Resumo do conteúdo:
- Acondroplasia é uma doença genética causada por alteração no FGFR3, que compromete o crescimento ósseo e causa baixa estatura desproporcional.
- O tratamento é multidisciplinar e pode incluir acompanhamento clínico, cirurgias e vosoritida em crianças elegíveis com placas de crescimento abertas.
O que é acondroplasia?
Acondroplasia é uma doença genética rara que afeta o crescimento dos ossos, causando baixa estatura desproporcional, com braços e coxas mais curtos em relação ao tronco.
Essa alteração ocorre por uma mutação no gene FGFR3, que inibe a proliferação adequada da cartilagem de crescimento, reduzindo o desenvolvimento dos ossos longos, como os dos braços e das pernas, e também da base do crânio.
A acondroplasia é a forma mais comum de nanismo de membros curtos e as características costumam estar presentes desde o nascimento. O tratamento envolve cuidados de saúde desde os primeiros meses de vida.
Quais são os sintomas de acondroplasia?
Os principais sintomas de acondroplasia são:
- Baixa estatura, com uma média de 131 cm para homens e 124 cm para mulheres, na vida adulta;
- Braços e coxas mais curtos em relação ao tronco;
- Cabeça maior, testa mais saliente e parte média do rosto menos desenvolvida;
- Mãos e dedos curtos, com o chamado formato em tridente;
- Pernas arqueadas e aumento da curvatura da região lombar;
- Tônus muscular reduzido no bebê e atraso para alcançar alguns marcos motores.
Também podem ocorrer otite média recorrente, perda auditiva, alterações respiratórias e problemas na coluna.
A capacidade intelectual costuma estar dentro da faixa esperada. Complicações neurológicas, quando presentes, exigem acompanhamento específico.
Bebê com acondroplasia pode ter desenvolvimento normal?
A inteligência costuma ser normal. Entretanto, o tônus muscular reduzido (hipotonia) e algumas alterações ósseas podem atrasar marcos motores, como sentar, engatinhar e andar.
O que causa acondroplasia?
A acondroplasia acontece por uma mutação no gene FGFR3, responsável por participar do controle do crescimento ósseo.
As principais causas dessa alteração são:
- Mutação genética espontânea durante a formação dos espermatozoides ou óvulos (causa mais comum e mais frequente com o aumento da idade paterna);
- Herança autossômica dominante, quando um dos pais tem acondroplasia existe 50% de chance de para os filhos em cada gestação.
Quando ambos os pais têm acondroplasia, existe 25% de chance de a criança herdar as duas variantes alteradas do gene, situação associada a uma forma grave e geralmente letal no período neonatal.
Qual a diferença entre acondroplasia e nanismo?
Nanismo é um termo amplo usado para descrever condições que resultam em baixa estatura acentuada. A acondroplasia é uma doença genética específica e a forma mais comum de nanismo de membros curtos.
Qual médico trata a acondroplasia?
O tratamento costuma ser multidisciplinar e individualizado, podendo envolver pediatras, ortopedistas, neurologistas, otorrinolaringologistas, pneumologistas e fisioterapeutas.
Além disso, o geneticista pode realizar a avaliação genética, confirmar o diagnóstico quando indicado e orientar sobre o risco de transmissão familiar.
Como é feito o diagnóstico da acondroplasia?
Durante a gestação, a suspeita pode surgir no ultrassom obstétrico quando são observados ossos longos mais curtos e outras alterações compatíveis.
Após o nascimento, a avaliação clínica e as radiografias do esqueleto podem identificar alterações características.
O teste genético para o FGFR3 pode confirmar o diagnóstico quando existe dúvida clínica ou para situações específicas de avaliação genética.
Quais são os tratamentos para acondroplasia?
A acondroplasia não tem cura, mas o acompanhamento adequado ajuda a prevenir, identificar e tratar complicações.
Os principais cuidados incluem:
- Medicamentos, como vosoritida, que podem aumentar a velocidade de crescimento em crianças com cartilagens de crescimento abertas;
- Fisioterapia e fonoaudiologia para auxiliar no desenvolvimento motor, na mobilidade e na comunicação;
- Alongamento ósseo em casos selecionados, após avaliação especializada;
- Cirurgias para complicações da coluna, das pernas ou da região do crânio;
- Psicoterapia para auxiliar na adaptação social e emocional.
O acompanhamento multidisciplinar monitora o crescimento, a audição, o sono, o desenvolvimento motor, a coluna, o peso e possíveis alterações neurológicas.
Quanto tempo vive uma pessoa com acondroplasia?
A expectativa de vida pode ser próxima à da população geral, mas varia conforme a presença e o controle das complicações. O acompanhamento regular é importante para identificar precocemente alterações respiratórias, neurológicas, ortopédicas e outras condições associadas.
Quais as complicações da acondroplasia?
As principais complicações da acondroplasia são:
- Estreitamento do forame magno, com possibilidade de compressão da junção entre o cérebro e a medula;
- Apneia do sono e outras alterações respiratórias;
- Otite média recorrente e perda auditiva;
- Estenose espinhal, que pode causar dor, formigamento e fraqueza nas pernas;
- Obesidade, dor crônica e alterações ortopédicas.
Algumas complicações são mais frequentes na infância, enquanto outras podem surgir ou se intensificar na vida adulta.
Como prevenir a acondroplasia?
Não existe uma forma de prevenir a alteração genética que causa a acondroplasia, especialmente porque a maioria dos casos surge espontaneamente.
Quando existe risco familiar, o aconselhamento genético pode ajudar a esclarecer as possibilidades de transmissão e as opções de planejamento reprodutivo.
Após o nascimento, o acompanhamento médico permite identificar e tratar precocemente possíveis complicações.
Conte sempre com a Rede D’Or. Agende sua consulta pelo telefone 3003-3230 ou online.
Quais soluções a Rede D’Or oferece?
Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar a acondroplasia com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.
A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.
O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.
Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).
A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.
Conte com a Rede D’Or sempre que precisar!