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Resumo do conteúdo:

  • Mielomeningocele é uma forma grave de espinha bífida aberta que pode causar alterações motoras, urinárias, intestinais e hidrocefalia.
  • O tratamento pode envolver cirurgia fetal em casos selecionados, cirurgia após o nascimento e acompanhamento multidisciplinar.

O que é mielomeningocele?

Mielomeningocele é uma forma grave de espinha bífida, uma malformação congênita da coluna e do sistema nervoso que ocorre nas primeiras semanas da gestação, formando uma bolsa nas costas do bebê com meninges, medula espinhal, nervos e líquido cefalorraquidiano.

Essa condição acontece quando o tubo neural, estrutura que dará origem ao sistema nervoso, não se fecha completamente durante o desenvolvimento do embrião.

A mielomeningocele pode surgir em qualquer ponto da coluna, sendo mais comum nas regiões lombar ou sacral. Essa condição exige acompanhamento médico contínuo, pois os nervos afetados podem ter a sua função comprometida ao longo da vida.

Quais são os sintomas de mielomeningocele?

Os principais sintomas de mielomeningocele são:

  • Bolsa ou abertura nas costas, geralmente na região lombar ou sacral;
  • Fraqueza, perda de sensibilidade ou dificuldade para movimentar as pernas;
  • Dificuldade para controlar a urina e as fezes;
  • Deformidades nos pés, pernas ou quadris;
  • Alterações neurológicas relacionadas ao nível da lesão.

A gravidade dos sintomas depende principalmente do nível da lesão. Lesões localizadas em regiões superiores da medula espinhal (mais próximas da cabeça) tendem a causar alterações motoras mais importantes.

Quem nasce com mielomeningocele pode andar?

Sim. Algumas pessoas com mielomeningocele conseguem andar sem ajuda, enquanto outras precisam de órteses, andadores ou cadeira de rodas.

A capacidade de andar depende principalmente do nível da lesão e da função muscular, mas também pode ser influenciada por deformidades ortopédicas e outras complicações.

O que causa mielomeningocele?

A causa exata nem sempre pode ser identificada. A condição está relacionada a uma combinação de fatores genéticos e ambientais que podem interferir no fechamento do tubo neural.

Entre os fatores associados a maior risco estão:

  • Baixa ingestão de ácido fólico antes e no início da gestação;
  • Uso de alguns medicamentos anticonvulsivantes durante a gravidez;
  • Diabetes materna mal controlada antes e durante a gravidez;
  • Obesidade materna pré-gestacional;
  • Predisposição genética e histórico familiar de defeitos no fechamento do tubo neural.

O fechamento do tubo neural, estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal, ocorre muito cedo no desenvolvimento embrionário, por volta da 4ª semana de gestação.

Foto de mielomeningocele - Imagem gerada por IA

Foto de mielomeningocele - Imagem gerada por IA

Qual médico trata a mielomeningocele?

A mielomeningocele é acompanhada principalmente pelo neurocirurgião pediátrico, que pode realizar o fechamento cirúrgico da lesão e acompanhar condições associadas, como a hidrocefalia.

O cuidado é multidisciplinar e pode envolver urologista, ortopedista, neurologista, fisioterapeuta, fisiatra, neonatologista, geneticista e outros profissionais, conforme as necessidades de cada caso.

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Como é feito o diagnóstico da mielomeningocele?

O diagnóstico pode ser realizado durante o pré-natal por meio de exames, como:

Após o nascimento, exames de imagem podem avaliar a coluna, o cérebro e possíveis complicações, como a hidrocefalia. A avaliação também pode incluir aspectos neurológicos, urinários e ortopédicos.

A mielomeningocele pode ser identificada antes do bebê nascer?

Sim. A mielomeningocele pode ser identificada durante o pré-natal, principalmente pela ultrassonografia. O diagnóstico precoce permite planejar o parto em um centro especializado e avaliar, quando indicado, a possibilidade de cirurgia fetal.

Quais são os tratamentos para mielomeningocele?

