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Tratamento de tumores neuroendócrinos com lutécio-177
O que é o Tratamento de Tumores Neuroendócrinos com Lutécio-177?
O tratamento de tumores neuroendócrinos com Lutécio‑177 é uma forma especializada de terapia oncológica, denominada Terapia de Radionuclídeo de Receptores de Peptídeos (PRRT, na sigla em inglês).
Neste procedimento, é administrado por via intravenosa um radiofármaco, substância que combina um componente direcionador (um análogo sintético de um hormônio chamado somatostatina) com o isótopo radioativo Lutécio‑177.
O objetivo é que esta combinação se ligue especificamente às células dos tumores neuroendócrinos, de modo a levar a radiação diretamente até elas e, assim, prejudicar sua capacidade de crescer e se multiplicar.
Para que serve o Tratamento de Tumores Neuroendócrinos com Lutécio-177?
Este tratamento pode ser indicado para pacientes com tumores neuroendócrinos que expressam receptores de somatostatina, principalmente quando eles são avançados, irresecáveis cirurgicamente, metastáticos ou não responderam adequadamente a outras terapias.
A principal função do tratamento com Lutécio‑177 é reduzir ou estabilizar o crescimento do tumor neuroendócrino para retardar a progressão da doença. Além disso, ele ajuda a aliviar os sintomas causados pela produção excessiva de hormônios, prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Como é feito o Tratamento de Tumores Neuroendócrinos com Lutécio-177?
Este tipo de tratamento é realizado em ambiente hospitalar ou em centros especializados de medicina nuclear. O radiofármaco, muitas vezes denominado 177Lu‑DOTATATE ou similar, é aplicado por infusão intravenosa, ou seja, por meio de um gotejamento diretamente na corrente sanguínea.
O componente que transporta o Lutécio‑177 se direciona preferencialmente às células que expressam receptores de somatostatina, comuns nos tumores neuroendócrinos.
Uma vez ligado aos receptores do tumor, o Lutécio‑177 emite radiação beta que danifica o DNA das células cancerosas, levando‑as à morte ou inibindo sua proliferação.
O protocolo costuma incluir várias aplicações ao longo do tempo, geralmente de 3 a 5 ciclos, cada um com intervalo de OITO semanas, conforme avaliação clínica e exames de imagem pré‑estabelecidos.
O Tratamento de Tumores Neuroendócrinos com Lutécio-177 precisa de preparo?
Antes de receber o tratamento, o paciente passa por uma avaliação completa, que inclui exames de imagem para confirmar se o tumor expressa os receptores necessários para a indicação da terapia. Também são realizados testes laboratoriais para avaliar a função dos rins e da medula óssea.
Durante o procedimento, é comum administrar infusões de aminoácidos (arginina e lisina) para proteger os rins da radiação enquanto o radiofármaco circula no organismo.
Depois da aplicação, recomenda‑se que o paciente ingira bastante líquido para ajudar na excreção do radiofármaco e siga orientações específicas sobre cuidados pessoais, higiene e convivência com outras pessoas por alguns dias, devido à possibilidade de emissão residual de radiação pelos fluidos corporais.
É fundamental seguir todas as instruções de cuidados compartilhadas pelo médico para garantir um tratamento eficaz e seguro.
Qual especialista pode indicar o Tratamento de Tumores Neuroendócrinos com Lutécio-177?
O tratamento com Lutécio‑177 é tipicamente indicado por médicos especialistas em oncologia e medicina nuclear, em colaboração com uma equipe multidisciplinar que pode incluir endocrinologistas, radiologistas e cirurgiões.
Como funciona o Tratamento de Tumores Neuroendócrinos com Lutécio-177?
O tratamento funciona como uma terapia-alvo, pois combina um componente que reconhece e se liga a receptores específicos nas células dos tumores com um agente radioativo que emite radiação de forma localizada.
Quando o Lutécio‑177 acumulado nas células tumorais emite radiação, esta energia danifica o DNA das células tumorais, fazendo com que sejam eliminadas ou que percam a capacidade de se dividir. Esta ação direta reduz a agressividade do tumor, além de poder diminuir seu tamanho e aliviar sintomas associados.
Como a radiação tem um alcance limitado, menos tecido saudável é afetado em comparação com a radioterapia convencional.
Quais são os efeitos colaterais do Tratamento de Tumores Neuroendócrinos com Lutécio-177?
Embora o tratamento com Lutécio‑177 seja geralmente bem tolerado, ele pode causar efeitos colaterais, como ocorre com a maioria das terapias oncológicas. Os efeitos tendem a variar para cada pessoa, conforme o estado geral de saúde, a extensão da doença e a sensibilidade individual ao radiofármaco.
Entre os efeitos colaterais mais comuns, estão fadiga, nauseas, alterações do hábito intestinal e alterações hematológicas, como diminuição das plaquetas.
O paciente é acompanhado de forma contínua pela equipe multidisciplinar para garantir mais conforto e segurança durante o tratamento.
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