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Dismorfismo Eritrocitário
Sinônimos
- Avaliacao de Dismorfismo Eritrocitario / Teste Para Dismorfismo Eritrocitario
O que é o Dismorfismo Eritrocitário?
Dismorfismo eritrocitário é a alteração da forma das hemácias (glóbulos vermelhos) presentes na urina, indicando muitas vezes sangramento vindo dos filtros dos rins, chamados glomérulos renais.
O exame de dismorfismo eritrocitário serve para investigar a origem do sangue na urina, se é dos rins ou das vias urinárias, e costuma ser pedido quando há hematúria persistente.
Resultados positivos sugerem lesão glomerular, enquanto achados negativos ou com poucas hemácias dismórficas apontam, em geral, para sangramento das vias urinárias baixas ou outras causas não renais.
Para que serve o exame de dismorfismo eritrocitário?
O exame de dismorfismo eritrocitário na urina serve para o médico entender se a hematúria (sangue na urina) vem dos glomérulos renais, estruturas dos rins que filtram o sangue, ou de outros locais do sistema urinário, como bexiga, uretra ou, no caso de homens, próstata.
Esse teste é essencial para orientar o diagnóstico correto e monitorar doenças renais.
Além disso, ajuda médicos a diferenciar entre condições mais graves, como glomerulonefrites, e situações menos complexas, como infecções urinárias ou pequenos traumas urinários.
Quando o exame de dismorfismo eritrocitário é indicado?
O exame de dismorfismo eritrocitário é em casos de:
- Sangue na urina visível ou microscópico;
- Suspeita de doenças glomerulares;
- Doenças crônicas com risco renal;
- Monitoramento de doença renal já diagnosticada
- Perda de proteína na urina (proteinúria) junto com o sangramento;
O exame também pode ser indicado quando o médico deseja evitar procedimentos urológicos invasivos nos casos em que o padrão de hemácias for claramente de origem glomerular.
Essas indicações ajudam o médico a direcionar a investigação para a causa mais provável do sangramento, seja ela renal ou das vias urinárias baixas.
O que significa a presença de hemácias dismórficas na urina?
Significa que os glóbulos vermelhos do sangue mudaram de forma ao passar pelos filtros do rim (glomérulos renais).
Isso ocorre porque, quando os glomérulos estão lesionados, eles permitem a passagem do sangue por aberturas irregulares, submetendo as hemácias (eritrócitos) a estresse mecânico e mudanças de pressão, alterando o seu formato.
Um achado importante nesse exame é a presença dos acantócitos, que são hemácias deformadas, com pequenas “pontas” ou saliências. A identificação dessas células é um forte indício de que o sangramento tem origem nos próprios rins.
Como deve ser o preparo para o exame de dismorfismo eritrocitário?
O preparo para o exame de dismorfismo eritrocitário é simples e não exige jejum. A pessoa pode se alimentar e beber água normalmente antes da coleta.
No entanto, é muito importante que as mulheres evitem realizar o exame durante o período menstrual, pois o sangue da menstruação pode se misturar à urina e causar erros no resultado.
Caso a pessoa esteja usando algum medicamento ou tenha feito exercícios físicos intensos nas últimas 24 horas, deve informar ao laboratório, pois isso também pode influenciar a aparência das células na urina.
Como é feito o exame de dismorfismo eritrocitário?
O exame de dismorfismo eritrocitário é feito através da análise de uma amostra de urina que deve ser coletada no frasco estéril fornecido pelo laboratório.
A coleta deve ser feita, preferencialmente, com o jato médio da primeira urina da manhã, após higiene da região íntima, descartando o primeiro jato.
O material deve ser entregue rapidamente ao laboratório para realização da análise e observação detalhada do formato das hemácias presentes na amostra.
O que é o dismorfismo eritrocitário contraste de fase?
O dismorfismo eritrocitário contraste de fase é o exame das hemácias urinárias com uma técnica de microscopia que destaca melhor suas deformações, aumentando a precisão do laudo.
Quais os valores de referência do exame de dismorfismo eritrocitário?
Os valores de referência do dismorfismo eritrocitário são:
| Percentual de hemácias dismórficas na urina | O que significa |
| Até 20% | Geralmente indica que o sangue na urina não vem dos rins, podendo ter origem na bexiga, uretra ou vias urinárias inferiores. |
| Entre 20% e 40% | Resultado indeterminado, que deve ser avaliado junto com outros exames e sintomas. |
| Acima de 40% | Sugere fortemente hematúria de origem glomerular, indicando possível doença nos filtros dos rins. |
| Predomínio de hemácias dismórficas (≥ 80%) | Achado altamente sugestivo de doença glomerular ativa. |
Os percentuais utilizados como referência não são absolutos e podem variar conforme o método de análise, o tipo de microscopia utilizada e o protocolo do laboratório.
