Home / - Exames e Procedimentos /
- Análises Clínicas /
- Antibiograma
Antibiograma
Resumo do conteúdo
- O antibiograma é um exame que avalia quais antibióticos são eficazes contra uma bactéria específica, orientando o tratamento eficaz através da análise de sensibilidade em amostras coletadas.
- É indicado em infecções suspeitas ou que não melhoram, pode ser feito com amostra de urina, sangue ou secreções, e o resultado costuma sair entre 24 e 72 horas.
O que é antibiograma?
Antibiograma é um teste laboratorial que analisa quais antibióticos conseguem combater uma bactéria específica, pois testa sua sensibilidade e resistência, ajudando o médico a escolher o tratamento mais eficaz e seguro para a infecção.
Também conhecido como Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA), esse exame costuma ser indicado quando há suspeita de infecção bacteriana ou quando o tratamento inicial não funciona bem, ajudando a ajustar o antibiótico de forma mais precisa.
O resultado do antibiograma indica se a bactéria é sensível, resistente ou tem resposta intermediária aos antibióticos testados, o que orienta o médico na escolha da melhor opção de antibiótico.
Para que serve o antibiograma?
O exame de antibiograma serve para identificar a sensibilidade ou resistência de uma bactéria a diferentes antibióticos. Isso torna o tratamento mais direcionado e aumenta as chances de cura.
Além disso, o exame ajuda a evitar o uso desnecessário de antibióticos inadequados, o que reduz o risco de resistência bacteriana.
O antibiograma só serve para infecção bacteriana?
Sim. O antibiograma é um exame usado apenas para infecções causadas por bactérias, pois testa como uma bactéria reage aos antibióticos.
Antibióticos atuam exclusivamente contra bactérias e não são eficazes no tratamento de infecções virais, fúngicas ou parasitárias.
Quando a infecção é causada por fungos, por exemplo, são usados outros exames específicos, que avaliam a resposta a medicamentos antifúngicos.
Quando o antibiograma é indicado?
O antibiograma pode ser solicitado em diferentes situações, sendo as mais comuns:
- Suspeita ou confirmação de infecção bacteriana;
- Infecção que não melhora com o tratamento inicial;
- Infecções mais graves, como pneumonias, infecções urinárias complicadas, infecções de pele extensas ou infecções de sangue;
- Pessoas com doenças que enfraquecem o sistema imunológico (como alguns tipos de câncer ou uso de medicamentos imunossupressores);
- Infecções hospitalares;
- Suspeita de bactéria resistente a antibióticos.
Essas situações ajudam a entender quando o médico deve solicitar o antibiograma, sempre considerando a história clínica, o exame físico e outros exames de apoio.
Urocultura com antibiograma é sempre necessária em infecção urinária?
Nem sempre. Em infecções urinárias simples, o médico pode tratar apenas com a história clínica e o exame físico. Já em infecções recorrentes, complicadas ou em grupos especiais, como gestantes, a urocultura com antibiograma ajuda a orientar melhor o tratamento. Entenda quando a urocultura é indicada.
Como coletar antibiograma?
A coleta para o exame de cultura e antibiograma depende do local da infecção e é definida pelo profissional de saúde.
Entre as principais formas de coleta estão:
- Urina: coleta em frasco estéril;
- Sangue: feita por punção de veia;
- Feridas e secreções de pele: coleta com swab (cotonete estéril);
- Secreção respiratória: coleta de catarro, secreção nasal ou de gargantapor swab ou amostra de escarro;
- Líquor: coleta por punção lombar feita pelo médico.
Outros líquidos do corpo, como líquidos de articulações ou cavidades, também podem ser coletados, conforme a suspeita clínica.
Em todos os casos, a coleta é feita de forma protegida, seguindo regras de segurança, para diminuir o risco de contaminação e garantir que o exame antibiograma represente realmente a infecção.
Antibiograma é o mesmo que cultura?
