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Stent: o que é, quando é necessário e como é a recuperação

Entenda o uso do stent, quando é indicado e como é a recuperação. Saiba quando procurar um cardiologista e cuidar do coração.
Por: Rede D'Or
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O uso do stent revolucionou o tratamento das doenças cardiovasculares, sendo essencial para desobstruir artérias do coração e prevenir complicações graves, como o infarto.

No Brasil, a doença arterial coronariana está entre as principais causas de morte, muitas vezes relacionada ao acúmulo de gordura nas artérias (aterosclerose). Nesse cenário, o implante de stent pode salvar vidas ao restaurar rapidamente o fluxo sanguíneo.

Neste conteúdo, você vai entender quando o uso do stent é indicado, como funciona o procedimento e como é a recuperação.

O que é um stent e para que serve?

O stent é um pequeno tubo metálico expansível, geralmente em forma de malha, utilizado para manter a artéria aberta após uma obstrução.

O uso do stent no coração é comum em procedimentos como a angioplastia, permitindo que o sangue volte a circular normalmente.

Tipos de stent

  • Stent convencional (metálico): apenas estrutura mecânica.
  • Stent farmacológico: libera medicamento para reduzir o risco de nova obstrução.

Atualmente, o stent farmacológico é o mais utilizado por oferecer melhores resultados em longo prazo.

O cardiologista Dr. Marden Tebet, coordenador dos Serviços de Cardiologia Intervencionista nos Hospitais Vila Nova Star e São Luiz (unidades Alphaville, Itaim, Morumbi e São Bernardo do Campo), além do Hospital Brasil, no ABC, explica que o stent é implantado principalmente nas artérias do coração (coronárias) quando há obstrução por placas de gordura, permitindo a restauração do fluxo sanguíneo adequado.

Quando o uso do stent é indicado?

O uso do stent é recomendado principalmente em pacientes com doença arterial coronariana.

“Isso inclui situações de emergência, como o infarto agudo do miocárdio, ou em casos eletivos, quando o paciente apresenta angina (dor no peito),  ou exames que mostram uma obstrução significativa que compromete a irrigação do coração”, descreve Dr. Marden Tebet.

As principais situações incluem:

Infarto agudo do miocárdio

Durante um infarto, o stent pode ser colocado com urgência para reabrir a artéria obstruída e minimizar os danos ao coração.

Angina (dor no peito)

Pacientes com angina, especialmente quando os sintomas são frequentes ou não melhoram com medicamentos, podem precisar do procedimento.

Doença arterial coronariana

Na doença arterial coronariana, o stent ajuda a restaurar a circulação e aliviar sintomas como cansaço e dor no peito.

Obstruções detectadas em exames

Exames como o cateterismo podem identificar estreitamentos importantes que justificam a colocação do stent.

“Se uma obstrução grave não for tratada, o paciente corre o risco de sofrer um infarto, desenvolver insuficiência cardíaca (coração fraco), arritmias graves e até morte súbita”, alerta o cardiologista intervencionista.

Como é feita a colocação do stent?

“A colocação do stent ocorre durante a angioplastia e é considerada minimamente invasiva”, explica Dr. Tebet.

“O stent é introduzido por um cateter, geralmente pela artéria do punho ou da virilha, e posicionado no local da obstrução. Ao ser expandido com um balão, ele comprime a placa contra a parede da artéria e permanece como uma ‘estrutura de sustentação’ para manter o vaso aberto”, detalha.

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Etapas do procedimento:

  1. Inserção por cateter por meio de uma artéria do punho ou virilha;
  2. Ele é guiado até o local da obstrução;
  3. Um balão é inflado para abrir a artéria;
  4. O stent é implantado para manter o vaso aberto.

O procedimento é feito com anestesia local e com sedação realizada pelo anestesista, para um maior conforto do paciente.

Como é a recuperação após colocar um stent?

A recuperação após a colocação de stent costuma ser rápida, com internação de 24 horas, dependendo do caso.

“O procedimento é minimamente invasivo, feito sem cirurgia aberta, o que facilita uma recuperação mais tranquila. Pode haver apenas desconforto leve no local da punção”, destaca Dr. Tebet.

O retorno às atividades deve ser gradativo:

  • Atividades leves e trabalho de escritório: 3 a 7 dias;
  • Exercícios físicos mais intensos: “Geralmente são liberadas após 7-14 dias, dependendo da avaliação médica e se houve ou não infarto prévio”, destaca o especialista.

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Cuidados após a colocação do stent

“O stent trata o ponto da obstrução, mas não a causa da doença”, explica o cardiologista.

Para garantir bons resultados após a colocação do stent e evitar novas obstruções, é fundamental:

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“O stent é projetado para ser permanente e é incorporado pela parede da artéria (endotelização). Ele não tem ‘prazo de validade’ e não precisa ser trocado. No entanto, pode haver, em alguns casos, reestreitamento do local (reestenose), especialmente em pacientes com múltiplos fatores de risco. Por isso, o acompanhamento médico e o uso correto das medicações são fundamentais”, complementa.

Perguntas frequentes sobre o uso do stent

O stent é perigoso?

É um procedimento seguro e amplamente realizado, com benefícios superiores aos riscos na maioria dos casos.

Quanto tempo dura um stent?

O stent é definitivo e permanece na artéria.

O stent pode entupir novamente?

Pode ocorrer reestenose, principalmente sem controle adequado dos fatores de risco.

Quem coloca stent pode ter vida normal?

Sim, com acompanhamento médico e hábitos saudáveis.

O procedimento dói?

Não. É realizado com anestesia local e com sedação realizada pelo anestesista, para um maior conforto do paciente.

Quando procurar um cardiologista?

Se você apresenta sintomas como dor no peito, falta de ar ou possui fatores de risco, é importante procurar avaliação médica.

O diagnóstico precoce pode indicar o momento ideal para o uso do stent e evitar complicações graves.

Agende sua consulta com um cardiologista da Rede D’Or e cuide da saúde do seu coração com segurança.