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Resumo do conteúdo

  • Pólipos são crescimentos em mucosas, podem ser benignos ou evoluir para câncer, dependendo do tipo, tamanho e localização.
  • O diagnóstico envolve exames como colonoscopia, endoscopia, ultrassonografia e biópsia. O tratamento inclui acompanhamento ou remoção do pólipo.

O que são pólipos?

Pólipos são um crescimento de tecido que surge na superfície interna de órgãos como intestino, útero, nariz, bexiga e estômago, podendo causar sangramento, dor ou nenhum sintoma.

As causas variam conforme o local, envolvendo fatores como genética, inflamações crônicas, alterações nos hormônios ou hábitos de vida, como alimentação inadequada e o hábito de fumar.

O tratamento dos pólipos pode incluir apenas acompanhamento ou retirada do pólipo quando há sintomas, risco de câncer ou crescimento.

Quais são os tipos de pólipos?

Os principais tipos de pólipos são:

1. Pólipos intestinais

O pólipo intestinal se forma na parede interna do intestino grosso, incluindo o reto, e muitas vezes não causa sintomas no início.

Com o tempo, pode provocar sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal e, em alguns casos, evoluir para câncer colorretal se não for detectado e retirado.

2. Pólipos no reto

O pólipo no reto é um tipo de pólipo intestinal localizado especificamente na parte final do intestino, próxima ao ânus.

Pode causar sangramento ao evacuar, muco nas fezes ou sensação de evacuação incompleta, sendo importante investigar por meio de exames como colonoscopia.

3. Pólipos endometriais

O pólipo endometrial, também chamado de pólipo uterino, aparece na camada interna do útero e pode estar ligado a alterações hormonais.

Costuma causar menstruação intensa, sangramento fora do período menstrual ou após a menopausa e, às vezes, dificuldade para engravidar.

4. Pólipos cervicais

O pólipo cervical surge na região do colo do útero e, muitas vezes, não tem sintomas, sendo descoberto em exames de rotina.

Pode provocar sangramento após a relação sexual ou corrimento vaginal diferente do habitual. Confira os principais sintomas de pólipos no trato genital feminino.

5. Pólipos no estômago

O pólipo no estômago, ou pólipo gástrico, surge no revestimento do estômago. Na maioria das vezes não causa sintomas e é encontrado em endoscopia.

Pode estar associado à gastrite crônica ou bactéria H. pylori. Alguns tipos têm risco de câncer e precisam ser removidos.

6. Pólipos nasais

O pólipo nasal é um crescimento de tecido dentro do nariz ou seios da face, muitas vezes ligado a alergias ou inflamações crônicas.

Pode causar nariz entupido, perda do olfato, dor na face e sensação de resfriado que não melhora.

7. Pólipos na vesícula

O pólipo na vesícula biliar, na maioria dos casos, é benigno e não causa sintomas, e geralmente é detectado em exames de imagem de rotina.

Pequenos pólipos normalmente são apenas acompanhados periodicamente pelo médico. Pólipos maiores que 1 cm ou que crescem rapidamente podem aumentar o risco de câncer e precisar de cirurgia.

8. Pólipos na bexiga

O pólipo na bexiga surge na parede interna da bexiga. Muitas vezes, é detectado quando a pessoa apresenta sangue na urina ou em exames de imagem.

9. Pólipos na pele

Os pólipos na pele, conhecidos como “fibromas moles”, aparecem como pequenas saliências macias, geralmente no pescoço ou axila.

São benignos e comuns com o envelhecimento ou atrito da pele. Só precisam de retirada se incomodarem ou mudarem de aparência.

10. Pólipos de ouvido e garganta

O pólipo de ouvido e garganta surge na mucosa do canal auditivo, trompa de Eustáquio ou faringe. Podem causar sensação de ouvido tampado, dor, secreção ou dificuldade para engolir.

11. Pólipos sésseis

O pólipo séssil é um tipo de pólipo plano ou em forma de cúpula ligeiramente elevada, que fica diretamente aderido à mucosa do órgão, como intestino ou estômago.

Por ser plano, é mais difícil de visualizar e retirar em exames.

12. Pólipos pediculados

Os pólipos pediculados são aqueles que crescem presos à mucosa por um “cabinho” fino, parecendo um cogumelo. Esse formato facilita a movimentação dentro do órgão, como intestino ou útero.

Geralmente são benignos, mas podem causar sangramento ou obstrução dependendo do tamanho e localização.

Quais são os sintomas de pólipos?

Os principais sintomas de pólipos são:

  • Sangramento retal ou sangue nas fezes (no caso de pólipos intestinais);
  • Alteração nos hábitos de ir ao banheiro, como diarreia ou prisão de ventre;
  • Dores abdominais ou cólicas persistentes;
  • Sangramento vaginal fora da menstruação ou após a relação sexual;
  • Nariz entupido constantemente e perda do olfato;
  • Azia, náuseas ou dor na boca do estômago.

Esses sintomas podem variar com o tipo de pólipo e sua localização, sendo que muitos pólipos não causam sintomas e são descobertos em exames de rotina.

Se você tem sintomas persistentes ou sangramentos, agende uma consulta com um especialista da Rede D’Or para avaliação especializada.

Qual especialista trata pólipos?

