, quase sempre são benignos e, quando funcionais, tendem a desaparecer sem tratamento.

Cistos que aumentam de tamanho entre um exame e outro, atingem dimensões maiores ou apresentam áreas sólidas, septações espessas ou vascularização suspeita exigem uma avaliação mais cuidadosa. Nesses casos, pode haver indicação de exames complementares, acompanhamento mais próximo ou cirurgia, dependendo do conjunto de características.

Vale lembrar que, mesmo quando benigno, um cisto de grandes dimensões pode causar complicações, como dor, compressão de estruturas próximas ou torção do ovário, situação que pode precisar de atendimento médico imediato.

A menopausa muda a forma de avaliar um cisto no ovário?

Sim, e essa é uma das informações que mais ajudam a interpretar um achado. A mesma imagem pode ser avaliada de maneira diferente antes e depois da menopausa.

Antes da menopausa, como os ovários ainda estão em atividade, é comum que cistos funcionais apareçam e desapareçam ao longo dos ciclos menstruais. Após a menopausa, esses cistos funcionais são menos esperados. Por isso, um novo achado ovariano nessa fase deve ser avaliado considerando suas características na ultrassonografia e o contexto clínico.

Isso não significa que todo cisto após a menopausa seja câncer. Cistos simples, unilaterais e uniloculares de pequeno tamanho apresentam risco muito baixo de malignidade e, de acordo com recomendações recentes, alguns deles podem nem precisar de acompanhamento rotineiro. A conduta, portanto, depende das características do cisto e das recomendações adotadas pelo médico.

O que significam as categorias de risco que aparecem no laudo do ultrassom?

Muitos laudos atualmente trazem uma sigla seguida de um número, como o O-RADS. O termo significa Ovarian-Adnexal Reporting and Data System e corresponde a um sistema desenvolvido pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR) para padronizar a descrição e a classificação de lesões ovarianas e anexiais identificadas nos exames de imagem.

O sistema organiza os achados em categorias associadas a diferentes níveis de risco de malignidade e fornece recomendações de manejo. A versão atual do O-RADS para ultrassonografia foi atualizada em 2022 e utiliza características específicas observadas no exame para estimar o risco e orientar a conduta.

A categoria indicada no laudo não é um diagnóstico de câncer. Ela representa uma estimativa de risco baseada nas características da imagem e ajuda a definir se é necessário acompanhamento, outro exame de imagem, avaliação especializada ou outra conduta. A interpretação deve ser feita pelo médico que acompanha o caso.

Para que serve o exame de sangue CA-125?

O CA-125 é um marcador tumoral, uma substância que pode ser dosada no sangue e que pode estar elevada em algumas situações, incluindo determinados tipos de câncer de ovário. Esse exame pode ser solicitado após a identificação de uma alteração no ultrassom, especialmente quando existe alguma característica que aumenta a suspeita de malignidade. Um resultado elevado, isoladamente, porém, não significa diagnóstico de câncer.

Dois pontos ajudam a entender o exame de CA-125:

  1. Ele não é específico. O CA-125 pode aumentar em várias condições benignas, como endometriose, miomas, doença inflamatória pélvica e durante a menstruação e a gestação. Um valor acima da referência, isoladamente, não confirma câncer.
  2. Ele não serve para descartar a possibilidade de câncer de ovário. O marcador pode estar dentro da faixa de referência mesmo quando existe um tumor ovariano. Por isso, um CA-125 normal não elimina a necessidade de investigar uma lesão com características suspeitas nos exames de imagem.

O CA-125 é, portanto, interpretado em conjunto com o ultrassom, outros exames, o exame clínico e fatores como a idade e o estado menopausal da paciente. Ele não é recomendado como exame de rastreamento para câncer de ovário em mulheres assintomáticas e sem fatores de risco específicos.

Cisto no ovário desaparece sozinho?

Com frequência, sim. Os cistos funcionais, que são comuns em pessoas que ainda menstruam, costumam regredir espontaneamente ao longo de alguns ciclos menstruais. É por isso que, em determinadas situações, a conduta inicial é apenas acompanhar e repetir o ultrassom depois de algumas semanas ou meses, em vez de tratar imediatamente. Em muitos casos, o cisto já não está mais presente no exame seguinte.

Outros tipos não costumam desaparecer sozinhos. Endometriomas, cistos dermoides e cistoadenomas, por exemplo, tendem a persistir e podem crescer, o que requer um acompanhamento diferente.