O tratamento envolve uma equipe multidisciplinar e varia conforme as características da lesão e as condições associadas. As principais abordagens são:

1. Cirurgia fetal

A cirurgia fetal pode ser indicada em casos selecionados de mielomeningocele, após avaliação especializada. O procedimento fecha a lesão durante a gestação e pode reduzir o risco de hidrocefalia e melhorar alguns desfechos motores.

Geralmente, é realizada entre 19 e 26 semanas de gestação e envolve riscos, como parto prematuro.

A Rede D’Or conta com um Centro de Cirurgia Fetal e Neonatal, com equipe especializada no acompanhamento de gestantes e bebês que podem se beneficiar de procedimentos durante a gestação. Conheça o Centro de Cirurgia Fetal e Neonatal da Rede D’Or.

2. Cirurgia após o nascimento

A cirurgia após o nascimento, geralmente é realizada nas primeiras 24 a 48 horas, especialmente quando existe uma lesão aberta, para fechar o defeito e reduzir o risco de infecção e perda de líquido cefalorraquidiano.

O procedimento não reverte danos neurológicos já estabelecidos. Por isso, o acompanhamento após a cirurgia é fundamental.

3. Tratamento da hidrocefalia

A hidrocefalia é uma condição frequentemente associada à mielomeningocele e pode exigir tratamento específico.

Uma das opções é a derivação ventriculoperitoneal (DVP), sistema formado por um cateter e uma válvula que direciona o líquido cefalorraquidiano dos ventrículos cerebrais para o abdômen, onde é absorvido pelo organismo.

Procedimentos endoscópicos podem ser considerados em casos selecionados. Veja todas opções de tratamento para hidrocefalia.

4. Acompanhamento multidisciplinar

O acompanhamento deve ser contínuo e pode envolver neurocirurgia, urologia, ortopedia, fisioterapia e outras especialidades.

O objetivo é acompanhar o desenvolvimento, a mobilidade, a função da bexiga e do intestino, a saúde dos rins e possíveis alterações da medula e da coluna.

Quais são as sequelas da mielomeningocele?

As sequelas dependem principalmente do nível da lesão e das condições associadas. Podem incluir:

  • Dificuldade para andar ou movimentar as pernas;
  • Alterações da sensibilidade;
  • Bexiga neurogênica e alterações intestinais;
  • Deformidades dos membros inferiores e da coluna;
  • Hidrocefalia ou malformação de Chiari II.

Além disso, a medula presa pode causar piora progressiva das funções neurológicas, urinárias ou ortopédicas.

Quem tem mielomeningocele vive quantos anos?

Não existe um número único de anos de vida para quem nasce com mielomeningocele. A expectativa de vida varia conforme o nível da lesão, a presença de hidrocefalia e outras complicações, além da qualidade do acompanhamento ao longo da vida.

Com diagnóstico e tratamento adequados, muitas pessoas com mielomeningocele chegam à vida adulta.

Como prevenir a mielomeningocele?

A principal medida conhecida para reduzir o risco de defeitos do tubo neural é garantir uma quantidade adequada de ácido fólico antes da gestação e no início da gravidez. Veja para que serve e como tomar ácido fólico na gravidez.

Além disso, também são importantes:

  • Planejamento reprodutivo com avaliação de saúde antes da gestação;
  • Controle adequado do diabetes materno;
  • Avaliação dos medicamentos utilizados antes e durante a gravidez;
  • Acompanhamento médico para mulheres com histórico de gestação ou filho anterior afetado por defeito do tubo neural, pois podem existir recomendações específicas;
  • Realização de um pré-natal completo com consultas e exames indicados para cada gestação.

Como o fechamento do tubo neural ocorre muito cedo, os cuidados preventivos devem começar antes mesmo da confirmação da gravidez.

Conte sempre com a Rede D’Or. Agende sua consulta pelo telefone 3003-3230 ou online.

Quais soluções a Rede D’Or oferece?

Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar a mielomeningocele com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.

A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.

O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.

Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).

A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.

Conte com a Rede D’Or sempre que precisar!

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