A Angioressonância Magnética Arterial de Crânio é um exame que utiliza campo magnético para gerar imagens detalhadas das artérias cerebrais, sem uso de radiação ionizante. Ela serve para investigar aneurismas, estreitamentos, obstruções, malformações vasculares e alterações relacionadas à circulação sanguínea no cérebro.
É um exame de imagem não invasivo que permite visualizar as artérias localizadas dentro do crânio. O método utiliza um campo magnético, ondas de radiofrequência e processamento computadorizado, sem empregar radiação ionizante.
O exame mostra o trajeto, o calibre e o fluxo sanguíneo das artérias cerebrais. Ele pode ser realizado sem contraste, por meio de técnicas que utilizam o próprio movimento do sangue para formar as imagens. Em algumas situações, pode ser administrado contraste à base de gadolínio para melhorar a visualização dos vasos.
A angioressonância arterial não deve ser confundida com a angioressonância venosa, que analisa principalmente as veias e os seios venosos do crânio.

A sua principal finalidade é investigar alterações nas artérias responsáveis pela circulação sanguínea cerebral. O exame também pode ser utilizado para planejar tratamentos, acompanhar condições já diagnosticadas e avaliar o resultado de cirurgias ou procedimentos endovasculares.
Entre as principais alterações investigadas estão:
A angioressonância pode mostrar o tamanho, a localização e o formato de um aneurisma, além de ajudar a identificar artérias estreitadas ou obstruídas. Dependendo da suspeita clínica, ela pode ser realizada junto à ressonância magnética convencional do cérebro ou complementada por angiotomografia ou angiografia cerebral por cateter.
O paciente permanece deitado de barriga para cima em uma maca, com a cabeça posicionada em um dispositivo próprio para a captação das imagens. A mesa desliza para o interior do aparelho de ressonância magnética.
Durante o exame, é necessário permanecer imóvel, pois os movimentos podem prejudicar a qualidade das imagens. O equipamento produz batidas e sons repetitivos, considerados normais. Protetores auriculares ou fones são fornecidos para diminuir o desconforto causado pelo ruído.
A equipe acompanha o paciente durante todo o procedimento e mantém comunicação por interfone. Quando o protocolo exige contraste, um acesso é colocado em uma veia do braço ou da mão para a administração do gadolínio.
O exame costuma durar entre 20 e 40 minutos. O tempo pode variar de acordo com o protocolo, a necessidade de contraste e a capacidade do paciente de permanecer imóvel. Quando não há sedação, normalmente é possível retomar as atividades habituais logo após o procedimento.
Não existe um sintoma exclusivo que determine a realização do exame. Determinadas alterações vasculares podem não causar manifestações e ser identificadas durante a investigação de outro problema ou no acompanhamento de pacientes com maior risco.
A angioressonância pode ser considerada diante de situações como:
Fraqueza repentina, alteração da fala, assimetria facial, perda súbita da visão ou dor de cabeça muito intensa podem ser sinais de uma emergência neurológica. Nesses casos, deve-se procurar atendimento imediato.

A angioressonância não utiliza radiação ionizante e apresenta baixo risco para a maioria das pessoas quando as normas de segurança são seguidas. O principal cuidado está relacionado ao forte campo magnético, que pode movimentar objetos metálicos ou interferir no funcionamento de alguns dispositivos médicos.
A presença de marca-passo, clipe de aneurisma, implante coclear ou outro dispositivo não impede automaticamente a realização do exame. Entretanto, a equipe precisa confirmar o modelo e verificar se ele é seguro ou compatível sob condições específicas. Fragmentos metálicos nos olhos exigem atenção especial.
Quando é utilizado gadolínio, as reações alérgicas são pouco frequentes e geralmente leves. Pacientes com comprometimento renal grave devem passar por avaliação individualizada, pois existe um risco baixo de fibrose sistêmica nefrogênica, sobretudo associado a determinados agentes de contraste.
Na gravidez, a ressonância pode ser considerada quando houver uma justificativa médica. O contraste à base de gadolínio, porém, costuma ser evitado e reservado para situações em que sua utilização seja considerada indispensável.
Pessoas com claustrofobia podem precisar de medidas de apoio ou sedação, que possui orientações e cuidados próprios.
Não há valores de referência numéricos. O resultado é apresentado em um laudo descritivo elaborado pelo médico radiologista.
Durante a análise, são avaliados o trajeto e o calibre das artérias, a passagem do sangue e a presença de estreitamentos, obstruções, dilatações, aneurismas ou malformações. Quando uma alteração é encontrada, o radiologista pode informar sua localização, extensão e medidas.
Em um exame sem alterações consideráveis, o laudo pode descrever artérias intracranianas com calibre e fluxo preservados, sem sinais de estreitamentos importantes, obstruções, aneurismas ou malformações vasculares evidentes.
O resultado deve ser interpretado pelo médico solicitante em conjunto com os sintomas, o exame neurológico e outros testes. Em alguns casos, pode ser necessário complementar a investigação com outro método de imagem.
O neurologista e o neurocirurgião estão entre os especialistas que mais frequentemente solicitam o exame. Contudo, conforme o quadro clínico do paciente, médicos de outras especialidades também podem indicá-lo, como angiologistas, cirurgiões vasculares e clínicos gerais.
Documentos obrigatórios: leve pedido médico, carteira do convênio, CPF e documento com foto.
Chegada: compareça com 30 minutos de antecedência em relação ao horário agendado.
Duração: o exame tem duração média de 20 a 40 minutos.
Jejum: não é necessário jejum, exceto se o exame for realizado com anestesia ou sedação (nesse caso, siga as orientações específicas de preparo da anestesia).
Contraindicações: não poderão realizar o exame pacientes com metais intraoculares (exceto lentes de contato), tatuagens ou micropigmentações com menos de quatro semanas, cílios postiços magnéticos ou colados, ou piercings não removidos.
Exames anteriores: leve exames de imagem anteriores relacionados ao problema atual, preferencialmente em mídia digital (CD/DVD com laudo) e/ou com login e senha para acesso remoto, caso sejam de outra instituição. Pessoas com doenças renais devem apresentar um exame de creatinina recente, realizado há no máximo 90 dias.
Acompanhante: menores de 18 anos devem estar acompanhados de um responsável maior de idade, que permanecerá até o fim do exame.
Outras orientações: compareça sem cremes, maquiagem, esmaltes ou produtos no cabelo e retire acessórios metálicos (como correntes, relógios, brincos, piercings e cintos).
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