Quando tudo começa a girar: saiba como a Labirintite age no organismo e qual seu tratamento

Cuidar da saúde auditiva é muito importante para conseguir manter a capacidade de ouvir, ter clareza na comunicação e manter a saúde cognitiva e mental em dia ao longo da vida. A labirintite é um problema que afeta o ouvido, gerando sintomas que dificultam a rotina e execução de atividades simples do dia a dia.
- A labirintite é uma inflamação que acontece em uma parte da estrutura interna do ouvido, chamada de labirinto.
- Essa estrutura interna é responsável pelo equilíbrio e audição.
- O quadro possui tratamento e cura, que é feito de acordo com avaliação médica feita por um otorrinolaringologista.
O que é e quais são as causas da labirintite?
A labirintite é uma inflamação que acontece na estrutura óssea do ouvido, mais especificamente na parte interna dele. Essa parte, chamada de labirinto, é responsável pela audição e equilíbrio.
O labirinto se conecta com o cérebro por meio de um nervo chamado nervo vestibulococlear. As estruturas anatômicas (cérebro, labirinto e nervo) podem ser afetadas por diferentes doenças, com gravidades variadas, e isso pode causar sintomas semelhantes. O labirinto está nos dois ouvidos e funciona em conjunto; desta forma, basta qualquer alteração em um dos ouvidos para que os sintomas característicos da doença apareçam.
Esse problema na parte interna pode ocorrer por conta de infecções bacterianas ou virais (gripes e resfriados), doenças autoimunes, estresse intenso ou pelo deslocamento dos cristais internos do ouvido interno (vertigem posicional paroxística benigna – VPPB).
Quais são os sintomas da labirintite?
É muito comum os pacientes acreditarem que as tonturas são sempre causadas pela labirintite. Os sintomas da labirintite podem ser confundidos com outras doenças envolvendo o labirinto e cinetose, em alguns casos, com AVC (Acidente Vascular Cerebral).
Os sintomas costumam ser intensos no início do quadro, em alguns casos, incapacitantes, e exigem atendimento médico rápido para tratamento sintomático. Há casos em que o paciente pode ficar por mais tempo em observação para avaliações mais completas, por exemplo, que permitem descartar causas neurológicas de tonturas.
Os principais sintomas da labirintite são:
- Dor de cabeça frequente;
- Náusea e vômito;
- Vertigem (tontura intensa e sensação de tudo girando);
- Zumbido;
- Perda de audição.
É importante destacar que os sintomas da labirintite podem ser confundidos com sintomas neurológicos. Por isso, buscar atendimento médico rapidamente é essencial para evitar complicações.
Quais são os fatores de risco para a labirintite?
Os principais fatores de risco que podem aumentar as chances de desenvolver labirintite são:
Idade avançada: pessoas acima de 40 anos e idosos apresentam maior sensibilidade, devido ao envelhecimento natural nas estruturas internas do ouvido.
Doenças metabólicas: colesterol alto, diabetes e hipoglicemia podem afetar a circulação e equilíbrio dos líquidos na estrutura do labirinto.
Problemas vasculares: a hipertensão arterial pode prejudicar o fluxo sanguíneo adequado para a região interna do ouvido.
Uso de medicamentos: alguns antibióticos e anti-inflamatórios podem ser tóxicos para o ouvido interno.
Hábitos de vida: o consumo excessivo de álcool, café, má alimentação e tabagismo pode agravar a instabilidade do labirinto.
Infecções prévias: infecções bacterianas e virais nas vias aéreas e otites recorrentes podem inflamar o nervo do labirinto.
Além dessas, crises de ansiedade e estresse podem desencadear reações físicas que propiciam o aparecimento da labirintite.
Como é feito o diagnóstico de labirintite?
O diagnóstico pode ser feito por um otorrinolaringologista ou neurologista, profissionais que fazem avaliação dos sintomas, histórico e exames físicos. Para a confirmação do quadro, podem ser solicitados exames auditivos e de imagem que permitem uma investigação mais detalhada.
Entre os exames que podem ser solicitados estão a audiometria, otoneurológico, imitanciometria, vectoeletronistagmografia (VENG) e exames de imagem (ressonância magnética ou tomografia).
Os exames permitem detectar a labirintite e descartar condições com sintomas semelhantes, como AVC, neurite vestibular, vertigem posicional paroxística benigna, cinetose e tumores no cérebro ou ouvido.
Quais são os tratamentos para labirintite?
O tratamento pode ser feito com o acompanhamento do otorrinolaringologista ou neurologista, que, com base no diagnóstico, pode indicar a melhor opção para tratar o caso, conforme sua complexidade.
O uso de medicamentos para enjoos e inflamação pode ser prescrito. Além de medicação, focar em um repouso em ambientes calmos e sem luzes fortes, exercícios para reabilitação vestibular a fim de evitar tonturas é essencial. Cuidar da alimentação também é um ponto importante que ajuda no tratamento.
Na Rede D’Or, você encontra profissionais de otorrinolaringologia e neurologia que podem identificar a labirintite com precisão, além de contar com diversos exames de diagnóstico que permitem realizar o diagnóstico e tratamento com qualidade e segurança.