Por isso, o resultado do exame deve ser interpretado pelo médico em conjunto com a avaliação clínica e achado de outros exames.
Dúvidas no seu exame? Consulte um especialista da Rede D’Or próximo a você.
Dismorfismo eritrocitário positivo: o que significa?
Um resultado positivo indica a presença significativa de hemácias dismórficas na urina, sugerindo hematúria de origem glomerular, que pode ser causada por:
- Glomerulonefrites;
- Nefropatia por IgA (doença de Berger);
- Nefrite lúpica, que é a inflamação no rim causada pelo lúpus;
- Doenças glomerulares sem inflamação clássica (glomerulopatias não-inflamatórias);
- Síndrome de Alport, condição genética que afeta a estrutura do filtro renal.
Um resultado positivo não fecha sozinho o diagnóstico de uma doença específica, mas sinaliza fortemente que é preciso avaliar melhor a função dos rins e investigar causas glomerulares de hematúria.
Dismorfismo eritrocitário negativo: o que significa?
Um resultado negativo indica ausência ou baixa quantidade de hemácias dismórficas, sugerindo que o sangue na urina é de origem não glomerular.
Isso pode estar relacionado a:
- Infecção urinária, como cistite, pielonefrite ou uretrite;
- Cálculos urinários (pedras nos rins, ureteres ou bexiga);
- Hiperplasia prostática, inflamações ou tumores na próstata em homens;
- Lesões estruturais da bexiga ou uretra, como tumores ou traumas;
- Alterações como nefropatia de refluxo, estenoses de vias urinárias e outras causas não glomerulares.
Mesmo com dismorfismo negativo, a presença de sangue na urina merece avaliação, pois o exame apenas sugere a origem do sangramento, e outras condições urológicas podem estar presentes.
Nesses casos, a investigação geralmente segue para exames de imagem, como o ultrassom, para localizar a fonte da irritação ou lesão.
Onde fazer o exame de dismorfismo eritrocitário?
Você pode realizar o seu exame de dismorfismo eritrocitário com total segurança e precisão nas unidades da Rede D’Or.
Contamos com laboratórios de ponta e profissionais especializados para garantir que seu resultado seja confiável.
Não deixe sua saúde para depois. Procure a unidade mais próxima de você agora mesmo e faça seu agendamento.
Qual médico pode solicitar o exame de dismorfismo eritrocitário?
Vários especialistas podem solicitar o exame de dismorfismo eritrocitário, de acordo com o quadro de cada pessoa.
O nefrologista, especialista em rins, costuma pedir esse exame quando há suspeita de doença glomerular, presença de hematúria persistente, proteinúria ou alterações na função renal que precisam ser melhor esclarecidas.
O clínico geral costuma pedir como parte de um check-up se notar sangue no exame de urina simples. O urologista também solicita o exame para descartar se o problema é nos rins ou na bexiga.
Quais outros exames podem ser solicitados?
Na investigação de sangue na urina, o exame de dismorfismo eritrocitário geralmente é combinado com outros testes, para esclarecer melhor a causa da hematúria, como:
- Exame de urina tipo 1 (EAS) com contagem de hemácias, proteínas e outros elementos;
- Proteína total na urina de 24 horas ou urocultura;
- Dosagem de creatinina e ureia no sangue para avaliar a função dos rins;
- Microalbuminúria ou relação proteína/creatinina na urina;
- Hemograma completo e exames imunológicos em suspeita de doenças sistêmicas;
- Ultrassonografia de rins e vias urinárias, em busca de cálculos, tumores ou alterações estruturais;
- Cistoscopia ou urografia, quando se suspeita de doença na bexiga ou uretra;
- Biópsia renal, em casos selecionados, para definir com precisão o tipo de doença glomerular.
A combinação desses exames, junto com a história clínica e o exame físico, permite que o médico tenha uma visão mais completa da saúde dos rins e das vias urinárias.
Cuide da sua saúde com especialistas da Rede D’Or!
Se você teve exame de urina alterado, com sangue ou suspeita de dismorfismo eritrocitário na urina, agende uma consulta com um especialista da Rede D’Or.
Cuidar da saúde dos rins com acompanhamento especializado pode fazer diferença na detecção precoce de doenças renais.
Preparativos para o exame
O exame de dismorfismo eritrocitário não requer jejum. Mulheres devem evitar a coleta durante o período menstrual.
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O prazo pode variar de acordo com a unidade. Por favor, entre em contato conosco pelo telefone (21) 3509-4700 para confirmar o prazo.
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