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Foto do médico Raissa Karen Moraes Dantas
Revisão médicaRaissa Karen Moraes Dantas
CRM SP 21162-0
Pneumologia GeralMedicina do Sono Clínica
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Raissa Karen Moraes Dantas
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Resumo do conteúdo:

  • Apneia do sono causa pausas na respiração durante o sono, reduzindo oxigenação e qualidade do descanso noturno.
  • O tratamento envolve CPAP, perda de peso, dispositivos orais e acompanhamento médico especializado contínuo.
  • Procure um médico se apresentar roncos frequentes, pausas na respiração relatadas por terceiros, engasgos noturnos ou sonolência excessiva durante o dia.

O que é apneia?

A apneia do sono é um distúrbio caracterizado por paradas repetidas da respiração durante o sono, causadas por obstrução parcial ou total das vias respiratórias. Essas interrupções podem durar segundos e se repetir várias vezes por hora.

Essa condição é mais comum em quem tem excesso de peso, alterações na estrutura da face ou envelhecimento. O uso de álcool à noite e fatores genéticos também aumentam o risco.

O tratamento varia conforme a gravidade da apneia e ajuda a evitar complicações cardiovasculares e restaura o sono reparador, melhorando a disposição e o foco ao longo do dia.

Quais são os sintomas de apneia?

Os principais sintomas de apneia são:

  • Ronco alto e frequente durante o sono;
  • Pausas na respiração durante a noite observadas por outras pessoas;
  • Sensação de sufocamento ou engasgos ao dormir;
  • Sonolência excessiva durante o dia e cansaço constante;
  • Dor de cabeça ao acordar e dificuldade de concentração.

Esses sinais podem variar em intensidade, mas costumam se repetir ao longo das noites.

Se você apresenta sintomas de apneia, agende uma consulta com um especialista da Rede D’Or para avaliação especializada.

Ronco sempre significa apneia?

Não. O ronco pode ocorrer sem apneia, mas quando há pausas respiratórias, a suspeita aumenta.

O que causa apneia?

A apneia do sono tem causas variadas, geralmente relacionadas ao estreitamento das vias aéreas ou alterações no controle da respiração.

Os principais fatores de risco são:

  • Obesidade ou excesso de peso, que estreita as vias respiratórias;
  • Alterações anatômicas, como amígdalas grandes ou queixo retraído;
  • Envelhecimento natural do organismo;
  • Uso de álcool, sedativos, opioides ou tabagismo;
  • Predisposição genética e histórico familiar de apneia;
  • Menopausa, hipotireoidismo ou acromegalia;
  • Amigdalites ou congestão nasal (podem causar apneia temporária).

Além disso, a apneia do sono é mais comum em homens e pode ter maior risco em alguns grupos étnicos, como pessoas de ascendência asiática, afrodescendentes e hispânicos.

Esses fatores podem atuar juntos e aumentar a chance de interrupções respiratórias durante o sono.

Quais são os tipos de apneia do sono?

A apneia pode ocorrer de formas diferentes, dependendo do mecanismo envolvido na respiração durante o sono.

1. Apneia obstrutiva do sono

A apneia obstrutiva do sono é o tipo mais comum e acontece quando há fechamento (obstrução) parcial ou total da via aérea superior, mesmo com esforço para respirar. O ronco costuma ser frequente.

2. Apneia central

Na apneia central, o cérebro não envia sinais adequados para manter a respiração. É menos comum e pode estar ligada a doenças neurológicas, cardíacas ou uso de alguns medicamentos.

3. Apneia mista

A apneia mista é uma combinação da obstrutiva e central no mesmo evento respiratório.

Esse tipo pode variar ao longo da noite, dificultando a identificação sem exame específico.

Qual médico trata a apneia?

O diagnóstico e acompanhamento costumam ser feitos por profissionais que avaliam o sono e a respiração. Em adultos, especialistas em medicina do sono, pneumologia ou otorrinolaringologia são os mais indicados.

Em crianças, avaliação com otorrinolaringologista pediátrico pode ser necessária, especialmente quando há ronco persistente ou alterações respiratórias noturnas.

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Como é feito o diagnóstico da apneia?

O diagnóstico é feito por meio da avaliação dos sintomas e histórico de saúde. Questionários de triagem podem ajudar a identificar risco aumentado de apneia.

A confirmação é feita por exames do sono, principalmente a polissonografia, que monitora respiração, oxigenação e atividade cerebral durante a noite.

A gravidade é medida pelo Índice de Apneia-Hipopneia (IAH) que considera o número de eventos respiratórios por hora, classificando em apneia leve, moderada ou grave conforme a frequência das pausas.

Como tratar apneia do sono?

O tratamento depende da gravidade e das características individuais, podendo combinar diferentes abordagens, como:

  • Mudanças no estilo de vida, como perda de peso;
  • Evitar álcool à noite, medicamentos sedativos ou opioides e abandonar o cigarro;
  • Uso de CPAP, aparelho que mantém as vias aéreas abertas com pressão de ar;
  • Dispositivos orais que ajustam a posição da mandíbula;
  • Uso de medicamentos, como tirzepatida, atuando indiretamente no controle da apneia obstrutiva do sono em adultos com obesidade;
  • Terapia posicional para evitar dormir de barriga para cima;
  • Cirurgias em casos selecionados.

O acompanhamento clínico é essencial para ajustar a melhor estratégia.

Apneia tem cura?

A apneia do sono pode ser controlada na maioria dos casos, especialmente quando os fatores de risco são tratados. Em alguns casos, os sintomas podem desaparecer com mudanças de estilo de vida.

Em situações mais graves, o controle costuma ser contínuo, com uso de dispositivos ou outras terapias para manter a respiração adequada durante o sono.

Quais os riscos da apneia?

A apneia do sono não tratada pode causar impactos importantes na saúde ao longo do tempo e aumentar o risco de:

  • Doenças cardiovasculares, como pressão alta, infarto, AVC e arritmias cardíacas;
  • Diabetes mellitus tipo 2 e gordura no fígado;
  • Acidentes automobilísticos e em ambientes de trabalho devido à sonolência excessiva durante o dia;
  • Depressão, ansiedade severa e problemas de memória e concentração.

O tratamento correto orientado pelo médico ajuda a reduzir esses riscos e melhorar a qualidade de vida.

Apneia do sono pode matar?

A apneia aumenta o risco de eventos cardiovasculares potencialmente fatais. Isso porque o esforço que o coração faz pela falta de oxigênio durante as paradas respiratórias pode aumentar o risco de infarto, derrame cerebral e arritmias graves, que podem colocar a vida em risco.

Quais soluções a Rede D’Or oferece?

Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar a apneia com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.

A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.

O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.

Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).

A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.

Conte com a Rede D’Or sempre que precisar!

Marque uma consulta com o MÉDICO DO SONO perto de você! Se você identifica esses sintomas, procure um especialista. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para manter sua saúde em dia. Agende uma consulta