Existe remédio que desmancha o cisto no ovário?

Não existe medicamento que dissolva um cisto ovariano já formado. O que o médico pode prescrever tem outros objetivos. Anticoncepcionais hormonais, por exemplo, podem ser indicados em algumas situações para reduzir a formação de novos cistos funcionais em pessoas que têm episódios repetidos, já que reduzem a ovulação. Eles, porém, não aceleram o desaparecimento de um cisto funcional que já esteja presente.

Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser usados para controlar a dor, quando indicados. No caso do endometrioma, o tratamento hormonal pode fazer parte do manejo da endometriose, mas não tem como objetivo “dissolver” o cisto.

Quando um cisto precisa ser removido, o tratamento é cirúrgico. Não há evidências de que chás, suplementos ou tratamentos caseiros sejam capazes de eliminar cistos ovarianos.

Quando o médico pode indicar cirurgia?

A cirurgia não é a regra. Ela costuma ser considerada em situações como:

  • Cisto que persiste ou cresce ao longo do acompanhamento, em vez de regredir;
  • Cisto grande, que causa dor persistente ou pressiona órgãos vizinhos;
  • Características na imagem que levantam suspeita de malignidade;
  • Cistos que tendem a persistir, como alguns dermoides e cistoadenomas, principalmente quando crescem ou provocam sintomas;
  • Endometrioma com sintomas importantes, complicações ou situações específicas relacionadas à fertilidade;
  • Complicações agudas, como torção do ovário ou ruptura com sangramento.

Na maior parte dos casos em que a cirurgia é indicada para uma lesão considerada provavelmente benigna, pode ser realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva, com pequenas incisões no abdome e, em geral, recuperação mais rápida.

Sempre que possível, pode-se retirar apenas o cisto e preservar o ovário, principalmente em mulheres jovens ou que desejam engravidar. Quando existe suspeita de malignidade, o planejamento cirúrgico deve ser individualizado e, quando apropriado, envolver um oncologista ginecológico, pois a abordagem adequada desde o início é importante para o tratamento do câncer de ovário.

Cisto no ovário pode ser câncer?

Pode, mas é a exceção, não a regra. A maioria dos cistos ovarianos é benigna, especialmente em mulheres que ainda menstruam.

Vale esclarecer uma confusão comum de vocabulário. “Cisto” descreve uma estrutura que geralmente contém líquido ou outro material, enquanto “tumor” significa um crescimento anormal de tecido, que pode ser benigno ou maligno.

Um cisto dermoide, por exemplo, é um tumor benigno. Ver a palavra tumor no laudo, portanto, não significa câncer. O que pode aumentar a suspeita de malignidade é a combinação de fatores como:

  • Presença de áreas sólidas, especialmente quando apresentam características suspeitas;
  • Septações espessas ou irregulares;
  • Vascularização em componentes sólidos da lesão;
  • Crescimento ou mudança de características entre exames;
  • Surgimento de determinadas massas ovarianas após a menopausa;
  • Líquido livre em quantidade significativa na cavidade abdominal, chamado ascite;
  • Achados clínicos ou de imagem associados à suspeita de disseminação da doença;
  • História familiar de câncer de ovário ou de mama, especialmente quando há possibilidade de uma síndrome hereditária.

Nenhum desses itens, isoladamente, fecha o diagnóstico. Eles indicam que o médico pode precisar aprofundar a investigação, com exames de imagem, exames laboratoriais e, quando indicado, avaliação com oncoginecologista.

A confirmação de câncer é feita por análise histopatológica do tecido, geralmente obtido durante um procedimento cirúrgico quando se trata de uma massa ovariana suspeita. A estratégia diagnóstica pode variar de acordo com a aparência da lesão, o estágio suspeito e o planejamento terapêutico.

Quais sinais merecem investigação de câncer de ovário?

Os sintomas iniciais do câncer de ovário são pouco específicos e podem se confundir com queixas digestivas ou ginecológicas comuns, o que pode dificultar a identificação da doença em fases iniciais.

O que merece atenção é principalmente a persistência ou a frequência dos sintomas. Eles podem aparecer repetidamente, ocorrer na maioria dos dias e não melhorar com as medidas habituais. Entre os sintomas que podem ocorrer estão:

  • Inchaço abdominal persistente ou aumento do volume da barriga;
  • Sensação de saciedade logo no começo das refeições;
  • Dor persistente na parte baixa da barriga ou na região pélvica;
  • Vontade urgente ou muito frequente de urinar;
  • Alteração persistente do hábito intestinal;
  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Sangramento vaginal após a menopausa.

