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Alfa 1 Anti Tripsina
Sinônimos
- Alfa 1 Antitripsina Soro
Resumo do conteúdo
- Exame de alfa-1 antitripsina mede proteína protetora dos pulmões e ajuda a diagnosticar deficiência genética associada a doenças respiratórias e hepáticas.
- Resultados alterados podem indicar risco de enfisema e doenças do fígado, exigindo avaliação médica e exames complementares.
O que é o exame de alfa-1 antitripsina?
O exame de alfa-1 antitripsina mede a quantidade dessa glicoproteína no sangue e ajuda a identificar a deficiência de alfa-1 antitripsina, uma condição genética que pode afetar pulmões e fígado.
A alfa-1 antitripsina (AAT) é uma glicoproteína produzida pelo fígado, codificada pelo gene SERPINA1 (cromossomo 14), e sua principal função é proteger os pulmões contra enzimas liberadas durante inflamações e infecções.
Quando os níveis da glicoproteína estão baixos, podem surgir sintomas como falta de ar, chiado no peito e alterações hepáticas. O tratamento busca controlar sintomas e reduzir complicações.
Para que serve o exame de alfa-1 antitripsina?
A dosagem de AAT serve para rastrear e diagnosticar a deficiência de alfa-1 antitripsina, que pode aumentar o risco de doenças pulmonares e hepáticas.
As principais indicações do exame são:
- Investigar o enfisema pulmonar precoce e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);
- Avaliar bronquite crônica ou bronquiectasias;
- Investigar cirrose, hepatite crônica e alterações no fígado;
- Rastrear a doença em parentes de primeiro grau;
- Monitorar a gravidade da deficiência dessa proteína.
A alfa-1 antitripsina inibe a enzima elastase neutrofílica. Sem a AAT, essa enzima destrói os alvéolos pulmonares, causando doenças respiratórias.
O diagnóstico precoce ajuda a reduzir danos aos pulmões e ao fígado ao longo do tempo.
Como deve ser o preparo para o exame de alfa-1 antitripsina?
Na maioria dos casos, o exame não exige jejum. Alguns laboratórios podem solicitar jejum de 4 a 8 horas antes da coleta.
Também é importante informar o uso de medicamentos hormonais, corticoides e imunossupressores, pois podem alterar os resultados.
Infecções e inflamações recentes podem aumentar os níveis da proteína no sangue. Por isso, o exame costuma ser mais confiável em períodos de estabilidade clínica.
Como é feito o exame de alfa-1 antitripsina?
O exame é realizado com coleta de sangue venoso, geralmente no braço. O procedimento é rápido e semelhante a outros exames laboratoriais.
Após a coleta, a amostra segue para análise com métodos, como nefelometria ou imunoensaios, para quantificar os níveis da alfa-1 antitripsina no sangue.
Em alguns casos, o laboratório também pode solicitar exames genéticos para identificar alterações no gene SERPINA1, ligado à deficiência da proteína.
Quais os valores de referência da alfa-1 antitripsina?
Os valores de referência da alfa-1 antitripsina são:
| Resultado | Valores aproximados |
| Normal | 90 a 200 mg/dL |
| Redução leve | 80 a 89 mg/dL |
| Redução moderada | 57 a 79 mg/dL |
| Deficiência grave | Abaixo de 57 mg/dL |
Os valores podem variar significativamente conforme o método utilizado pelo laboratório.
Valores baixos podem indicar deficiência de alfa-1 antitripsina e necessidade de investigação complementar.
Dúvidas no seu exame? Consulte um especialista da Rede D’Or próximo a você.
Quais doenças o exame de alfa-1 antitripsina detecta?
O exame de sangue AAT ajuda a identificar doenças relacionadas à deficiência de alfa-1 antitripsina (DAAT), principalmente alterações pulmonares e hepáticas, como:
- Enfisema pulmonar;
- Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);
- Bronquite crônica e bronquiectasias;
- Asma com obstrução persistente das vias respiratórias;
- Hepatite crônica, cirrose e fibrose hepática;
- Paniculite necrosante e algumas vasculites raras.
O exame isolado não confirma diagnóstico e deve ser interpretado junto com histórico clínico e exames complementares.
Como entender o resultado do exame de alfa-1 antitripsina?
A interpretação do resultado do teste deve ser feita pelo médico, que vai analisar a quantidade da proteína junto com o histórico de saúde e outros exames.
1. Alfa-1 antitripsina baixa
Níveis reduzidos podem indicar deficiência de alfa-1 antitripsina, principalmente quando associados a sintomas respiratórios ou hepáticos.
Nesses casos, exames genéticos podem ser solicitados para confirmar alterações hereditárias relacionadas à produção da proteína.
2. Alfa-1 antitripsina alta
Valores elevados podem ocorrer durante infecções, inflamações e uso de alguns medicamentos hormonais.
Isso acontece porque a proteína aumenta como resposta do organismo. Isoladamente, esse achado não indica doença específica.
Onde fazer o exame de alfa-1 antitripsina?
O exame pode ser realizado em laboratórios e hospitais com serviço de análises clínicas.
Na Rede D’Or, é possível agendar exames com segurança, tecnologia laboratorial e suporte especializado.
Consulte a unidade mais próxima para verificar preparo, cobertura do convênio e disponibilidade do exame.
Qual médico pode solicitar o exame de alfa-1 antitripsina?
O exame pode ser solicitado por pneumologistas, hepatologistas, clínicos gerais e gastroenterologistas durante a investigação de doenças respiratórias ou hepáticas.
Em crianças, o teste também pode ser indicado por pediatras quando existem alterações no fígado, histórico familiar da doença ou sintomas respiratórios persistentes.
Quais outros exames podem ser solicitados?
Para complementar a avaliação, outros exames podem ser indicados:
- Testes genéticos do gene SERPINA1, para confirmação diagnóstica;
- Proteína C-reativa (PCR) e hemograma, para avaliar inflamação no organismo;
- Espirometria, para análise da função pulmonar;
- Provas de função hepática, como ALT, AST e bilirrubinas;
- Tomografia computadorizada de tórax, para avaliar alterações estruturais;
- Ultrassonografia hepática com elastografia transitória (FibroScan), para avaliação de fibrose hepática
A combinação desses exames ajuda a confirmar o diagnóstico e avaliar possíveis complicações.
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Preparativos para o exame
Na maioria dos casos, o exame não exige jejum, mas alguns laboratórios podem solicitar jejum leve de 4 a 8 horas para melhor controle de variáveis laboratoriais. O mais importante é informar ao laboratório sobre o uso de medicamentos, especialmente anticoncepcionais hormonais, corticoides ou imunossupressores, pois podem alterar os níveis da proteína.
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O prazo pode variar de acordo com a unidade. Por favor, entre em contato conosco pelo telefone (83) 3565-9000 para confirmar o prazo.
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