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Saúde cardiovascular: escute o seu coração e saiba o que você pode fazer para protegê-lo

As doenças do coração são a principal causa de morte no mundo e no Brasil. Mas a maioria dos casos pode ser prevenida
Por: Rede D'Or
ALT: imagem mostra uma moça, de blusa azul, cabelos castanhos longos, segurando, em primeiro plano, um estetoscópio fazendo com que a borracha do aparelho tenha formato de coração.
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O coração bate em média 100 mil vezes por dia. É um músculo incansável que trabalha sem parar desde antes de nascermos até o último momento de nossas vidas. E, justamente por ser tão essencial, quando algo vai mal com ele, as consequências podem ser graves e irreversíveis. As doenças cardiovasculares reúnem um conjunto de condições que afetam o coração e os vasos sanguíneos e são, há décadas, a principal causa de morte no mundo inteiro.

A boa notícia é que a grande maioria dessas doenças tem prevenção. Hábitos de vida saudáveis, controle dos fatores de risco e acompanhamento regular com o cardiologista são os pilares mais eficazes para manter o coração funcionando bem.

  • De acordo com a OMS, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, responsáveis por mais mortes do que qualquer outra condição. Estima-se que mais de 17 milhões de pessoas morram por doenças cardiovasculares a cada ano.
  • No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que as doenças cardiovasculares foram responsáveis por aproximadamente 400 mil mortes em 2022, o que as coloca como a principal causa de óbitos no país.
  • Segundo a Estratégia de Saúde Cardiovascular do Ministério da Saúde, as causas cardiovasculares respondem por cerca de 30% de todos os óbitos por doenças crônicas não transmissíveis no Brasil, tendo como principais fatores de risco a hipertensão arterial e o diabetes.
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O que são as doenças cardiovasculares?

As doenças cardiovasculares são condições que afetam o coração e o sistema circulatório, ou seja, as artérias, veias e capilares que transportam sangue por todo o organismo. Elas abrangem uma série de condições diferentes, das mais comuns às mais raras, mas todas têm em comum o fato de comprometer a capacidade do coração de funcionar adequadamente.

A condição mais frequente é a doença arterial coronariana, que ocorre quando as artérias responsáveis por irrigar o músculo cardíaco se estreitam ou se obstruem pelo acúmulo de placas de gordura, processo chamado de aterosclerose. Quando essa obstrução é súbita e completa, ocorre o infarto. Outras condições relevantes incluem as arritmias (alterações no ritmo cardíaco), a insuficiência cardíaca (quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o organismo) e o acidente vascular cerebral (AVC), que ocorre quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido.

É importante saber que as doenças cardiovasculares podem se manifestar de formas diferentes dependendo do perfil de cada pessoa. Em mulheres, por exemplo, os sintomas de infarto frequentemente não seguem o padrão clássico de dor forte no peito. Podem aparecer como cansaço súbito, desconforto abdominal ou falta de ar. Por isso, estar atento a qualquer sinal incomum e buscar avaliação médica é fundamental.

Quais são os sintomas das doenças cardiovasculares e quando procurar ajuda?

Um dos aspectos mais desafiadores das doenças cardiovasculares é que muitas delas se desenvolvem silenciosamente, sem sintomas visíveis nas fases iniciais. A aterosclerose, por exemplo, pode evoluir por anos sem que a pessoa perceba qualquer alteração. Por isso, o acompanhamento preventivo com o cardiologista é tão importante, mesmo para quem se sente bem.

Quando os sintomas aparecem, os mais frequentes incluem dor ou pressão no peito, falta de ar, cansaço excessivo para atividades que antes eram fáceis, palpitações ou sensação de que o coração está acelerado, tonturas, desmaios e inchaço nas pernas e tornozelos. No caso do AVC, os sinais de alerta incluem perda de força ou sensibilidade de um lado do corpo, dificuldade súbita para falar ou entender, alteração de visão e desequilíbrio.

Qualquer um desses sinais merece atenção imediata. Diante de suspeita de infarto ou AVC, o tempo é determinante: quanto mais rápido o atendimento, menores as chances de sequelas graves. Em caso de sintomas agudos, vá ao pronto-socorro mais próximo.

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Quais são os fatores de risco para doenças cardiovasculares?

Os fatores de risco cardiovascular são condições ou hábitos que aumentam a probabilidade de desenvolver doenças do coração. A boa notícia é que a maioria deles pode ser modificada com mudanças de comportamento e acompanhamento médico adequado.