Ter esses sintomas não significa ter câncer, já que causas benignas são muito mais frequentes. Mas, quando são persistentes, recorrentes ou diferentes do padrão habitual, é importante procurar avaliação médica. A investigação adequada permite identificar a causa e, quando existe uma doença grave, possibilita o início do tratamento apropriado.

O cisto causado por endometriose tem relação com câncer de ovário?

A endometriose é uma condição benigna, e a maioria das pessoas que convive com ela nunca desenvolve câncer de ovário. Vale a pena, porém, conhecer essa associação, especialmente porque o endometrioma é um achado frequente nos exames de imagem.

Estudos mostram que a endometriose está associada a um aumento do risco de alguns subtipos específicos de câncer de ovário. Essa associação é mais relevante para determinados tipos histológicos, como os carcinomas endometrioide e de células claras.

É importante entender a escala do que isso significa: trata-se de um aumento relativo do risco sobre uma probabilidade que continua baixa na população em geral. Na prática, isso não transforma a endometriose em uma condição pré-cancerosa e não significa que todas as pessoas com endometrioma precisem de cirurgia preventiva.

A orientação deve ser individualizada. Pessoas com endometriose devem manter acompanhamento ginecológico e conversar com o médico sobre a própria situação, considerando fatores como idade, sintomas, histórico familiar e características dos achados nos exames de imagem.

Confira: Endometriose pode virar câncer?

Cisto no ovário atrapalha a gravidez?

Na maioria dos casos, não. Cistos funcionais e cistos pequenos e simples não costumam interferir na fertilidade ou na evolução da gestação.

Aliás, um dos cistos mais comuns na gravidez, o cisto do corpo lúteo, faz parte do processo normal: ele produz progesterona, um hormônio importante para sustentar o início da gestação, e geralmente regride espontaneamente ao longo da gravidez, muitas vezes até o final do primeiro trimestre.

No entanto, determinadas situações precisam de atenção específica, entre elas:

  1. Endometrioma. A endometriose pode estar associada à redução da fertilidade. Nesses casos, a avaliação com ginecologista e, quando necessário, especialista em reprodução humana ajuda a definir a melhor estratégia.
  2. Cistos grandes. Eles podem aumentar o risco de complicações, como torção do ovário e, em situações selecionadas, podem precisar de cirurgia durante a gestação. Quando a cirurgia não é urgente, o segundo trimestre costuma ser o período preferido para realizá-la.
  3. Achados suspeitos. Uma massa com características que exigem investigação recebe avaliação cuidadosa também durante a gravidez. A ultrassonografia é o principal exame de imagem, e a ressonância magnética pode ser utilizada em situações selecionadas, conforme avaliação médica.

Descobrir um cisto durante o pré-natal é relativamente comum e, na maior parte das vezes, o acompanhamento com ultrassonografias periódicas é suficiente.

Quando a dor por cisto no ovário exige atendimento imediato?

Duas complicações importantes requerem avaliação de urgência e podem se manifestar por dor intensa e de início súbito.

Na torção do ovário, o ovário gira em torno de seus vasos e pode comprometer o fluxo de sangue para o órgão. A dor costuma ser forte e geralmente ocorre de um lado só, podendo vir acompanhada de náuseas e vômitos. É uma emergência ginecológica, porque o tratamento rápido aumenta a chance de preservar o ovário.

Na ruptura do cisto, o conteúdo da lesão pode se espalhar pela cavidade abdominal. A dor também pode surgir de forma súbita e, em alguns casos, pode ocorrer sangramento interno significativo.

Procure um serviço de emergência se você tiver:

  • Dor abdominal ou pélvica intensa e de início repentino;
  • Dor forte acompanhada de febre, náusea ou vômito;
  • Tontura, fraqueza intensa, palidez ou desmaio;
  • Respiração acelerada, especialmente quando acompanhada de dor abdominal ou mal-estar.

Fora dessas situações, encontrar um cisto no ultrassom geralmente não é uma urgência. O próximo passo é marcar uma consulta para que o médico avalie o resultado junto com o histórico da paciente e defina se basta acompanhar com novos exames ou se é necessária uma investigação mais detalhada.

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Revisão médica:

Dra. Fernanda Frozoni Antonacio

Oncologista Clínica

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