Não. A cultura identifica a bactéria, e o antibiograma testa a sensibilidade aos antibióticos.
Como é feito o antibiograma?
Depois da coleta, o material é enviado ao laboratório, onde é feita primeiro a cultura, ou seja, o crescimento das bactérias em meios especiais. Assim que a bactéria cresce, começa o Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA), que é o próprio exame de antibiograma.
Entre as técnicas mais usadas estão:
1. Antibiograma por difusão em agar
No antibiograma por difusão em agar, colocam-se pequenos discos de papel com antibiótico sobre a placa. Ao redor de cada disco forma-se uma área sem crescimento (zona de inibição) que é medida para saber se a bactéria é sensível ou resistente.
2. Antibiograma baseado em diluição
No antibiograma baseado em diluição, a bactéria é colocada em contato com diferentes concentrações de cada antibiótico em tubos ou placas.
Esse método ajuda a determinar a menor quantidade de medicamento capaz de impedir o crescimento bacteriano, chamada de concentração inibitória mínima (MIC).
3. Antibiograma automatizado
O antibiograma automatizado usa equipamentos modernos, principalmente em hospitais, que aceleram a análise e aumentam a precisão dos resultados.
Esses aparelhos utilizam painéis com vários antibióticos e já calculam automaticamente a concentração inibitória mínima (MIC) e a classificação (sensível, intermediário, resistente).
Em alguns casos, métodos rápidos de antibiograma conseguem orientar o tratamento em poucas horas, principalmente em infecções urinárias e em pacientes graves, ajudando a iniciar o antibiótico adequado mais cedo.
Como entender o resultado do antibiograma?
O resultado do exame de antibiograma geralmente vem em forma de tabela, com o nome da bactéria encontrada, a lista de antibióticos testados e uma classificação ao lado de cada um, como “S”, “I” ou “R”.
Desta forma, o laudo pode constar:
| Resultado | O que significa |
| S – Sensível | O antibiótico funciona bem, sendo uma boa opção para tratar a infecção. |
| I – Intermediário | Efeito limitado. O antibiótico pode funcionar em situações específicas. |
| R – Resistente | O antibiótico não funciona contra a bactéria. |
Em geral, o médico prioriza antibióticos classificados como Sensível (S), considerando também fatores clínicos individuais, como local da infecção, idade da pessoa, possíveis alergias, efeitos colaterais e forma de uso do antibiótico, como oral ou injetável.
É importante ressaltar que não se deve escolher antibiótico por conta própria, mesmo com o exame em mãos.
Dúvidas no seu exame? Consulte um especialista da Rede D’Or próximo a você.
O que é MIC ou CIM no resultado?
Em alguns laudos, além das letras “S”, “I” e “R”, pode aparecer um número chamado CIM ou MIC (Concentração Inibitória Mínima), que é a menor quantidade de antibiótico necessária para impedir o crescimento da bactéria em laboratório.
De forma geral, o MIC ou CIM pode ser apresentado como:
- Valor baixo: o antibiótico costuma ser mais eficaz;
- Valor alto: pode indicar menor sensibilidade da bactéria ao antibiótico testado.
Apenas o médico pode interpretar corretamente esse dado, considerando o quadro clínico da pessoa.
Quais os cuidados após o antibiograma?
Após a coleta, a pessoa pode seguir sua rotina normalmente. Se houve coleta de sangue, basta manter o curativo por alguns minutos. Se foi feita uma punção lombar, o médico dará orientações específicas sobre repouso.
O mais importante é aguardar o resultado para iniciar ou ajustar o antibiótico conforme a orientação médica.
O exame antibiograma pode dar errado?
Embora raro, podem ocorrer erros se a amostra for contaminada por bactérias externas (como as das mãos ou da pele) ou se a pessoa já estiver usando antibióticos no momento da coleta. Nesses casos, o resultado pode não ser confiável e o médico pode pedir uma nova coleta.
