A Ressonância Magnética Articular de Cotovelo é um exame de imagem sem radiação que avalia com detalhes ossos, cartilagens, tendões, ligamentos e músculos da articulação. Ele serve para investigar dores, inflamações, rupturas, lesões esportivas, fraturas discretas e outras alterações do cotovelo.
É um exame de imagem não invasivo que utiliza campo magnético e ondas de radiofrequência para produzir imagens detalhadas da articulação entre o braço e o antebraço. O método não utiliza radiação ionizante.
Por meio deste exame, é possível observar ossos, cartilagens, tendões, ligamentos, músculos, bursas e outras estruturas do cotovelo. Na maioria dos casos, ele é realizado sem contraste, mas o médico pode indicar contraste intravenoso em situações específicas. A ressonância convencional é diferente da artro-ressonância, na qual o contraste é injetado diretamente na articulação.
A sua principal função é investigar alterações que causam dor, inchaço, limitação dos movimentos ou perda de força no cotovelo. O exame também pode ser solicitado após traumas ou quando radiografias e outros exames não esclarecem completamente a causa dos sintomas. A ressonância pode ajudar a identificar:
O exame também pode auxiliar no planejamento cirúrgico e no acompanhamento do tratamento. Para dor crônica com suspeita de lesão de tendões, ligamentos ou estruturas internas da articulação, a ressonância sem contraste costuma ser uma opção apropriada quando a avaliação inicial não foi conclusiva.
O paciente permanece deitado em uma maca, com o braço e o cotovelo posicionados em um dispositivo próprio para captar as imagens. A posição pode variar conforme o equipamento e o lado examinado.
A maca desliza para o interior do aparelho de ressonância. Durante o procedimento, é importante manter o braço imóvel, pois os movimentos podem prejudicar a qualidade das imagens. O equipamento produz ruídos fortes e repetitivos, considerados normais. Por isso, são oferecidos protetores auriculares ou fones.
Quando o protocolo exige contraste, um acesso é colocado em uma veia do braço ou da mão para a administração de gadolínio. O exame é indolor e costuma durar entre 20 e 40 minutos.
Pessoas com dor intensa, claustrofobia ou dificuldade para permanecer imóveis podem precisar de medidas de apoio ou sedação, conforme avaliação da equipe.
Não existe um sintoma exclusivo que determine a realização da ressonância. A indicação depende do histórico do paciente, do exame físico e, muitas vezes, do resultado de radiografias ou ultrassonografias anteriores.
O exame pode ser considerado diante de manifestações como:
A ressonância não utiliza raios X e é considerada segura para a maioria das pessoas. O principal cuidado está relacionado ao campo magnético, que pode interferir em determinados dispositivos eletrônicos ou movimentar materiais metálicos não compatíveis.
A presença de marca-passo, implante coclear, prótese ou clipe cirúrgico não impede automaticamente o exame. A equipe deve verificar o modelo e confirmar se o dispositivo é compatível com a ressonância. Fragmentos metálicos, principalmente próximos aos olhos, também precisam ser informados.
Quando o gadolínio é utilizado, reações alérgicas são pouco frequentes e geralmente leves. Pessoas com comprometimento renal grave precisam de avaliação individualizada. Durante a gravidez, a ressonância sem contraste pode ser realizada quando houver indicação médica, enquanto o gadolínio costuma ser reservado para situações em que seja realmente indispensável.
Não há valores de referência numéricos para este exame. O resultado é apresentado em um laudo descritivo elaborado pelo médico radiologista.
Em um exame sem alterações relevantes, as estruturas podem ser descritas como preservadas. Contudo, para um diagnóstico preciso, o resultado deve ser interpretado pelo médico solicitante em conjunto com os sintomas e o exame físico.
O ortopedista é o profissional que mais frequentemente solicita o exame. Contudo, médicos de outras especialidades também podem indicá-lo, entre eles médicos do esporte, reumatologistas e fisiatras, conforme o quadro clínico do paciente.
Documentos obrigatórios: leve pedido médico, carteira do convênio, CPF e documento com foto.
Chegada: compareça com 30 minutos de antecedência em relação ao horário agendado.
Duração: o exame tem duração média de 20 a 40 minutos.
Jejum: não é necessário jejum, exceto se o exame for realizado com anestesia ou sedação (nesse caso, siga as orientações específicas de preparo da anestesia).
Contraindicações: não poderão realizar o exame pacientes com metais intraoculares (exceto lentes de contato), tatuagens ou micropigmentações com menos de quatro semanas, cílios postiços magnéticos ou colados, ou piercings não removidos.
Exames anteriores: leve exames de imagem anteriores relacionados ao problema atual, preferencialmente em mídia digital (CD/DVD com laudo) e/ou com login e senha para acesso remoto, caso sejam de outra instituição. Pessoas com doenças renais devem apresentar um exame de creatinina recente, realizado há no máximo 90 dias.
Acompanhante: menores de 18 anos devem estar acompanhados de um responsável maior de idade, que permanecerá até o fim do exame.
Outras orientações: compareça sem cremes, maquiagem, esmaltes ou produtos no cabelo e retire acessórios metálicos (como correntes, relógios, brincos, piercings e cintos).
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