Dengue hemorrágica: sintomas, causas e quando ir ao hospital
Resumo do conteúdo:
- A dengue hemorrágica (dengue grave) pode evoluir com sangramentos, choque e risco de morte, exigindo atendimento médico imediato ao surgirem sinais de alerta.
- Sintomas incluem febre, dor abdominal intensa, vômitos e sangramentos; diagnóstico e tratamento precoces reduzem complicações graves.
- Procure um pronto-socorro imediatamente se houver piora súbita, sangramentos, confusão mental, queda de pressão ou sinais de choque.
O que é dengue hemorrágica?
A dengue hemorrágica é uma complicação da infecção pelo vírus da dengue. Além da febre alta, pode causar sangramentos e alterações importantes na circulação do sangue.
Embora ainda seja conhecida como dengue hemorrágica, atualmente a OMS utiliza o termo dengue grave, já que o principal risco da doença não é apenas o sangramento, mas o vazamento de líquidos dos vasos sanguíneos, que pode levar ao choque.
A condição é mais comum em quem já teve dengue e se infecta novamente. Os sinais de gravidade costumam surgir após alguns dias e exigem avaliação médica rápida para evitar complicações.
Quais são os sintomas de dengue hemorrágica?
Os sintomas de dengue hemorrágica nos três primeiros dias se parecem com os da dengue clássica. A pessoa apresenta febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e cansaço extremo.
Depois do terceiro dia, quando a febre começa a baixar, podem surgir sintomas de gravidade, que incluem:
- Sangramento pelo nariz ou gengivas;
- Manchas vermelhas na pele;
- Sangue no vômito, nas fezes ou na urina;
- Dor abdominal forte e vômitos persistentes;
- Pulso rápido e fraco, além de dificuldade para respirar;
- Pele fria e pálida;
- Sonolência, agitação, confusão mental ou perda da consciência.
Esses sinais podem indicar evolução para dengue grave e exigem atenção imediata.
Procure um pronto-socorro imediatamente ao notar piora após a febre ou presença de sangramentos. A Rede D’Or conta com unidades de emergência abertas 24 horas por dia e prontas para te atender.
Fique atento!
Procure um pronto-socorro imediatamente ao notar piora após a febre ou presença de sangramentos.
Como saber se é dengue hemorrágica?
A dengue hemorrágica, ou dengue grave, pode ser reconhecida quando surgem sinais de alerta após a fase inicial da doença.

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Esses sinais costumam indicar evolução para a forma grave da dengue e exigem atenção imediata, especialmente quando surgem após melhora inicial da febre.
O que causa dengue hemorrágica?
A dengue hemorrágica é causada pelo mesmo vírus responsável pela dengue comum. A transmissão acontece pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado.
Os fatores mais associados ao desenvolvimento da forma grave incluem:
- Nova infecção por um sorotipo diferente do vírus da dengue;
- Resposta exagerada do sistema de defesa do organismo;
- Presença de doenças crônicas que aumentam o risco de complicações;
- Idade avançada ou extremos de idade;
- Histórico prévio de dengue.
Embora nem todas as pessoas apresentem complicações, esses fatores podem aumentar o risco de evolução para dengue hemorrágica.
Qual médico trata a dengue hemorrágica?
O diagnóstico e o acompanhamento costumam ser feitos por clínicos gerais, infectologistas ou médicos de emergência. Em situações que exigem internação, uma equipe hospitalar acompanha a evolução do quadro.
Em crianças, o atendimento geralmente é realizado por pediatras. Dependendo da gravidade e das complicações apresentadas, outros especialistas podem participar do acompanhamento.
Como é feito o diagnóstico da dengue hemorrágica?
O diagnóstico é baseado nos sintomas, no histórico de exposição ao mosquito e nos sinais de gravidade observados durante a avaliação médica.
Também podem ser solicitados exames laboratoriais, como hemograma, testes para identificação do vírus da dengue, pesquisa do antígeno NS1 e exames sorológicos.
A análise das plaquetas e do hematócrito ajuda a identificar sinais de agravamento.
Quais são os tratamentos para dengue hemorrágica?
Não existe um medicamento antiviral específico para eliminar o vírus da dengue. O tratamento é voltado para o controle das complicações e para a manutenção da hidratação.
Nos casos graves, as medidas mais utilizadas incluem:
- Hidratação com soro fisiológico ou solução de ringer lactato administrado na veia;
- Monitoramento contínuo dos sinais vitais;
- Controle rigoroso do equilíbrio de líquidos;
- Oxigenoterapia quando necessária;
- Medicamentos para estabilizar a pressão arterial e apoiar o funcionamento do coração em casos graves;
- Diálise, quando a dengue grave afeta os rins;
- Transfusão de hemácias ou sangue total em situações específicas de sangramento importante.
O reconhecimento precoce dos sinais de alarme é um dos fatores mais importantes para reduzir o risco de complicações.
Também é recomendado não tomar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios, pois podem aumentar o risco de sangramento.
Dengue hemorrágica tem cura?
Sim, a dengue hemorrágica tem cura, principalmente quando identificada rapidamente.
Com tratamento adequado, a maioria das pessoas se recupera bem. O risco aumenta quando há atraso no atendimento ou sinais graves não são reconhecidos.
Como prevenir a dengue hemorrágica?
A prevenção da dengue hemorrágica depende principalmente da prevenção da dengue, já que ambas são causadas pelo mesmo vírus.
As medidas mais importantes são tomar a vacina da dengue, eliminar água parada, usar repelentes e instalar telas de proteção em portas e janelas.
A redução dos criadouros do mosquito continua sendo uma das estratégias mais eficazes para diminuir os casos da doença. Conheça todas as medidas para prevenir a dengue.
Quais as complicações da dengue hemorrágica?
As principais complicações da dengue hemorrágica são:
- Choque circulatório, causado pela perda intensa de líquidos dos vasos sanguíneos;
- Hemorragias graves, como sangramentos no estômago, intestino ou outros órgãos;
- Comprometimento do fígado, coração, rins ou sistema nervoso;
- Acúmulo de líquidos no tórax ou no abdômen, dificultando a respiração;
- Insuficiência de múltiplos órgãos nos casos mais graves.
Essas complicações podem acontecer principalmente quando a dengue hemorrágica não é identificada e tratada rapidamente.
Embora essas complicações possam representar risco à vida, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado reduzem significativamente a mortalidade da dengue grave.
Dengue hemorrágica pode matar?
Sim. Sem reconhecimento e tratamento adequados, a dengue grave pode evoluir para choque e outras complicações que podem colocar a vida em risco.
Quais soluções a Rede D’Or oferece?
Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar a dengue hemorrágica com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.
A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.
O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.
Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).
A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.
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