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Resumo do conteúdo:

  • Porfiria é uma doença rara que afeta a produção do heme, causando sintomas neurológicos, cutâneos e abdominais.
  • O diagnóstico envolve exames laboratoriais e o tratamento varia conforme o tipo, incluindo controle de crises e prevenção.

O que é porfiria?

Porfiria é um grupo de doenças raras que prejudicam a produção do heme, uma substância essencial presente na hemoglobina e em outras proteínas do organismo.

Quando essa produção não acontece corretamente, ocorre o acúmulo de compostos que podem afetar os nervos, a pele ou outros órgãos, provocando sintomas como dor abdominal, alterações neurológicas ou lesões na pele.

Essa condição geralmente tem origem genética e, embora não tenha cura, o tratamento ajuda a aliviar os sintomas e reduzir muito o número de crises, devolvendo o bem-estar e a segurança para a rotina diária.

Quais são os sintomas de porfiria?

Os principais sintomas de porfiria são:

  • Dor abdominal forte sem causa aparente, junto de náuseas e vômitos;
  • Confusão mental, ansiedade, alucinações e convulsões em crises agudas;
  • Urina escurecida, com tom avermelhado ou marrom;
  • Sensibilidade ao sol com ardor, vermelhidão e bolhas na pele;
  • Fraqueza, palpitações e alterações intestinais.

Os sintomas variam conforme o tipo de porfiria, podendo afetar sistema nervoso ou pele e, geralmente, surgem em crises ou de forma progressiva.

O que causa porfiria?

A principal causa é uma alteração genética que afeta enzimas da produção do heme. Isso leva ao acúmulo de substâncias tóxicas no corpo.

Alguns fatores podem desencadear crises em pessoas com predisposição genética:

  • Uso de álcool, tabaco ou contato com substâncias químicas;
  • Jejum prolongado ou dietas muito restritivas;
  • Infecções, estresse físico ou emocional;
  • Exposição solar intensa em tipos cutâneos;
  • Alguns medicamentos que interferem no metabolismo do heme.

Esses fatores não causam a doença sozinhos, mas podem ativar sintomas.

Qual especialista trata a porfiria?

O hematologista é o especialista principal para cuidar dessa condição em adultos e crianças.

Dependendo das manifestações, hepatologistas, dermatologistas ou neurologistas também podem participar do acompanhamento.

Além disso, o geneticista ajuda no mapeamento familiar dessa condição rara.

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Como é feito o diagnóstico da porfiria?

O diagnóstico começa com a avaliação dos sintomas e histórico familiar. A suspeita aumenta em casos de dor abdominal sem causa clara ou lesões de pele com sensibilidade solar.

Exames laboratoriais confirmam o diagnóstico. Os principais são dosagem de porfobilinogênio, ácido aminolevulínico na urina e porfirinas, além de testes genéticos.

Quais são os tipos de porfiria?

A porfiria pode ser classificada conforme os sintomas e o local de produção das substâncias alteradas.

1. Porfirias agudas

As porfirias agudas são, em sua maioria, de origem hepática e causam crises com sintomas neurológicos e gastrointestinais.

A forma mais comum é a porfiria aguda intermitente, responsável pela maioria dos casos de crises agudas.

Os sintomas incluem dor abdominal intensa, confusão mental, alucinações, convulsões, palpitações, alterações urinárias e fraqueza muscular.

2. Porfirias cutâneas

As porfirias cutâneas afetam principalmente a pele e estão relacionadas ao acúmulo de substâncias que causam sensibilidade à luz solar. Podem ter origem hepática ou eritropoiética (na medula óssea).

A principal característica é a sensibilidade à luz solar, com formação de bolhas, fragilidade da pele e cicatrizes.

Como é feito o tratamento da porfiria?

O tratamento da porfiria pode incluir diferentes abordagens:

  • Uso de medicamentos para controlar dor, náuseas e vômitos;
  • Administração de glicose ou hemina em crises agudas;
  • Uso de givosirana sódica, para porfiria hepática aguda recorrente;
  • Tratamento de infecções desencadeantes e fatores de risco;
  • Flebotomia ou uso de cloroquina ou hidroxicloroquina para porfiria cutânea;
  • Proteção da pele e redução da exposição solar em formas cutâneas;
  • Transplante de fígado para porfirias hepáticas agudas severas ou transplante de medula óssea nas porfirias eritropoiéticas.

A escolha do tratamento depende do tipo de porfiria e da gravidade dos sintomas.

Porfiria tem cura?

Na maioria dos casos, a porfiria não tem cura definitiva, pois está ligada a alterações genéticas.

Mesmo assim, é possível controlar os sintomas, reduzir crises e melhorar a qualidade de vida com acompanhamento adequado e prevenção de fatores desencadeantes.

Como prevenir a porfiria?

A prevenção foca em evitar fatores que podem desencadear crises em pessoas com predisposição:

  • Evitar álcool e tabaco;
  • Manter alimentação regular sem longos jejuns;
  • Reduzir exposição solar em formas cutâneas;
  • Tratar infecções rapidamente;
  • Evitar substâncias e medicamentos de risco.

Essas medidas ajudam a reduzir a frequência e intensidade das crises.

Porfiria é contagiosa?

Não, porfiria não é transmitida entre pessoas, pois está ligada a alterações genéticas.

Quais as complicações da porfiria?

As principais complicações da porfiria são:

  • Problemas nos rins, com risco de redução da função renal;
  • Pressão alta crônica;
  • Alterações no fígado, incluindo maior risco cirrose ou câncer de fígado;
  • Dor crônica, fraqueza e limitações neurológicas após crises repetidas;
  • Em formas cutâneas, cicatrizes e lesões persistentes na pele.

As complicações tendem a ser mais frequentes em formas agudas e em casos com crises recorrentes sem acompanhamento adequado.

Quais soluções a Rede D’Or oferece?

Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar a porfiria com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.

A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.

O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.

Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).

A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.

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