Os médicos especialistas em pólipos são os clínicos gerais, gastroenterologistas, coloproctologistas, ginecologistas, otorrinolaringologistas, urologistas e dermatologistas, conforme o local do pólipo.

Em crianças, o atendimento pode ser feito por pediatra ou especialista pediátrico da área.

Como é feito o diagnóstico dos pólipos?

O diagnóstico dos pólipos é feito por meio da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e familiar, além do exame físico.

O médico pode solicitar exames específicos que permitem visualizar o interior do corpo e identificar o crescimento anormal.

Quais exames detectam os pólipos?

Os principais exames para pólipos são:

  • Colonoscopia, para visualizar o intestino e o reto;
  • Endoscopia digestiva alta, para os pólipos no estômago;
  • Ultrassonografia transvaginal, para o útero e endométrio;
  • Tomografia computadorizada, útil para pólipos nasais ou na vesícula;
  • Cistoscopia, para pólipos na bexiga;
  • Nasofibroscopia ou endoscopia nasal, para pólipo nasal;
  • Histeroscopia, para observar o interior do útero com detalhes;
  • Biópsia do pólipo, para identificar se é benigno ou se há algum risco de câncer.

Esses exames permitem localizar, medir e, muitas vezes, retirar os pólipos, além de ajudar a descartar doenças parecidas, como tumores malignos ou inflamações crônicas.

Os exames para pólipos podem ser realizados nas unidades da Rede D’Or com equipamentos modernos e equipe especializada.

O que causa pólipos?

As causas exatas nem sempre são conhecidas, mas sabe-se que o crescimento celular desordenado é o fator principal.

Os principais fatores que aumentam o risco de pólipos são:

  • Idade avançada (especialmente acima de 50 anos);
  • Histórico familiar de pólipos ou câncer;
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool;
  • Obesidade e falta de exercícios físicos;
  • Alterações hormonais;
  • Inflamações crônicas do órgão;
  • Dieta pobre em fibras;
  • Infecções ou bactérias (como H. pylori).

Além disso, também podem ocorrer por causas menos comuns, como síndromes genéticas ou uso prolongado de alguns medicamentos.

É perigoso ter pólipo?

Na maioria das vezes, os pólipos são benignos. Porém, alguns tipos podem virar câncer ao longo do tempo, principalmente no intestino, estômago e vesícula.

O risco depende de tamanho, número, tipo e localização. Por isso, médicos indicam acompanhamento ou retirada em certos casos.

O que é bom para curar pólipos?

Não existe remédio caseiro comprovado para eliminar pólipos.

A “cura” ou resolução do pólipo geralmente acontece através da remoção cirúrgica simples, como durante a colonoscopia, ou pelo controle das causas inflamatórias com medicamentos prescritos por médicos.

Em alguns casos, apenas observar é suficiente. Em outros, a retirada é a melhor opção para evitar crescimento ou câncer.

Quais são os tratamentos para pólipos?

Os principais tratamentos para pólipos são:

  • Acompanhamento médico periódico, quando o pólipo é pequeno, sem sintomas e com baixo risco de virar câncer;
  • Remoção do pólipo (polipectomia) por colonoscopia, endoscopia, histeroscopia, nasofibroscopia ou cirurgia;
  • Medicamentos, que variam com a causa e tipo de pólipo.

Em todos os casos, a decisão médica sobre remover o pólipo ou apenas acompanhar é individual e leva em conta o risco de malignidade, o impacto na qualidade de vida e as recomendações das sociedades médicas.

O que acontece se não retirar os pólipos?

Se os pólipos não forem retirados ou acompanhados, podem crescer, sangrar mais, causar sintomas fortes e, em certos tipos, progredir para câncer, especialmente no intestino grosso.

O intervalo para essa evolução costuma ser de vários anos, o que reforça a importância do rastreamento periódico.

Pólipos têm cura?

Em muitos casos, o pólipo tem cura quando é completamente removido e não apresenta sinais de câncer na biópsia.

No entanto, a pessoa pode voltar a formar novos pólipos ao longo da vida, por isso o seguimento com exames periódicos, como colonoscopia, é recomendado por diretrizes internacionais.

Quando o pólipo já contém células malignas, o tratamento passa a seguir protocolos de câncer, podendo incluir novas cirurgias e outras terapias.

Como prevenir os pólipos?

Para prevenir os pólipos, é recomendado:

  • Manter alimentação rica em fibras;
  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Controlar peso corporal;
  • Evitar cigarro e álcool;
  • Tratar infecções digestivas;
  • Realizar exames de rastreamento conforme a orientação médica por idade;
  • Fazer colonoscopia de rotina a partir dos 45.

Essas medidas não evitam todos os pólipos, mas diminuem o risco de surgimento e de progressão para câncer.

Conte sempre com a Rede D’Or. Agende sua consulta pelo telefone 3003-3230 ou online.

Quais as complicações dos pólipos?

As principais complicações dos pólipos são:

  • Transformação em câncer, especialmente no intestino;
  • Anemia devido a sangramentos constantes;
  • Obstrução de órgãos, como nariz ou canal vaginal;
  • Infecção local;
  • Infertilidade, no caso de pólipos uterinos.

As complicações variam conforme o tipo e localização do pólipo.

Marque uma consulta com o CLÍNICO GERAL perto de você! Se você identifica esses sintomas, procure um especialista. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para manter sua saúde em dia. Agende uma consulta