Notícias

Calor extremo, dengue e doenças crônicas: como as mudanças climáticas afetam a saúde

Emergências climáticas podem aumentar o risco de problemas de saúde; saiba como se proteger
Por: Rede D'Or
Publicado em • Atualizado em

As mudanças climáticas já têm reflexos importantes na saúde. Ondas de calor, chuvas intensas, secas e queimadas podem provocar efeitos diretos no organismo, agravar doenças crônicas e favorecer a circulação de algumas infecções.

  • Calor extremo pode causar desidratação, exaustão e insolação.
  • Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas exigem atenção especial.
  • Doenças cardiovasculares, respiratórias e renais podem se agravar em temperaturas elevadas.
  • Mudanças na temperatura e nas chuvas podem favorecer a circulação de mosquitos transmissores de arboviroses.

Por que as mudanças climáticas também são uma questão de saúde?

As emergências climáticas afetam fatores essenciais para a saúde, como temperatura, qualidade do ar, disponibilidade de água e circulação de vetores. Por isso, seus efeitos vão além do desconforto causado pelo calor e podem aparecer tanto de forma imediata quanto no agravamento de problemas já existentes.

No Brasil, o tema ganha atenção diante do El Niño, com efeitos previstos entre setembro de 2026 e março de 2027. Os impactos variam entre as regiões e podem incluir ondas de calor, estiagem, queimadas, temporais e chuvas intensas.

Esse cenário pode aumentar o risco de desidratação, piorar doenças cardiovasculares e respiratórias e favorecer doenças transmitidas por mosquitos.

Quais são os principais riscos do calor extremo?

Em temperaturas muito elevadas, o organismo aumenta a transpiração para tentar manter a temperatura corporal. Com isso, cresce a perda de líquidos, o que pode provocar sede intensa, fraqueza, tontura, dor de cabeça, náusea, cãibras e sensação de desmaio.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças cardíacas, respiratórias, renais ou diabetes exigem maior atenção. Em quem já convive com uma condição crônica, o calor pode contribuir para a piora de sintomas.

Para reduzir os riscos, é importante manter a hidratação, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes, procurar ambientes frescos e reduzir esforços físicos intensos. Pessoas com restrição de líquidos ou uso contínuo de medicamentos devem seguir a orientação do médico.

Na Rede D’Or, especialidades como Cardiologia, Nefrologia, Pneumologia, Pediatria e Clínica Médica podem auxiliar no acompanhamento de condições que merecem atenção especial durante períodos de calor intenso.

Marque sua consulta

Mudanças climáticas podem aumentar os casos de dengue?

Temperatura e chuva interferem no ciclo do Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, chikungunya e zika. Diante dos efeitos esperados do El Niño, o Ministério da Saúde alertou para a possibilidade de aumento da transmissão de arboviroses no ciclo 2026/2027.

Além de eliminar possíveis criadouros, é importante observar sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares ou articulares e manchas na pele. Como as arboviroses podem apresentar manifestações semelhantes, a avaliação médica ajuda a identificar a causa e orientar a conduta adequada.

Outros eventos climáticos também podem afetar a saúde?

Sim. Enchentes podem aumentar o contato com água contaminada e favorecer doenças infecciosas. Queimadas pioram a qualidade do ar e podem agravar condições como [asma] e [bronquite]. Secas e estiagens podem comprometer a disponibilidade de água e contribuir para problemas respiratórios e de hidratação.

Esses eventos também podem dificultar a continuidade de tratamentos, o que torna o acompanhamento ainda mais importante para pessoas com doenças crônicas, como insuficiência renal crônica e condições cardiovasculares ou respiratórias.

Quando procurar atendimento médico?

Tontura intensa, desmaio, falta de ar, dor no peito, confusão mental, redução importante da urina, febre persistente ou piora de uma doença crônica são sinais que merecem avaliação.

Alterações de consciência, convulsões e outros sinais graves relacionados ao calor exigem atendimento imediato.

Mesmo sem sintomas, quem pertence a grupos de maior risco pode se beneficiar de acompanhamento preventivo. Na Rede D’Or, consultas, exames e diferentes especialidades ajudam a avaliar fatores individuais, acompanhar doenças preexistentes e orientar cuidados para períodos de maior risco climático.

Marque sua consulta