Entre os principais fatores de risco estão a hipertensão arterial (pressão alta), o diabetes, o colesterol elevado, o tabagismo, o sedentarismo, a obesidade e o excesso de peso, especialmente na região abdominal. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, uma dieta rica em gorduras saturadas, açúcar e sódio, e o estresse crônico também contribuem para o aumento do risco cardiovascular.

Alguns fatores não podem ser modificados, como a idade, o sexo e o histórico familiar de doenças cardíacas. Mas mesmo nesses casos, o controle rigoroso dos fatores de risco modificáveis pode reduzir significativamente o risco cardiovascular global. É o conjunto de fatores que conta: quando mais de um deles está presente ao mesmo tempo, o risco aumenta de forma expressiva. Se quiser saber mais sobre cuidado e prevenção cardiovascular, conheça a Cardiologia D’Or.

Qual médico consultar e como é feito o diagnóstico?

O especialista responsável pelo diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças cardiovasculares é o cardiologista. Em casos de emergência, como infarto e AVC, o atendimento é feito pelo médico emergencista. Para o acompanhamento preventivo, o check-up cardiológico pode ser solicitado pelo próprio cardiologista ou pelo clínico geral, e é recomendado mesmo para quem não apresenta sintomas, especialmente a partir dos 40 anos ou antes, em caso de fatores de risco.

O diagnóstico das doenças cardiovasculares se baseia na avaliação clínica, no histórico de saúde e de hábitos de vida, e em exames cardiológicos. Entre os principais exames estão o eletrocardiograma, que avalia a atividade elétrica do coração; o ecocardiograma, que fornece imagens do coração em movimento; o teste ergométrico, que avalia o coração sob esforço físico; e o cateterismo cardíaco, que identifica obstruções nas artérias coronárias. A escolha dos exames depende do quadro clínico de cada pessoa e é definida pelo médico.

Exames laboratoriais como perfil lipídico, glicemia e marcadores inflamatórios também costumam fazer parte da avaliação cardiovascular. O conjunto dessas informações permite ao cardiologista estimar o risco cardiovascular global e definir a melhor estratégia de prevenção ou tratamento para cada caso.

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Como é o tratamento das doenças cardiovasculares?

O tratamento das doenças cardiovasculares é sempre individualizado e depende do tipo de condição, do estágio em que foi diagnosticada e das características de cada pessoa. Em muitos casos, mudanças no estilo de vida são a base do tratamento, e podem ser suficientes para controlar os fatores de risco e prevenir complicações mais graves.

De acordo com avaliação médica, pode ser indicado o uso de medicamentos para controlar a pressão arterial, reduzir o colesterol, controlar o diabetes ou regular o ritmo cardíaco. Em situações específicas, procedimentos como a angioplastia (desobstrução das artérias por cateter), o implante de stents ou a cirurgia de revascularização do miocárdio podem ser necessários. Para arritmias, pode ser indicada a ablação por cateter ou o implante de marcapasso, conforme a avaliação do cardiologista.

O acompanhamento contínuo com o cardiologista é fundamental em todas as etapas, tanto no tratamento quanto na prevenção de recorrências, e agir preventivamente, evitando desfechos graves.

O que fazer para prevenir as doenças cardiovasculares?

A prevenção das doenças cardiovasculares começa com o conhecimento dos próprios fatores de risco. Saber o que está em jogo é o primeiro passo para agir. E agir, nesse caso, significa adotar hábitos que protejam o coração ao longo dos anos.

Praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada com baixo teor de sódio e gorduras saturadas, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e controlar o estresse são medidas com impacto comprovado na redução do risco cardiovascular. O controle do peso corporal, especialmente a gordura abdominal, também é fundamental, pois está diretamente associado a hipertensão, diabetes e colesterol elevado, os três principais fatores de risco cardiovascular modificáveis.

Além dos hábitos de vida, o check-up cardiológico regular é indispensável. Muitas condições que aumentam o risco de infarto e AVC se desenvolvem sem sintomas e só são detectadas por exames. Manter o acompanhamento com o cardiologista é a forma mais eficaz de identificar alterações o quanto antes. As doenças cardiovasculares crônicas podem ser bem controladas com o tratamento adequado, permitindo uma vida com qualidade e autonomia.

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