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Sinônimos

  • Proteínas Totais e Frações No Líquido Ascítico
  • Análise Proteica do Líquido Ascítico
  • Dosagem de Proteínas No Líquido Peritoneal
  • Proteinograma do Líquido Ascítico

O que é o exame de Proteína Total e Frações no Líquido Ascítico?

O exame de proteína total e frações no líquido ascítico analisa a quantidade de proteínas presentes no líquido que se acumula dentro do abdômen, chamado ascite. Esse acúmulo pode ocorrer por diversas causas, como doenças do fígado, câncer ou infecções.

A análise é feita em uma amostra retirada por um procedimento chamado paracentese, que permite avaliar a natureza desse líquido e se ele tem baixa ou alta concentração de proteínas, o que dá pistas importantes sobre a origem da ascite.

As “frações” geralmente incluem a albumina, uma das principais proteínas do corpo, e sua dosagem permite o cálculo do gradiente de albumina soro-ascite (GASA), muito útil no diagnóstico.

Para que serve o exame de Proteína Total e Frações no Líquido Ascítico?

Este exame é fundamental para ajudar o médico a entender a causa da ascite. Quando a quantidade de proteína no líquido é baixa, isso sugere que a origem pode estar relacionada a um problema de pressão nos vasos sanguíneos, como ocorre na cirrose hepática. Esse tipo de líquido é chamado de transudato.

Por outro lado, se a concentração de proteína for alta, o exame pode indicar um processo inflamatório, infeccioso ou tumoral, como câncer peritoneal ou tuberculose abdominal. Esse tipo é conhecido como exsudato.

Além disso, o exame permite calcular o GASA, que é a diferença entre os níveis de albumina no sangue e no líquido ascítico. Esse índice ajuda a distinguir se a ascite tem relação com hipertensão portal, comum em doenças hepáticas.

Como é feito o exame de Proteína Total e Frações no Líquido Ascítico?

A amostra do líquido ascítico é obtida por meio da paracentese, um procedimento em que o médico insere uma agulha fina na cavidade abdominal para retirar uma pequena quantidade de líquido. Esse procedimento é feito com o paciente deitado, em ambiente estéril, geralmente com anestesia local.

O líquido coletado é então enviado ao laboratório, onde são medidos os níveis de proteína total e, quando solicitado, as frações como a albumina. A análise é feita por métodos bioquímicos específicos e o resultado costuma ficar pronto em poucos dias, dependendo do laboratório.

Qual é o valor de referência do exame de Proteína Total e Frações no Líquido Ascítico?

Os valores de referência podem variar de acordo com o laboratório e a metodologia utilizada, mas, em geral:

  • quando a proteína total no líquido ascítico é inferior a 2,5 g/dL, considera-se que o líquido é um transudato, geralmente relacionado à cirrose ou outras causas de hipertensão portal;
  • quando a concentração é igual ou superior a 2,5 g/dL, o líquido é classificado como exsudato, podendo indicar infecções, câncer ou outras doenças do peritônio.

Além disso, o cálculo do GASA é uma ferramenta complementar muito utilizada. Um valor igual ou maior que 1,1 g/dL sugere que a ascite está relacionada à hipertensão portal.

Qual especialista pode solicitar o exame de Proteína Total e Frações no Líquido Ascítico?

Este exame pode ser solicitado por hepatologistas e gastroenterologistas, especialmente em pacientes com suspeita de cirrose ou outras doenças do fígado. Também é frequentemente requisitado por clínicos gerais, infectologistas e oncologistas quando há a necessidade de investigar a causa da ascite, seja ela por infecção, neoplasia ou distúrbios inflamatórios.

Preparativos para o exame

Não há preparo. Contudo, é fundamental seguir todas as orientações do médico ou do laboratório responsável para garantir resultados precisos.

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