Quais as contraindicações do antibiograma?
Não existem contraindicações para o antibiograma em si, pois ele é feito no laboratório.
O que pode haver são restrições ao método de coleta, como em pacientes com problemas graves de coagulação que precisam fazer punções, mas esses casos são avaliados individualmente pela equipe médica.
Qual médico pode solicitar o antibiograma?
Diversos especialistas podem solicitar o exame antibiograma, dependendo do tipo e do local da infecção:
- Clínico geral, cuida da saúde geral;
- Infectologista, especialista em infecções;
- Urologista, para casos urinários;
- Pneumologista, em casos de infecções respiratórias;
- Dermatologista, cuida de infecções na pele;
- Neurologista, em casos de meningites;
- Pediatra, especialista em bebês, crianças e adolescentes.
Em casos mais complexos, como infecções repetidas ou resistentes, costuma haver acompanhamento de especialistas, muitas vezes com apoio de equipes de controle de infecção e de programas de uso racional de antibióticos nos hospitais.
Onde fazer o exame de antibiograma?
Você pode realizar seu exame de antibiograma com total segurança e tecnologia de ponta nas unidades da Rede D’Or.
Contamos com profissionais especializados para garantir uma coleta humanizada e resultados precisos.
Cuide da sua saúde com especialistas da Rede D’Or!
Não ignore sinais de infecção. Um diagnóstico preciso é o primeiro passo para uma recuperação segura e sem complicações.
Se você recebeu pedido de cultura com antibiograma ou tem dúvidas sobre infecção e uso de antibióticos, procure um médico da Rede D’Or para uma avaliação individualizada, interpretação segura dos resultados e definição do melhor plano de cuidado.
Preparativos para o exame
Na maioria dos casos, o exame de antibiograma não exige jejum. O preparo depende do tipo de amostra coletada, como urina, sangue ou secreções.
O laboratório ou o médico orienta sobre cuidados específicos, como higiene local antes da coleta ou uso de frasco estéril.
Posso tomar antibiótico antes de fazer o exame?
O ideal é coletar antes de iniciar o remédio. Se já começou, avise o laboratório e o médico, pois o medicamento pode impedir o crescimento da bactéria no teste, gerando um resultado “falso negativo”.
A decisão do uso de antibiótico antes do antibiograma deve ser sempre combinada com o médico, que avalia riscos e benefícios em cada situação.
Prazo de entrega
O prazo pode variar de acordo com a unidade. Por favor, entre em contato conosco pelo telefone (83) 3565-9000 para confirmar o prazo.
Cobertura
Para informações sobre cobertura, acesse a nossa página de Planos e Convênios.
Preços e pagamentos
Pagamento particular
Para informações sobre valores de exames, entre em contato conosco pelo telefone (83) 3565-9000.
Sobre a Rede D'Or
Com atuação em 13 estados e no Distrito Federal, a Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil, oferecendo hospitais de alta qualidade, clínicas oncológicas (Oncologia D’Or) e uma ampla variedade de serviços especializados.
A rede mantém seu padrão de excelência por meio de certificações reconhecidas internacionalmente, incluindo Organização Nacional de Acreditação (ONA), Joint Commission International, Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG) e American Society of Clinical Oncology (ASCO).
O reconhecimento do seu cuidado de ponta está no selo Top Performer 2022, recebido por 87 UTIs, que evidencia sua posição de destaque no atendimento a pacientes críticos e na liderança do setor.
O Richet Medicina & Diagnóstico, fundado em 1947, faz parte da Rede D’Or, conta com diversas unidades de atendimento ambulatorial e processa as amostras de testes mais complexos coletadas nos hospitais e centros médicos da Rede D’Or. O Richet possui Acreditação do PALC (Programa de Acreditação para Laboratórios Clínicos) da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e também é acreditado pelo CAP (College of American Pathologists).
Conte com a Rede D’Or sempre que precisar!